sábado, 31 de maio de 2014

Estilete



Eu sou um estilete sem cabo.
Quer pegar, pega. 
Só que não entro nem saio da vida de ninguém sem deixar marcas. 
Marcas boas ou ruins. 
Mas marcas.
Lâmina cada dia mais afiada.
Quer segurança?
Vai brincar com cotonete. 
Eu não nasci pra isso. 
Eu curto pulso, sangue, intensidade.

-autor desconhecido

O ladrão

passo aqui para informar que farei algumas postagens de outras pessoas, obviamente creditando-as.
fato é que eu precisava ter isso escrito no "meu blog" ah.... meu bom e velho blog! portanto, não se preocupe se ver outros autores. digo que em especial vou assaltar um tumblr chamado palavras arremessadas. simplesmente pelo fato delas terem me acertado!

"brilhante é a alma do artista que converte palavras em flechas, sons, balsamos e redenção." - RWPP


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

e se o fim...



E se eu te dissesse que não haverá apocalipse zumbi coisa nenhuma.

E que os zumbis não existissem exceto o fruto de nossa imaginação que destroça e degrada as pessoas  em suas formas físicas e emocionalmente todos os dias.

E que na verdade só matamos os zumbis porque eles estão doentes e sem cura, e é exatamente isso que pensamos sobre nossos colegas, conhecidos, parentes, ex-companheiros de trabalho, escola e namoro, membros de outros credos ou mesmo orientações sexuais diferentes mesmo sem eles serem zumbis.

E se pararmos por um instante de culpar somente as grandes  corporações dos catastróficos desastes em cadeia, e percebemos que o quanto que lixo que juntamos em uma semana não equivale nem em peso nem em tamanho do que realmente comemos em um mês.

E se por fim, num triste fim, contemplássemos que todo o apocalipse que esperávamos (e talvez até nos preparássemos) fora tão somente culpa nossa. 

E que todo o descontrole dos seres esfomeados que nos atacam enquanto atiramos em suas cabeças fossem apenas culpa de um mundo cheio de miséria que nós mesmos construímos e consumimos aos poucos até se tornar isso.

Então só aí, e apenas aí, perceberíamos que nós somos o vírus, e que outrora (e não sabemos se ainda) somos a cura. 

domingo, 16 de junho de 2013

La bohème

Antes que comeces a ler peço-vos que acesse (simultaneamente) 
(garanto que será uma leitura mais agradável).




La Bohème

Juro vos que se tivesse uma acordeom dançaria TODOS OS DIAS com ela em minha sala!

No início pisaríamos um nos calos do outro e de fato eu a tocaria onde não devia,
mas com o andar da carruagem e o estalar das teclas nos afinaríamos.

O público jamais seria necessário pois eu só dançaria para ela e ela só cantaria para mim

e quando eu escorregasse e ela desafinasse, compreenderíamos que os deslises são necessários
para quem dança e canta ao mesmo tempo.

O tempo passaria e as milhares voltas que eu teria dado em torno da mesa de centro não seriam 
nem um bocado das maravilhosas horas que ela cantou para mim, 

E quando eu não aguentar mais dançar ela pedirá que eu me assente para que ainda em minhas mãos trêmulas produza o mais voluptuoso som em memória às noites de paixão em que nossos corpos se encontram naquela sala (hoje) fria.

E por fim, quando rasgada em seu seio, soasse apenas o suspiro fúnebre, deixar-te-ia descansar em paz
muito honrado pela vossa dança e música

e assim estaria também pronto para partir.

domingo, 9 de junho de 2013

Um dia de lembrança à alguém!

eu e minhas coisas...


Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu
Se não fossem as minhas tias com todos os mimos
Ou se eu menino fosse mais amado
Se não desse errado
Não seria eu
Se o fato é que eu sou muito do seu desagrado
Não quero ser chato
Mas vou ser honesto
Eu não sei o que você tem contra mim
Você pode tentar por horas me deixar culpado
Mas vai dar errado
Já que foi o resto da vida inteira que me fez assim
Se não fossem os ais
E não fosse a dor
E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador
Se não fosse Deus
Bancando o escritor
Se não fosse o mickey e as terças feiras e os ursos pandas e o andar de cima da
Primeira casa em que eu morei e dava pra chegar no morro só pela varanda se
Não fosse a fome e essas crianças e esse cachorro e o Sancho Pança se não fosse o
Koni e o Capitão Gancho
Não seria eu

domingo, 2 de junho de 2013

*Mal jovi*


"eu tocando no bar "bad to the bones"
e um maroto vem me pedir: Toca um bon jovi bom
e eu olhei debaixo do chapéu e disse: bom jovi bom é um bom jovi morto!
e assim esvaziei o tambor, uma pra cada membro e ainda sobrou para o pedinte."

-as crônicas da rodovia da morte.