segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

[Cronicas da taverna] : Um novo mundo

Do tempo em que a taverna ficou fechada, nada aconteceu.

Os devedores não pagaram.
Os que se diziam amigos não voltaram.
Os violeiros não tocaram.


Nada, nada mudou. Foi quando Ladreau sentiu uma tristeza profunda e pensou no quanto preparou tudo para todos e ninguém apareceu. A taverna era para eles.

Taverna sem músico não é taverna.
Taverna sem fiado não é taverna.
Taverna sem os camaradas que vivem do bom vinho e rum... Não é taverna...

Não é taverna...
Não por hora...

Já se passavam meses e tudo o que se falava na vila era sobre uma notícia que viria com a virada do ano. Obviamente viria muito mais fácil e rápido para D. Rapouso. Afinal uma taverna é sempre um lugar de conversa... Mas não lá... Não naquele lugar... Vazio, e sozinho.

A taverna o havia esgotado, e transtornado, e mudado, todo e completamente quem era a figura de D. Rapouso Ladreau!

Seu passado, sua essência, sua visão de futuro seriam as mesmas, mas algo o transtornara.
(imagem enfadada).

O fim do ano se aproximou e alguns carregamentos de pólvora da china foram deixados no cais para as festividades. Outros barcos também atracaram trazendo por um curto período de tempo seu velho amigo e marinheiro Jimmy.

O gigante ruivo lhe contou, que as especulações do "segredo da virada do ano", estavam com a rainha da castelania próxima a vila e que a mesma estava a recrutar marujos para a tal descoberta.



Subitamente Ladreau se lembrou do gosto da brisa e do tempo em que passou em alto mar. do tempo em que ingressou como amarrador de cordas, que depois se tornou timoneiro, e depois nomeado corsário e em fim pôde deixar o mar sobre o nome de CAPITÃO!




"Capitão Rapouso! o que faremos agora?"
Essa era a pergunta que ele sempre se recordava quando a noite o embalava dentre uma tempestade de sonhos... Acordava suado, passava a mão na testa, voltava a dormir e conseguia se livrar da tempestade. Isso era tudo o que conseguia guardar do mar. (e esse segredo ficou com ele...)


Então pensou Ladreau: que mal fará se a “Raposa for fechada” por causa do Rapouso?

Passou-se a noite.

Rapouso de manhã. As 5:00 pôr-se de pé encaixotou os livros e o diário, pegou a taça, colocou a rapieira no cinto. Amarrou os cabelos e se dirigiu até o palácio.

Ao chegar pensou consigo: como sou tolo! Qual rainha estaria de pé tão cedo? E de fato nenhuma faria tal proeza... rs...

Rapouso esperou até as 7:00 quando as atividades oficiais começariam... Estranhamente estava tudo bem escuro...



“Um” almofadinha com um colam muito engraçado (imagem rspouso e o papa) apareceu na sacada e disse que os marujos que quisessem se ingressar deveriam comparecer a sala do trono.



Obviamente Rapouso estranhou... Mas tudo bem... Cada realeza tem um tique diferente.

Cansado, e fedendo rum... (como era o seu comum) Rapouso se dirigiu até a sala do trono numa gigante fila. Olhando para baixo e aguardando à hora de apenas anunciar seu nome, esperava que a rainha lhe concedesse a benesse de ajudar com os preparativos marítimos para "o segredo da virada do ano"... Quando de repente:

Ouviu um soluço da parte da rainha. Não ousou olhar Para frente com medo de uma repreensão. Continuou cabisbaixo.

A rainha soluçou novamente. (não era um soluço comum)

Rapouso não olhou.

Quando um dos serviçais disse: deves olhar para a rainha!Ela quer conhecer todas as faces que executarão seus desígnios...

Rapouso levantou a cabeça...

O QUE! (Rapouso não pode deixar de soltar tal exclamação) quando viu a jovem majestade com vestes azuis e uma venda sobre os olhos (imagem a raposa com venda nos olhos) nada deixando parecer... Mas uma coisa lhe chamou a atenção... Eram os cabelos ruivos... Não seria? seria? Meu Deus, como se parec... É ELA! Mas não pode... ela já se... Mas, não a vi partir.... Se fosse ela.. Por que isso? Por que passei por isso? Por que esse tempo todo? CRISTO POR FAVOR ME DIGA QUE NÃO É ELA! DIGA-ME QUE É ELA!

Confuso Rapouso, encheu seus olhos d'água, pois por um momento a esperança o havia tomado nos braços novamente.

A rainha se inclinou para e esquerda e se dirigiu a um dos seus guardas falando baixo. E o guarda repetia em voz alta:

-É O SENHOR, DOM RAPOUSO LADREAU?
-sim, majestade...
-SABES POR QUE ESTÁS AQUI?
-de certo, majestade. Pretendo-me ingressar na expedição ao qual vossa majestade arrenda marujos.
-SABES QUE POR ESTAS VILAS NÃO SE SECONHECE VOSSAS HABILIDADES COM O MAR, EXCETO COM A BEBIDA DOS MARUJOS.

(Rapouso corou-se de vergonha, mas disse) - sim
-majestade. Entretanto...

-SILÊNCIO! (gritou o guarda em mandato da rainha). A RAINHA CONHECE TODA E QUALQUER ARGUMENTAÇÃO. POR ISSO...

(Rapouso já estava a respirar fundo por perder a últitima e única chance de re-ver o mar... e triste já se contentava com a infeliz e solitária vida na taverna...)

A RAINHA LHE CONCEDE O POSTO DE CAPITÃO PARA A ÚLTIMA NAU QEU SAIRÁ NO DIA 31/12 AS 23:59 DE ACORDO COM O RELÓGIO DA IGREJA DA PRAÇA DA VILA PRÓXIMA.

(Rapouso não sabia mais o que fazer ou pensar, era tanta alegria que em seu peito que novamente batia, que nem sabia o que fazer com toda aquela velharia da taverna ficaria para trás!... na verdade sabia... ficaria pra trás!)

Ele nem sabia mais como se portar... Quando...
O guarda continuou.

- A RAINHA ORDENA QUE ESTEJAS TRAJADO SOBRE NEGRO POIS, DESEJAS PASSAR O ANO DESTA FORMA.

- perfeitamente!

Com um coração cheio de graça, ia saindo Rapouso de frente para a rainha, quando a rainha lhe fez um "tsk"... E pôs-se de pé e disse: desejas acrescentar algo Monsenhor Ladreau?

[a voz... era ELA!]

Dom Rapouso Ladreau apenas sacou sua rapieira em sinal de Devoção e disse:






Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.











