quarta-feira, 21 de abril de 2010

Oferecer




É impressionante como a inspiração me pega há essas horas! Justo agora, são 04h16min da manhã e sem um pingo de sono, sou martelado por essa engrenagenzinha verde rodando em minha cabeça. Diante disso (felizmente) eu não posso fazer nada mais, a não ser sentar-me aqui e tentar "escritar" o que em meus neurônios e coração pulsam instintivamente neste momento.

Pensava eu a alguns mágicos dias atrás sobre o que chamamos de "oferecer". Quando pensamos em oferecer, logo pensamos também em receber, e isso para nós humanos, é chamado de troca! Sim! Troca é uma situação em que quando estamos interessados em algo, dispomos de (outro) algo de valor de nossa parte, e os intuitos desta "nossa parte" da troca sempre são muitos: Manter o outro ainda em lucro, compensar a perda ou até mesmo não deixá-lo no prejuízo... Mas existem outros intuitos e outras trocas alem dessas é claro. Sobre tudo, o que temos a oferecer?

Deixando o secundário de lado vamos mirar no principal: oferecer.
O que temos a oferecer neste mundo? Qual é a oferta? Qual é a procura?
O que guardamos e acumulamos de tão precioso que a sete chaves ninguém toca ou vê, e está destinado a apenas um único gasto?
O que dura o suficiente para nós humanos denominamos o prazo de "uma vida toda?"
O que temos a oferecer um ao outro? O que buscamos em outro ser?
Se eu disser que "são as perguntas que regem o mundo" estaria plagiando, mas... Por que não? (e está aí outra pergunta! rs...)

sobre tudo não é a lei da oferta? Então! O que há de tão raro neste mundo em que se confunde com o fascínio da beleza material e se assimila valores sentimentais? To complicando, né?... rs... eu sei...
Mas as minha questão pode ir mais fundo se pararmos para pensar no que é raro hoje em dia e em que há valor na raridade dos dias de hoje.

por isso proponho tantas questões. O que é mais raro:
uma jóia? A grana que a comprou? O milionário que a acumulou para a compra? O trabalho que promoveu o salário do milionário? Ou a honestidade e a intenção de presentear a quem ama?

O que se pode oferecer? Uma mansão cheia discussões ciumentas e dramáticas, ou um LAR com um grande um desejo de lutar juntos e unidos todos os dias, mesmo com as contas na geladeira? Fica claro que não quero me queixar de acumulo de bens materiais, pelo contrário. A virtude de não ser perdulário esbanjado está exatamente ligada a questões de equilíbrio e harmonia (mental e econômica). Mas, e o que há acima disto? (...)

O que se pode oferecer?
Uma gama de contatos amplos e superficiais?
Ou um grupo de profundos e verdadeiros relacionamentos?

O que se pode oferecer?
Ações dependentes de tempo ou reações dependentes da intensidade?

De repente, oferecer algo que valha a pena trocar pode ficar em segundo plano quando a palavra trocar (perder algo e tomar algo) seja substituída pela palavra COMPARTILHAR (usar algo e deixar que se use). Sobre estas coisas é que guardei o MEU TESOURO.

com o tempo, poderei oferecer o que chamamos de "bens conquistáveis", mas tenho certeza que o que guardo aqui comigo não há ouro de tesouro que compre, leve ou roube... jamais.
Falo de jóias como dignidade, hombridade, honestidade, cavalheirismo, sinceridade... Virtudes essas que não me acrescentaram muitas cifras em contas bancárias, mas foram o suficiente para marcar toda a minha vida... e de todos ao qual meus exemplos alcançaram.

o que tenho a oferecer de fato é isso. o básico, o essencial, o verdadeiro, o inocente e eterno desejo de sonhar E lutar para conquistar. é claro que isso não tem graça nenhuma sozinho, e por isso é que me disponho a compartilhar algo muito importante que tenho (e chamo de vida) e deixo sempre a minha pergunta: o que você quer para a vida toda?

Um comentário:

Ind Caroline x) disse...

exemplos esses que deixaram pupilos e que conquistaram admirações... o que você quer pra vida toda? algo duradouro e compensador, que nem a traça e o gafanhoto podem consumir, ou ser poderoso e totalmente independente dos outros e ser totalmente 'independente' [ser sozinho]...? e o que eu respondo, eu respondo pra mim mesma: não importa se meu tesouro não serão bens conquistáveis, o que eu quero pra vida toda, é felicidade!