sexta-feira, 10 de abril de 2009

[Cronicas da taverna] : O casamento

Todos os dias (ou melhor), todas as noites, minha raposa e eu davamos um jeito de nos encontrar.
De certo não podíamos fazê-lo sempre, pois sua família (a princípio) não gostava muito de mim. Então só sobravam as madrugadas, quando todos iam dormir e os porões do palácio ficava completamente desabitados. confesso que por mais que possa parecer cômico, nossas metas de encontros noturnos não eram para "enamorar", mas sim para treiná-la em esgrima. sim! esse era um sonho dela desde quando me viu escapando de uns guardas (ainda quando não me conhecia...)

nós treinavamos... abraçávamos... beijávamos um ao outro calorosamente e ao mesmo tempo de forma mais terna possível... éramos um junção perfeita. Estávamos juntos (treinando) a muito tempo, quando resolvi dar um passo adiante...


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ah... eu não sabia mais o que pensar quando ela disse SIM! confesso que em todas as liçoes em diante daquela noite eu perdi (e me machuquei)... mas de fato nem sentia os ferimentos...

dali em diante tudo correu "como uma raposa numa plantação de uvas"... todos os preparativos, as pessoas convidadas, os familiares me aceitaram como um filho. os clérigos pensaram em cobrar a cerimonia, mas não sem por porquê desistiram... mas enfim....

tudo foi uma grande festa... ela pediu que eu não a visse nos ultimos 3 dias antes do casamento pois iria se aprontar... Me deu 15 bolsas de moedas de ouro (sinceramente... há tempos não via algo tão pesado...) para gastar com as festividades e então lá fui eu procurar os devidos "apetrechos" para a festa... encontrei coisas importantes que fizeram parte da nossa história (coisas que talvez eu conte apenas em outra cronica) mas encontrei... era tudo muito simples, belo e o que é melhor... barato... mas foi apenas minha idéia...
A família da raposa viu com os olhos que tudo era feio (ou fora de moda... não sei) e mandou trocar tudo (para a nossa tristeza)... mas nada podia abalar nosso ideal aquele momento.

mesmo que fosse numa capela oculta... casariamos sim...


Em fim... chegou o dia! Ela numa bela carroagem desfilava por toda a rua principal... as pessoas colocavam os panos vermelhos nas janelas representado a homenagem mais sincera a única ruiva (num tom de nobreza) existente por aquelas bandas... em quanto eu, só pude contar comigo mesmo para me aprontar... a única coisa que me ofereceram foi um cavalo para não me atrasar para a Cerimonia... (ou não atrasar a cerimonia...)



Não.... não demorei... mas ela sim demorou! a cada espaço de tempo que passava me vinha um medo diferente... "o qeu aconteceu? onde ela está? o que devo fazer?" essas eram perguntas que me amedrontavam a cada parte do casamento... quando derrepente...



Ela apareceu...

era a coisa mais linda que eu Já tinha visto (desde que a vi pela primeira vez...) dalí para frente tudo ficou mais calmo... (tudo "virgula", na verdade parecia um mar... sem um comportamento claro! pois ao mesmo tempo em que eu me acalmava... logo ficava eufórico... ) e agora a euforia era para ouvir um sim! ... ou um não....

em fim... SIM.. foi o que ela disse... foi o suficiente para levar milhares de pessoas as lágrimas emocionadas com uma singela palavra tão verdadeira!

como presente dos governantes locais ganhamos uma viagem no navio real... onde todos estavam por nossa conta. então aproveitamos muito a viagem... da melhor maneira possivel... e quando a noite... para não perder o costume... esgrimavamos no convés... todos ficavam admirados como minha raposa não errava um só golpe... até que ali pelas duas da manhã...



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bom... se não preciso dizer também que foi fácil achar o quarto dela... afinal!, agora era o meu quarto tambem... rs...


por uma questão de respeito não só à memória d'ela, mas as minhas também. Não passarei a escrever alem de quando abri a porta e ela deitada já me esperava... desamarrou os meus cabelos e com tenro cuidado...









..mas tudo isso agora é sonho...
...apenas sonhos que me visitam vagas e distantes noites...
para me curar da tristeza de que não está ela mais em meus braços...

...



um epílogo...





Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

(para ler mais Cronicas da taverna... apenas procure pela "tag" na postagem)

6 comentários:

Naty disse...

Eu quase chorei só de ler, me imagine em um casamento! xD
Adorei a cronica!

^^

Ind Caroline x) disse...

Aiii.. passei por aqui ^^
me detenho a dizer isso, qdo não tenho mtas palavras, mas gostei mto da crônica.. =)

Bjs

Michele Hubner disse...

ficou muito bom! que pena que era um sonho..

Michele Hubner disse...

Rapouso disse...
não vai me dizer que vc fez isso hoje mociha! rs.....

Michele disse...não, eu não fiz isso! eu nem fui na aula ontem. rsrs

Cínthya disse...

Que bomq eu se pode ter sonhos pra trazer um pouco de felicidade à verdadeira realidade. Linda crônica

Ahh meu blog foi finalmente atualizado, rsrs
Bjo

Kate Sales disse...

Bom... nessa vida corrida de universitária não é sempre que eu vou comentar, mas pelo menos vou tentar...

Li o blog todo, e adorei! (Principalmente a menção às Cronicas Vampirescas...)

Espero mais postagens! Só não peço uma visita ao meu blog pq ele anda meio paradinho... mas logo mais aparece novidade por lá!
Bjos!
=^.^=