Caros leitores,

De certo, os que acompanham esta taverna sabem que muito da mesma há em mim ( e que mudanças são necessárias). por isso D. Rapouso Ladreau parte novamente para o mar. um mar de aventuras e descobertas que não sabes onde seu barco dará. Apenas sabes que tudo é uma questão dos laços que dará em suas cordas e que é seu dever mante-los presos sempre!!!

seu destino? UM NOVO MUNDO! um bravo e NOVO MUNDO!


que todos tenham um feliz ano novo assim como eu!
-Rene William

sábado, 5 de dezembro de 2009

Por favor defina MORAL...

você é cristão? não? tudo bem...
Então é ateu? também não? certo...
então é comunista? ah! isso sim né?
mas porque tanta autoridade assim então?
você e esse seu deus (com d minusculo mesmo) interior...
qual é o seu padrão? qual é a sua MORAL?
se não é um ou outro... deve ser bem moderno né? ERRADO!


e para brindar a vossa autoridade,
tenho um poeminha que fiz com lágrimas e sangue!
MUITO SANGUE!!! AHAHAHAHA


Eficiente que só,
Chega sempre nos horários.

Não dá bom dia para ninguém.
"são todos uns otários"

Logo pela manhã,
Possui um triste hálito etílico .
como seu peso é incalculável,
mais parece um hemofílico

a nicotina exala onde andas
Acredita nas coisas que um coelho diz.
de todas as coisas que criticas
mal sabes que estão no seu nariz

e das as crias, que não rastejam para longe do ninho
todas não são fáceis de lidar.
apenas o gene diferente,
se pode ressaltar.

e bla e bla e bla...


eu poderia continuar essa "rima-suja" por toda a noite,
ou melhor! poderia nem oferecer tal rima (poderia ser um açoite!)
(pois não seria tu, digno do meu pensar/rimar ... e rimar mal...)
mas enfim, mereces!

sabes por quê?

por que de todos que se assentam no dia de thor no por do sol,
sou eu o único que não amotina contra vós!
por que de todos os vícios que tens,
sou o único que por de trás, avantajo vossas virtudes.
politicagem a parte, quando os que servem ao Estado te martirizou,
fui o único que se calou.

botar bixo pra fora, pra uns desumano,
para nós, agir com o tutano!
mas onde está a graça da sua moral?
o que faz diferente nesse trabalho afinal?
chamar o freguês, agir com falsa polidez?
ou atrair o cliente deixando que na infancia o chamem de parente?


até agora o que me fez, foi um favor.
não transforme o meu descanço e pavor.
não dependo da sua graça,
mas largue o meu cabelo e isso basta!


p.s.: fica a dica

http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=52632264

domingo, 22 de novembro de 2009

Saudades...


é válido lembrar que meu pai já passa
há vários dias na cidade de campinas em
São paulo a tratamentos de saude.

...e me faz muita, mas muita falta.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A velha infancia



...é dificil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial...
Nem data de validade...

E tinham também aquelas bolinhas de gude... As que vinham embaladas sem instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada!
Que horror!

A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...
E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã...
A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore...
E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.

Não existiam os celulares! Incrível! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade
nunca encontrávamos um culpado.

Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho???
Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos...
E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir...
A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era
obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol...
A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!
Não existia o Playstation, nem o Nintendo...
Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem computador, nem Internet...
Tínhamos,simplesmente, amigos! A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos.

Sozinhos, num mundo frio e cruel... sem nenhum controle! Como sobrevivemos?
Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas...
Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!
Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores... aquele cara com um peixe nas costas... (um tal de óleo de rícino).
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram
que refazer a segunda série.. Que horror! Não se mudava as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando.

As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram: chegar trasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho...

As nossas iniciativas eram "nossas", mas as conseqüências também! Ninguém se escondia atrás do outro...

Os nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos a regras!
Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso!

Sabíamos que quando os pais diziam "NãO", era "N Ã O".
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa...
Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...
Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e
ótimos "solucionadores" de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosãode inovações, tendências...

Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade...
E não é que aprendemos a resolver tudo!? E sozinhos...

Se você é um destes sobreviventes, PARABÉNS!!!



Essa postagem me foi enviada (via scrap) por um aluno/amigo chamado línik e me fez pensar muito!
(pense aí tambem!) rs...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

o que fica e o que vai

a rádio murissoca

a tatuagem de pistões e caveira

o evento de rock'n roll

o show do matanza

as motos para consertar

a (minha) bandana preta

o show do motorhead

a barba que a tanto tempo cultivou

a escola que nunca terminou

o velho estilo de vida: quanto mais feio, quanto mais sujo... melhor

as viagens de moto nunca feitas

ficam pra trás...



...



a cara de palhaço,

a cara de sério e depois um sorriso bem porco de palhaço,

o servo de Jesus Cristo,

a vida de aventura

o bom filho

são coisas que irão eternamente para frente!


que numa situação tão complicada como essa, que não deixemos as boas lembranças submersas!
a verdade é que todos morrem, mas poucos (como o yuri) vivem!

dixará saudades!
até o próximo encontro "irmão"

domingo, 1 de novembro de 2009

antes de mais nada...

obrigado por me 'forçar' (rs...) a limpar a poeira desse blog!
concordo com todos que já me cobraram pelas ruas sobre a paradeira do mesmo. mas eu não o abandonei...

vamos lá então: a michele hubner, minha aluna, amiga e pupila me mandou um Meme sobre 5 coisas que eu tenho que completar a frase e citar outros 5 blogs... então vamos lá!

a) Eu já …………
b) Eu nunca ………….
c) Eu sei …………
d) Eu quero ……….
e) Eu sonho ……….


A) eu já "FUREI UM ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS E RAPTEI A ANIVERSARIANTE -

B) eu nunca TIREI UM 10 (OU QUALQUER NOTA MÁXIMA...)

C) eu sei QUE ESTOU BEM GORDO... MAS É TEMPORÁRIO! (ME PROMETO!)

D) eu quero FAZER UMA TATTOO DEBAIXO DOS DOIS PÉS

E) eu sonho ENVELHECER JUNTO COM QUEM EU AMO...


E AGORA VÃO OS BLOGS QUE EU GOSTARIA DE SABER OS "5 EUS"

www.harlequina.blogspot.com
www.silenceofthewind.blogspot.com
www.paradoxalmentefalando.blogspot.com
www.queroquesignifique.blogspot.com
www.codinomesophia.blogspot.com


sábado, 26 de setembro de 2009

[Cronicas da taverna] : Pensamentos do farol

Das poucas vezes que fechei a taverna, essa foi uma delas.

mas não foi para visitar o porto (embora estivesse tão perto para faze-lo),
tão pouco para encontrar um velho amigo (embora não tenha um por essas bandas, mas sempre há uma oportunidade para isso), em fim. Foi tudo isso, mas foi diferente.

Toda vez que eu ia buscar os barris de rum no fim da tarde no porto, me deparava com a figura do farol, robusto, na beira do penhasco. sempre ali pelas 18:00 horas ele ligava (exatamente com o primeiro bater do sino da capela na praça).... e isso me instigava.
como já estou a um bom tempo por aqui e o populacho dessa vila não passa de 3 mil pessoas (isso chutando alto), pre-suponho que quase todos já passaram por aqui. (vide as histórias anteriores), mas nunca um sinaleiro deu as caras nessa taverna... e estava ai outro ponto que me chamava a atenção.
mas o que mais me incomodava e me contorcia as entranhas a cada momento era acerca do imaginário que trabalhava a cada momento montando a imagem do sinaleiro.

"ah! deve ser aquele velho asqueroso bem rabugento!" ou melhor "deve ser um marinheiro sem as pernas por causa de um tubarão" na-na-não "deve ser um velho arqueroso bem rabugento, ex-marinheiro, sem as pernas por causa de um turbarão!" isso! é isso que eu vou encontrar ao chegar lá em cima! dizia isso a mim mesmo ao pautar sobre o assunto do sinaleiro : "poxa! eu não conheço ninguem aqui!, esse sinaleiro, eu nunca vi ele por essas bandas... bom. dois desconhecidos podem ser amigos! né? o,O" então vamos lá!

Esperei a semana toda, e nesse domingo me arrumei. coloquei uma garrafa de rum enrolada num algodão crúe a marrei a ponta da garrafa com corda de marinheiro (para ele assimilar o presente) e alí pelas 18:15 me dirigí ao farol.

foi uma longa caminhada pois o caminho já não mais existia e as pedras haviam tomado conta... (como elas foram para alí eu não sei!). demorou muito tempo até que eu me encontrasse no pé do farol... na porta havia algo escrito de lapís bem fino. aproximei a lanterna e então pude ler: "aqui, o silencio do vento reina..." tava na cara que ele não era de fazer barulho... e nem dava... pois daqui não se ouvia nada da cidade graças as ondas quese chocavam com a rocha... em fim...
abri a porta e comecei a suber as escadas... degrau um, degrau dois degrau tres... vinte, vinte e nove, quarenta e cingo, oitenta... (minha nossa isso não termina nunca)... cem, cento e oito degraus e eu vi a luz bem de perto.... hávia uma anti-sala abaixo do farol mesmo!

então estava eu lá: com uma garrafa na mão, a rapieira pendurada no lado esquerdo da perna (nuca se sabe) e uma curiosidade que eu vou te contar...

pigarreei baixo, e

batí na porta.

batí na porta

batí na porta...

nada ouví.

frustrado pelo fora da possivel amizade do marinheiro, deixei a garrafa na porta e pensei em partir, mas antes batí pela ultima vez. a porta estava a berta e no primeiro toque ela se abriu.

meus olhos não pudiam compreender corretamente o que se passava naquele quarto completamente pintado de grafite de lapiz, com algumas estrelas desenhadas no teto do mesmo. uma escrivaninha com um grosso caderno com uma pena do lado, um piano e uma cama com uma coucha cheia de retalhos escritos. ninguem no local... entrei a passos leves, e me dirigi ao grosso caderno (não sei porque me chamou a a tenção). logo na primeira página havia um longo sorriso desenhado a mão (=D), nem preciso dizer que neste instante minha mente já havia imaginado mil coisas. e então me dirigi a cama... me acentei... e quanto me acentei sobre ela percebi que havia algo em baixo... (não ... eu não sou de contar horrores por isso...) enfiei a mão debaixo da cama para puxar o que quer que aquele velho rabugento esteja fazendo lá em baixo (isso são modos de receber uma visita? - pensei)!

mas... oque é isso?
uma garota?
ela chorando correu em direção ao caderno do outro lado do quarto e abraçou-se a ele e me olhava por de tras dele...

-quem é você?
-...
- vamos! me diga! que é voce? eu não vou te fazer mal... - e a garota não fazia nada... -


para tentar acalma-la tentei ignora-la dentro de sua própria casa... caminhando dentro do quarto com as mãos para trás e um nariz bem empinado, quando de repente escorreguei num monte de lapís e caí de costas no chão... (aquilo doeu). a garotinha riu, mas quando eu olhei para ela, fechou a cara e fez um estridente sssssssssssssssssssssshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh con o indicador tapando os lábios... não sei porque, mas ela parecia ter medo de alguem acordar ou algo assim.

com bons modos, esperei o suposto marujo voltar e fiquei ali a noite toda, sentado na cama e a garotinha do outor lado do quarto ... sem dizer uma palavra...

foi quando ali pelas 6:00 da manhã ( e eu já morto de sono) que a garota correu para a porta, e me trancou lá em baixo; segundos se passaram e o farol foi desligado.
eu comecei a entender o que se passava...

tornei a me sentar na cama e a garota chegou. aproximou-se de mim e falou bem baixinho:
- olá! não fale alto!
- certo (achando isso engraçado...), onde está o moço que toma conta daqui?
- não há nenhum moço. eu vivo aqui sozinha!
- OQUE?
- sssssssshhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!! (com as mãozinhas no ouvido)
- desculpe! oque? vc vive aqui sozinha?
- sim!
- mas você não tem medo?, você precisa sair.
- não... não tenho medo porque ninguem sabe de mim aqui, e não preciso sair porque só voce acha que eu preciso....
- mas voce não pode ficar aqui isolada... tem que conhecer as pessoas na rua...
- você não entendeu. eu não sou presa aqui! eu saio a hora que eu quizer, só que gosto daqui.
- mas você não tem nada aqui (esnobei)
- você é que não tem nada e veio buscar minhas coisas... PRA TRÁS!
- ssssssssssshhhhhhhhhhh (era eu agora. rs...) ei ei ei...peraí... não venho buscar nada... eu tambem não tenho muita coisa... mas conheço a rua, as pessoas...
- mas eu tambem conheço. só não quero ficar lá! aqui o silencio é ótimo. e eu tambem tenho o farol para trabalhar, o piano para tocar e meu caderno para escrever...
- bom se é assim... fique sendo! eu preciso ir... a propósito: me chamo Don Rapouso Ladreau.. e o seu nome é? - ela ficou em silencio... - não vai me dizer o seu nome não?
- eu já disse...
- ah sim! rs... o silêncio... bom... eu me vou... como é apenas uma garota... não posso deixar essa garrafa de rum aqui!
- não ... deixa sim! não vou beber! vou guardar de recordação de alguem que se preocupou comigo!
- mesmo mesmo? olha lá hein!
- mesmo mesmo! rs...
- tenha um bom dia!
- para você tambem!

voltei para casa, mais intrigado ainda... "uma garota que toma conta de um farol, que deve ter os ouvidos super sensiveis e escreve demais...." interessante...

passado uns dias encontro uma carta dela agradecendo a visita, e pedindo para ir visita-la sempre que eu quizer... apenas com uma condição... fazer menos barulho...
no fim da carta estava assinado... o silencio...






Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

[Cronicas da taverna] : alacran y pistolero

ha alguns quilometros do vilarejo há uma baixada deserta.
Exatamente deserta como você imagina. E por mais que seja deserto, a atividade é intensa. Não são poucos os casos de roubos de cavalos, extravios de cargas que se direcionam para os navios, alem de moças honestas (que não deviam andar por aquelas bandas)... entretanto ha pouco tempo atrás aconteceu um fato curioso: hávia um pistoleiro por essas bandas que nenhum aplacava sua ira. De fato, não era um cara mau, mas sabe como é um homem armado...
todos em volta do vilarejo imaginavam como o mesmo iria morrer: seria por tiro? de quantos? qual arma? quem seria? ou, quem seriaM? como ficaria o corpo?...
efim, não foram poucas vezes que essas perguntas foram feitas aqui nesse balcão... eu, realmente não sabia o que dizer... apenas olhava debaixo do balcão para ver se minha rapieira estava por lá... nunca se sabe...
a unica coisa que não me permitia atravessa-la no tal pistoleiro, era uma jovem como um botão de rosavermelha que o aguardava a toda noite...
jamais poderia eu transforma-la em mim... um alguem que perdeu algo de muito valioso ou numa assassina que me executaria

entre uma história e outra, apareceu um grupo de mariachis a procurar emprego. disseram que o Sr antonio José Cuervo os recomendou... Disse eu, que não hávia emprego, mas os mesmos continuaram por essas bandas a pegar uns trocados para dedilhar aquelas violas esquisitas...

...de tanto encherem a minha paciencia, permití que tocassem na taverna, mas apenas de dia, que era o horário deles comporem, ensaiarem e que o moviento era pouco... assim eu não ficava de cabeça cheia quando a noite as conversas preenchiam o salão...

acabo de almoçar, pego o livro vermelho,
passo umas folhas em branco, pego a pena (me sujo com ela),
ponho a pena sobre a mesa e olho para a janela para buscar algo para escrever...
"quem corre pela janela é a rosa do pistoleiro, com lagrima nos olhos abraça um dos
mariachis mais magros que estava na rua. o mesmo retribui o abraço deixando o violão cair no chão..."

a dama o aperta mais forte e em seguida corre em sentido contrário com mais lagrimas nos olhos. o mariachi levanta o violão, tira o excesso de poeira e caminha em direção da taverna... e eu só olhando...

entra pela porta da frente, me comprimenta com um asceno com a cabeça e aquele chapel gigante, pede uma tequila, diz que vai pagar logo...
eu sirvo a tequila, ele a toma devagar (muito corajoso ele)...

o mariachi vai para o lado das mesas acenta-se em uma delas e poe-se a dedilhar e compor.
agora sim compreendí todo o ocorrido...

não pude deixar de fazer uma coisa, escrever a letra que ele compôs:

Una noche muy hermosa
Se bajo de su caballo
A mirar a las estrallas
A recordar su madre
En la noche tan hermosa
Que viajaba el pistolero
El caballo regreso
Solito a el pueblo

Alacran del desierto
Sin saber mataste a un hombre bueno
Con tu colita llena de veneno
Cayo un hombre vestido de negro
Sin saber mataste a el pistolero

Lo buscaron y buscaron
Por los valles del desierto
Lo encontraron por las piedras
Con los ojos abiertos

En la mano la pistola
En la otra el alacran
El pistolero ya no defendera





se quizer, clique na imagem para ampliar


fim!





Dica: no radinho aí do lado, tem a musica que o mariachi compôs! "alacran y pistolero" que tal ouvi-la? fica a dica!





Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

uma imagem


como resposta, como comentário, como postagem...
como descanço ... assim eu espero!

você não está só!
TE AMO

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

À MEIA PORTA



À meia porta,
é assim que ela sempre me atente
ela de roupão e chinelos e eu sempre de uniforme; entrego, recebo, sorrio e vou embora
é assim, todo sábado
mas um dia... um dia ela abre aquela porta toda...
e eu arruaço a vida dela!!!

olhos, boca, piercing... será tudo meu!!

sábado, 15 de agosto de 2009

[Cronicas da taverna] : Taverna cheia, Taverna vazia

Hoje a taverna estava cheia...
Mas não havia ninguem lá.

Havia música...
mas eu não escutei nenhuma.

Hávia bebida, é claro! mas o gosto,
eu nem sei...

Hoje foi assim, eu não errei em nada, mas porque tudo deu errado? Estavam todos e não havia nada. Jimmy estava lá, com duas "taverneiras" no colo. uma em cada perna, ele pestanejava para mim dizendo:" vamos rapouso, elas querem provar do seu vinho!" , Mas nada disso teria sabor. Nem o vinho... nem elas...



A tarde passou e chegaram os barris de tequila do Sr. José Cuervo e dos vinhos santiago. Não havia nenhum peso neles para mim... pelo menos para mim. Só parei de carrega-los quando os marujos me disseram que meus braços estavam vermelhos e meus dedos roxos. Nada sentia. nada sentia.... nada.

Nunca havia notado, mas periodicamente isso tem acontecido comigo, mais precisamente, semanalmente. até aí tudo bem. mas o estranho mesmo aconteceu quando cheguei na taverna e havia um velhinho próximo a porta, sentado perto de um barril. Completamente cego e com um sorriso sem um puto dente, ele me sentiu aproximar. abriu os braços e disse "olá minha querida!

não pude evitar, soltei um EPA! o,O' e o velho tambem me estranhou, abaixou os braços e soltou uma exclamação se desculpando: Me desculpe meu senhor, pensei que fosse a dona desta taverna. - O velho possuia um aspecto indígena porem uma cara muito simpática. Diferente dos indíos daqui.

continuando ele: - sou Sorro, um velho amigo da moça dona desta taverna, mas parece que ela não está. então eu me vou.
- Espera, sou eu qeu tomo conta desta taverna agora
- o índio me estranhou, me olhou com aqueles olhos sem um pingo de iris e me pergutou o nome.
- respondi.



ao ssaber o meu nome, aquele velho sorriso voltou a se abrir e tentou me abraçar.
- Ei senhor! Pare! estás a me estranhar?
- Não meu filho, a sua senhora sempre me dizia sobre você.
- Como assim? você não pode provar isso!
- então quem era o único que a chamava de raposa?

Pasmo dei um salto para tras e caí sentado. O velho apenas riu. Recuperando do susto, perguteio que trazia até a minha taver... er... a taverna da raposa, e ele me disse que toda semana, exatamente neste dia, a raposa fechava a taverna e saia do vilarejo. ninguem sabia onde ela ia "mas eu sabia" - dizia o velho. ela ia lá na tribo buscar mais um barriu de chá de ervas do mato. não sei se vendia, ou se ela bebia, mas a contribuição dela sempre nos ajudou muito. ficava por lá horas e horas conversando com todos. velhos, velhas, crianças, moços e moças...

pesssoalmente eu confesso que não entendí "cha aqui na taverna?", mas se fazia parte dela eu aceitei. para minha tristeza, tive que contar ao velho indio sobre a partida da minha raposa, mas ele não se entristeceu. nem se quer chorou. apenas me disse: quando alguem vive em nossas mentes, ela é eterna. nem a morte a segura.

- e eu (depois de um dia desses, entrando já em stafa e desespero. indaguei)? e esse vazio, velho? e o vazio que eu sinto hoje?

- e o velho, acendendo um longo cachinbo com penas na ponta, mirou os olhos cegos no horizonte oceanico e disse com um certo humor: "ah! devo ter me desencontrado com ela hoje então..."

de uma certa forma misteriosa, saquei o que havia.

me despedi do velho, carreguei o barril de chá para dentro da taverna, me acalmei e compreendi que, mesmo com ela ter faltado, ela ainda está aqui, e sempre sempre volta.




-esta é uma postagem de saudade.

Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Deduções



ninguem sabe quem é, filho de quem ou de onde veio.
só sabemos que ele ficou o dia inteiro deitado debaixo de uma arvore, com um copo de agua e uma folha verde dentro do prato. aquilo me irritou... irritou e muito. cara folgado, não quer trabalhar... VAMOS CONVERSAR!

dias depois ele apareceu por aqui, agora sabemos que ele é da cidade, pois ninguem daqui chama o outro de caipira. sinceramente não sei como ele ainda tá em pé, mas eu vou resolver isso logo logo... afinal, não adianta dizer SAIA! então... fique....

tá , eu sei que a unica professora do vilarejo tentou conversar com todos por perto que o certo ou o errado é apenas uma questão de opinião... eu concordo até, mas não pra ele!!! eu quero ele fora daqui!

risadinha pra cá, cigarrinho pra lá. ele já não me era mais problema até....
...até a filha do patrão querer "o da cidade".
Eu to aqui o dia inteiro com esses fenos, e ele lá dentro da combi colorida... ah! o patrão tinha que saber!!

sinceramente eu não sei mais o que fazer, só pode gostar de panhar! as mãos já estão roxas por causa do laço, e ele nem viu isso...
Já sei, se o gado chega a chorar com o marcador, quanto mais esse magrelo!

parecia até estranho mas eu me lembrei quando nos encontramos pela primeira vez. é bem antes do olho roxo dele, e de que ele disse que era o primeiro a chegar para afesta.

essa foi a pior coisa que já aconteceu, em algumas horas o magrelo parecia muitos, com cara de maricas, com crianças... parecia uma familia toda, e a mantaza começou...

quando todos estavam no chão... às poças.... eles partiram... mas esqueceram de olhar se eu estava respirando...




...e eu lembro do rosto de cada um deles...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Era uma vez...

* Era uma vez um garoto que tinha um pai que tinha uma moto.

* Era uma vez um garoto que era fominha por videogame

* Era uma vez um garoto que gostava de desenho animado (esse eu via sim!)

* Era uma vez um garoto que gostava de quadrinho tb! hehehe!



...

* Era uma vez um garoto que tinha um pai que vendeu a moto, por medo dos filhos crescerem e pegarem a moto para fazer bagunça...

* Era um a vez um garoto que sabia que nem a velocidade do video game nem dos desenhos animados não saciavam mais...


*era uma vez um garoto que não sonhava com muitas coisas... mas sonhava
sonhava e babava nas feiras de 2 rodas....




* Era uma vez, o mesmo garoto que com esforço conseguiu tirar a carteira na garra! (na garra mesmo!)

* mas era uma vez tambem um cara sem grana.... ( o mesmo cara daí de cima tudo) que vivia se prometendo um presente, mas não fazia por onde.... dar o primeiro passo!
ficava olhando os outros e via o claro espaço vago entre uma moto e outra, que cabia a sua moto exatamente ali...


então decidiu ir adiante...

mas o destino chato e burocrático lhe barrou por uma, duas, tres até quatro vezes...
é! ele pensou em desistir... mas não desistiu....



não desistiu....


não mesmo...



sem mais delongas, essa moto não é so minha. mas de todos que riram da minha cara quando eu montava nas "grandona" do salão...
pertence tambem aqueles que acreditavam em mim, mas pesnavam que ia demorar um pouco mais... pertence tambem aqueles que já me viam montado numa custom desde que nasci.... e por ai vai...
mas pra não virar bagunça...



eu tomo conta dela pra voces! hahahahahaha

valeu mesmo a todos!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Por que sonhas e Kansas Tanto?

domingo, 28 de junho de 2009

Avalon fest!


da esquerda para a direita: Ruivan, Kiliano e Rene


salve salve leitores!

não esquecendo que este blogspaço tb é pessoal, fica ai um acontecimento muito importante que rolou pra mim: o 4º (e possivelmente ultimo) AVALON FEST!

o que é?
para os que não sabem, eu estou terminando a graduação de história.
e próximo a minha sala (mais precisamente ao lado do meu bloco "A1") há uma pequeno (como eu poderia dizer...) "mini-bosque" (?). e era para lá que iamos e ficavamos quando a jogada era matar aula.
de fato, com um monte de pedras espalhadas por lá, já se passava a idéia de encontrar uma cuja a escalibur estivesse cravada (...), então nós denominamos aquele lugar de "avalon".

amante ou não de histórias de cavalaria, nossos colegas se reuniram por lá durante um bom tempo...
e pra terminar cada semestre levavamos o famoso "mastiga"....

o tempo foi passando e isso aconteceu 3 semestres consecutivos. ou seja, o "avalon fest, já estava consagrado!".

determinadamente não posso esquecer de citar os nomes que sempre compunham "a mesa" :

Ruivan, Kiliano, Natália (do blog sou continente perfeito), rafael, heinrich, wallace, ricardo, wesley e helen (que foi duas vezes no avalon fest!)...

em fim, neste fim de semana, foi o ultimo! não teve como negar, foi o melhor de todos até hj,
resolvemos nos vestir de cavaleiros, sagramos o cavaleiro "kiliano" e as fotos... nem se fala...


ah... as memórias....!

não falarei mais nada... pois posso "profanar" um acontecimento tão sublime! rs....

força e paz a todos!


para ver o que rolou na festa, vale dar uma olhada no meu album do orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=3611555333846982997&aid=1246095301

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Taverna High-tech



Aê galera, a alguns dias eu consegui colocar esse gadget: o Mixpod do site (mixpod.com)
é uma representaçãozinha de um ipod (ou o que vc quizer colocar... fita, ursinho papel de caderno e talz...) e uma playlist para vc mesmo construir. (desde que as musicas estejam na internet e o arquivo termine em .mp3 - não vale estar comprimido). aí aqui fica mais um encremento para a taverna. AGORA VCS TM UM BARDO VIRTUAL DENTRO DA TAVERNA DA RAPOSA! AHÁ!

calma, calma, muita calma ele não é aquele cara chato que toca toda vez que abre a taverna (malditos scraps musicais do orkut), ele só toca se for ativado, e se a sua net for lenta não há problema, ative-o e em seguida aperte o pause para que a musica carregue toda sem dar aquelas "agarradas" horriveis! no mais é isso

a minha unica recoemendação é que quando encontrarem as postangens [cronicas da taverna], escolham a musica lamento cigano... acredito ser o som ideal para essa leitura! no mais é isso! um abraço a todos e
Música maestro!rs....

sexta-feira, 12 de junho de 2009

[Cronicas da taverna] : Hoje a noite não tem luar




não havia melhor data para receber aquele presente da minha bela raposa.
não havia melhor presente do que um algo re-criável.
não há nenhum presente melhor do que aquele que gerará outros...
não há ninguem melhor do que ela.

hoje não abri a taverna. passei o dia todo lendo.
esperei anoitecer para que a lua me inspirasse. mas,
hoje a noite não tem luar e eu estou sem ela...

sem mais delongas, peguei um livro que muito me chamou a atenção hoje de manhã
e transcrevi no diário:

De almas sinceras a união sincera.
não há nada que impeça.
Amor, não é amor, se quando encontra obstaculos se altera
ou vacila ao minimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante
que encara a tempestade com bravura.
é o astro que norteia a vela errante

cujo valor se ignora lá na altura.
O amor não teme o tempo,
muito embora seu alfange não poupe a mocidade
Amor não se transforma de hora em hora,
ante se firma para a eternidade.
e se isso é falso, e que é falso alguem provou
eu não sou poeta e ninguem nunca amou.

william shakespeare

decorei o poema

para que se um dia me encontrasse com ela
ela o lesse em meus olhos...







feliz dia dos namorados a todos.













Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.


domingo, 7 de junho de 2009

[Cronicas da taverna] : Taverna a venda! (parte 2)

São duas horas da manhã...
não sobrou nada na taverna...

"Quer saber de uma coisa? amanhã eu não abro a taverna mesmo, então o que me resta é o sono."

quando ali pelas quatro horas da manhã, ouço um barulho, abro os olhos querendo não ver. mas não dá. logo adiante, na minha cama um fantama! um fantasma?



(clique na imagem para ampliar)

de fato não deu para dete-la! "aquela ladra escapou do meu quarto pela janela mas não levou as chaves que estavam em cima do criado mudo..." fiquei intrigado com aquela "aparição" e tentei voltar a dormir, mas enquanto o sono não vinha, tentava responder as questões que me vinham a mente: quem é aquela mulher? de onde vem? por que ela quer a taverna? o que será que tem...

esperaí! tem algo naquela taverna?
"nessa hora meu amigo sono, nem se o senhor viesse a cavalo com uma marreta e um travesseiro de penas eu o aceitaria!"

Nãoperdi tempo, passei no porto resolvi chamar o jimmy (um marujo ruivo, que sempre me ajudava a servir as bebidas quando ancorava por aqui). ele disse que era para mim ira na frente, porque estava preso a uma "mesa de 21"... "bom é... esse não vem".

ainda animado por estar sendo roubado (afinal, quem é "roubado" tem alguma coisa de valor)... quando derrepente um cara aparece bem atras de mim e me aponta a espada:
señor Rapouso, não ouse virar-se... (é! ele pediu demais!) não resistí a tentativa de morrer e me encontrar com minha amada! mas ainda havia algo maior. o presente que ela me deu. a taverna. a taverna daraposa! quando me virei percebi que essa cara não era nova, nem tão pouco desconhecida. esse puto estava na taverna quando a cigana tentou ler a minha mão!
com um golpe por de trás, tomei a pespada da mão dele e pressionei contra seu próprio pescoço!
"quem é você? o que você quer?" tremendo e muito suado ele não dizia nada. aproximeia a lamina na narganta dele e ele me disse quese eu me afastasse ele diria, pois estava muito nervoso. "não rapouso, não faça isso - pensei comigo mesmo - ele vai fugir...".


(clique na imagem para ampliar)

soltei o homem....

ele fez que ia tossir inclinou o corpo tomou algo e caiu. morto.

não foi nem necessário olhar a pulsação do sangue dele... os olhos já dizem tudo!

a caminho da taverna me encontrei com Jimmy entramos lá. (um fato estranho: a rua estava bem movimentada....) enfim....


(clique na imagem para ampliar)


Taverna vazia. copos quebrados um maravilhos cheiro de rum (sorriso) derramado no chão (tristeza) e todos os bancos revirados...
mais nada! literalmente nada... apenas uma... coruja? que estranho! uma corjua em cima do balcão. com aqueles olhos grandes e aquela cabeça torta... nao era para uma coruja estar lá. cheguei abanando as mãos ela não fez nada. "xi! xi!! sái!" e ela apenas me olhava. derrepente me aproximei e ela fez algo estranho: deu dois passos (isso mesmo) dois passos para trás, e uma reverencia com a cabeça! pensei: muito bem "dona coruja" sei ser educado com quem é comigo. e ignorei a "educada ave". passei adiante do balcão com o jimmy e abri a porta dos fundos onde ficavam as palhas, as garrafas e copos de reservas (nunca utilizados... agora terão suas estréias).
quem é que agente encontra lá? a cigana! tá. eu ia conversar mas o jimmy não deixou. com aquela cara toda de psicopata, passou a mão numa ripa e acertou a gatuna. horas depois ela acordou e aí deu pra começar o interrogatório...


(clique na imagem para ampliar)


- de porrada nunca é tarde! né moça? - disse o Jimmy.... rindo...
- deixe-a jimmy, deixe-a falar. o que te traz a MINHA TAVERNA ? rum eu sei que não é... afinal, vc viu o que você fez?
- eu não fiz nada - graniu a cadela - você apenas me deu a taverna, esse gordo ai do seu lado deu um berro e olha o que aconteceu.

vendo eu que a "mocinha" não queria me livrar do fantasma coisa nenhuma resolvi entrar no jogo....

- então a senhorita ia me salvar e eu fiz tudo isso né?
- exatamente dom rapouso! não ve que esse monte de rum está enfestado de fantasmas? marujos que já se foram pelos mares e nunca mais voltaram graças a sua bebida!
- certo! oh! como pude ser tão mal embebedando puros homens honestos! - e com um tom de ironia passei a mão na tocha que ficava nos fundo, e a acendí com o "foguinho" do lampião que nunca ficava apagado no balcão. nessa hora uma insanidade tomou conta dos meus olhos, jimmy ficou asusstado ao me ver, tropeçou e caiu em cima de uma mesa - que tal resolvermos esse problema então dona vidente?
lancei a tocha sobre o bocado de palhas que num instante começou a incendiar... ela desesperada dizia que não era para fazer isso que os fantasmas não iriam perdoar tudo isso... e eu apenas de braços cruzados (com muito ódio) olhava quela mulher acorrentada cheia de fogo em volta. estranho ódio que eu nem entendia o porque. afinal, o medo de fantasmas é meu, a taverna é minha, toda essa besteira de superstição era minha... algo dinha de mudar. o interrogatório tinha de mudar. derrepente, a coruja apareceu na porta do fundo, e voou em direção a cigana, beliscou-lhe uma, duas, tres, quatro vezes as pernas. a cigana já estava em desespero e grintando assustadoramente quando num pinote mostrou um buraco por debaixo do assoalho. nesse pequeno minuto, a coruja queimada e machucada entrou nessa espécie de "toca".

recobrando a consciencia, apaquei o foto e empurrei a cigana para um lado com o intuito de salvar o coruja que apenas queria um abrigo. coloquei a mão na toca e ganhei um belo beliscão. nessa hora a cigana não fazia mais sentido. o que me chamava a atenção é essa coruja saber esse estranho e (muitas vezes) barulhento lugar. machucado com a mão eu disse:

- argh! viu o que sua galinha fez? falando com a cigana, referindo-me a coruja! (rs..)
- essa coruja não é minha. ela só está querendo o que eu quero.
- como assim?
- você não vê? "dom" rapouso! todas essas prateleiras na taverna, não tem a altura de "porta-garrafas", todas essas estantes aqui, empilhadas no fundo da sua taverna não são suporte para suas imundas roupas.
- do que você está falando?
- essa taverna era uma biblioteca!
- o que?
- buuuuaAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! - jimmy não aguentou!
- peraí jimmy. o que você quer dizer exatamente?


suspirando e muito chateada por entregar "o segredo" assoprou....
- isso aqui não era uma taverna, pelo menos antes de você e de um outro dono chegar.
isso aqui era antiquario e uma biblioteca. o problema é que o imundo do meu marido, que por sinal era a sua cara. apareceu comprou isso aqui e transformou numa taverna.

- olha só minha senhora, vc vai me desculpar mas não é por aí não. eu recebi essa taverna de herança..

- é logico que eu sei disso! a sua "raposa" aquela bandida... comprou isso aqui nem sabendo do valor que isso tinha, engavetou tudo aqui nos fundos e continou com a taverna...

- e o que exatamente vc vem fazer aqui então?

- hum... lembra da "curujinha" ? tenta pegar ela denovo!

nesse instante olhei pro jimmy e ele dise: podeixá patrão... isso é moleza pra mim. ele efiou a mão no buraco do assoalho e ainda que com beliscadas e mais beliscadas retirou a coruja viva delá.

- não tá vendo (grasnou a cigana)
olha ai!, apróximando-me do buraco, percebi que haviam livros... muitos livros... um andar abaixo inteiro de livros!

"e o que eu faço com uma ladra cultural?"
"ah patrão! a faxineira da nossa embarcação tem faltado a uma semana, e a fragata precisa partir. seria muita maldade leva-la para lá? nossa embarcação tem faltado!"...

num sinal cordeal ao jimmy disse que sim e então ele a "encaminhou" para o porto!

ah! só mais umas coissa: quem era o cara que me abordou com a espada?
- era um outro rapaz supersticioso - pensava que você tambem era um fantasma! (...) só isso?
- não! tem mais outra coisa: a "bandida" aqui é você! (paft!). (ninguem chama minha raposa de bandida...)

fim da história.
jimmy de volta para o mar (com a sua donzela) eu aqui, com uma garrafa já no fim, uma coruja e um andar abaixo de mim. cheio de livros....

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epilogo.

na semana seguinte arrumei a taverna e resolvi transforma-la num lugar mais "cultural" rs... puxei uma estante para próximo do balcão. afinal, ninguem vem aqui de manhã, e no fim da noite fico eu aqui... o que é melhor do que uma leitura pra companhar?... abri o assoalho, e coloquei uma escada. o lugar era grande. muito grande. literalemente um andar abaixo. muitos livros velhos econstados, empoeirados e sujos por causa das goteiras de rum... na prateleira do canto havia um livro estraçalhado pelo bico e as garas da pequena coruja onde a mesma dormia. o livro se chamava "Monumento". caminhei para a escrivaninha que estava no centro. e vi um outro livro Cuja capa era Rubra e havia um marca-página bem no ínicio. escrito assim:


"nossa história jamais caberia nessa biblioteca, nem em nenhuma. o que vivemos nenhum livro será capaz de contar. sei que quando leres isto não estarei mais aqui, mas sempre que quizer me trazer de volta... leia... escreva! (assinado sua raposa) "

com lagrimas nos olhos apanhei o livro empueirado e abraçei-o fortemente.


.... o livro estava em branco. era um novo diário...





















Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

no leito de morte




então o velho chamou-os e a cada um que falava, lhes punha a mão sobre a cabeça.

sois o primeiro, unico, não houve nem haverá outro igual a ti!

como o templo erguido em duas colunas assim está o seu firmamento

sobre ti dois angulos convertem

sobre vós pertence a estabilidade de não vir ao chão

em ti está o comando como o da cabeça do cavalo sobre suas quatro patas

vós... infelizmente não tenho nada para vós... exceto maldição, afinal não és o próximo...

e o que direi de vos? se sois perfeito não preciseis de mais nada!

e fechando os olhos partiu....

sexta-feira, 15 de maio de 2009

[Cronicas da taverna] : Taverna a venda! (parte 1)




é exatamente isso o que você acaba de ler...

acabo de vender minha própria taverna!

não sei se pelo efeito do alcool, ou pelo pouco movimento que tenho (ou não tenho) visto por aqui,
mas foi esse consenso que cheguei após muita solidão e uns bons goles...

mas não vá embora agora! eu apenas entrego as chaves para a nova dona amanha, e antes que tudo isso mude de forma, cor, e ou tamanho, arraste mais o banco e me ajude a acostumar a ficar por aqui... sentado, pois em pé do outro lado do balcão, infelizmente nunca mais ficarei. -essas foram as palavras que eu disse ao jimmy (um marujo ruivo, que sempre me ajudava a servir as bebidas quando ancorava por aqui).



-Então raposo, é isso mesmo que você quer?
-bem... eu não sei... pelo menos foi o que a cigana disse!
-a cigana?
-sim (burp!), primeiro ela me pediu para ler a mão, sabes como sou superticioso, a vida no mar me ensinou a depender da sorte, depender até demais! como achei que não haveria nenhum problema, deixei...



-e... (?)
-ela correu seus finos e morenos dedos na palma da minha mão e disse sem pestanejar: me venda a taverna agora!
- e você vendeu né?
- é claro que não.... pelo menos, não naquela hora, mas no ouro dia...


(clique na imagem para ampliar)


aquela disgraçada veio atras de mim e me pegou pelo assunto que eu mais temia: os fantasmas do passado. ainda que com o sarcasmo todo, ela sabia que um temor me pegava, e continuou a conversa. por fim eu não sabia como mas atemorizado por tantas histórias de marujos que "foram, e nunca mais voltaram" fiquei com medo de ser o próximo e entreguei vendi a taverna para a cigana.

-e por quanto exatamente você vendeu ... a taverna?
-aí é que está outro problema... eu nem sei o preço, pois as contas andam muito altas por aqui e ela me fez a seguinte oferta:

"me passe a taverna e eu pago suas dívidas"

-PERAÍ! VOCÊ DEU A TAVERNA DE GRAÇA PRAQUELA VAGABUNDA?



*derrepente tudo virou uma briga que nenhum móvel ficou em pé... todas, mas todas as garrafas foram quebradas, o pouco que sobrou os bandidos e beberroes levaram embora... mais uma vez, fique só ... só eu e a taverna... ( ou o que sobrou )









Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Apenas Aulas




Que bom seria se “o” português falasse nossa língua
Se “a” matemática viesse apenas para somar
Se “o” biologia nos desse vida
Se “a” geografia andasse em nosso território
Se “o” física tivesse mais contato com a gente
Se “a” história fizesse parte da nossa!

...que pena...
Apenas temos aulas...



-Rene William

sexta-feira, 10 de abril de 2009

[Cronicas da taverna] : O casamento

Todos os dias (ou melhor), todas as noites, minha raposa e eu davamos um jeito de nos encontrar.
De certo não podíamos fazê-lo sempre, pois sua família (a princípio) não gostava muito de mim. Então só sobravam as madrugadas, quando todos iam dormir e os porões do palácio ficava completamente desabitados. confesso que por mais que possa parecer cômico, nossas metas de encontros noturnos não eram para "enamorar", mas sim para treiná-la em esgrima. sim! esse era um sonho dela desde quando me viu escapando de uns guardas (ainda quando não me conhecia...)

nós treinavamos... abraçávamos... beijávamos um ao outro calorosamente e ao mesmo tempo de forma mais terna possível... éramos um junção perfeita. Estávamos juntos (treinando) a muito tempo, quando resolvi dar um passo adiante...


clique na imagem para a ampliar

ah... eu não sabia mais o que pensar quando ela disse SIM! confesso que em todas as liçoes em diante daquela noite eu perdi (e me machuquei)... mas de fato nem sentia os ferimentos...

dali em diante tudo correu "como uma raposa numa plantação de uvas"... todos os preparativos, as pessoas convidadas, os familiares me aceitaram como um filho. os clérigos pensaram em cobrar a cerimonia, mas não sem por porquê desistiram... mas enfim....

tudo foi uma grande festa... ela pediu que eu não a visse nos ultimos 3 dias antes do casamento pois iria se aprontar... Me deu 15 bolsas de moedas de ouro (sinceramente... há tempos não via algo tão pesado...) para gastar com as festividades e então lá fui eu procurar os devidos "apetrechos" para a festa... encontrei coisas importantes que fizeram parte da nossa história (coisas que talvez eu conte apenas em outra cronica) mas encontrei... era tudo muito simples, belo e o que é melhor... barato... mas foi apenas minha idéia...
A família da raposa viu com os olhos que tudo era feio (ou fora de moda... não sei) e mandou trocar tudo (para a nossa tristeza)... mas nada podia abalar nosso ideal aquele momento.

mesmo que fosse numa capela oculta... casariamos sim...


Em fim... chegou o dia! Ela numa bela carroagem desfilava por toda a rua principal... as pessoas colocavam os panos vermelhos nas janelas representado a homenagem mais sincera a única ruiva (num tom de nobreza) existente por aquelas bandas... em quanto eu, só pude contar comigo mesmo para me aprontar... a única coisa que me ofereceram foi um cavalo para não me atrasar para a Cerimonia... (ou não atrasar a cerimonia...)



Não.... não demorei... mas ela sim demorou! a cada espaço de tempo que passava me vinha um medo diferente... "o qeu aconteceu? onde ela está? o que devo fazer?" essas eram perguntas que me amedrontavam a cada parte do casamento... quando derrepente...



Ela apareceu...

era a coisa mais linda que eu Já tinha visto (desde que a vi pela primeira vez...) dalí para frente tudo ficou mais calmo... (tudo "virgula", na verdade parecia um mar... sem um comportamento claro! pois ao mesmo tempo em que eu me acalmava... logo ficava eufórico... ) e agora a euforia era para ouvir um sim! ... ou um não....

em fim... SIM.. foi o que ela disse... foi o suficiente para levar milhares de pessoas as lágrimas emocionadas com uma singela palavra tão verdadeira!

como presente dos governantes locais ganhamos uma viagem no navio real... onde todos estavam por nossa conta. então aproveitamos muito a viagem... da melhor maneira possivel... e quando a noite... para não perder o costume... esgrimavamos no convés... todos ficavam admirados como minha raposa não errava um só golpe... até que ali pelas duas da manhã...



clique na imagem para ampliar

bom... se não preciso dizer também que foi fácil achar o quarto dela... afinal!, agora era o meu quarto tambem... rs...


por uma questão de respeito não só à memória d'ela, mas as minhas também. Não passarei a escrever alem de quando abri a porta e ela deitada já me esperava... desamarrou os meus cabelos e com tenro cuidado...









..mas tudo isso agora é sonho...
...apenas sonhos que me visitam vagas e distantes noites...
para me curar da tristeza de que não está ela mais em meus braços...

...



um epílogo...





Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

(para ler mais Cronicas da taverna... apenas procure pela "tag" na postagem)