quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

poderia ter feito...




Eu poderia parar um carro deslizando em sua direção,
mas ficarias meses sem me ver andar.

Eu poderia parar uma bala que viria em sua direção, com o meu peito
mas acredito que a imagem do velório demoraria um pouco sair
da sua mente.

Eu poderia aparecer bem na hora do assalto e evitar que tocassem em você
mas terias severas dificuldades em conseguir te enxergar com apenas
um terço da visão.

isso não significa que eu não o faria, porque sim. eu o faria
mas não sou um super homem.
na verdade não sou nada além do que um homem
apenas.

Eu poderia até ver você com o seu alguém passando do outro lado da rua
mas não haveria colisão, tiro ou cegueira que aplacaria essa dor.



estranhamente essas palavras me vieram a mente enquanto eu assistia o clip DECODE da banda Paramore, feito para o filme twillight. em linhas gerais, eu ouvi um sample dessa musica na propaganda da tv e resolvi assistir agora no youtube.
acredito que essa postagem poderia até ter mais coisas, mas decidi literalmente sufocar a inspiração. dói muito. mas é necessário.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Receita da Taverna: Manjar medieval


boa noite nobres senhores!

As festividades cristãs de fim de ano se aproximam e partilhar de tal evento (sendo convidado a uma casa, senão a sua) e não levar nada, pode lhe garantir certo desconforto. sendo assim,

vos apresento uma receita deliciosa, fácil e rápida de se preparar!
ah! outra caracteristica importante é que ela não humilha o prato principal (que em geral é a dona da casa quem prepara o peru... pernil... tender... chester... seja lá o que for...)

vamos a receita:

Manjar Medieval:

Ingredientes:

1 Kg de maçãs reineta
3 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de canela em pó
100 gr de nozes (apenas o miolo)
50 gramas de sultanas (conhecida tb brasileiramente como maria-sem-vergonha)
2 cálices de vinho do porto
150 ml de água
50 gr de açúcar

Modo de preparo:

1.Descasque as maçãs e corte-as em pequenos pedacinhos.

2.Coloque as maçãs cortadas dentro de um recipiente e adicione, o mel o açúcar a canela o vinho do Porto e a água, tape o recipiente e leve a lume brando e deixe cozer até a maçã se desfazer completamente.

3.Retire do lume e adicione as nozes e as sultanas, deixe arrefecer.

4.Deite o preparado numa taça enfeite com nozes e paus de canela.


é válido lembrar que Maçã tem muuuuiitta presença na culinária e no imaginário medieval!
vale a pena conferir!

rsrsrsrs....



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010



Começo esta nostalgica postagem com uma frase que li num antigo blog (hoje desativado) que fora dedicada a mim: "se eu fechasse hoje o livro, já haveria histórias para contar o suficiente!" (ou algo deste genero). faço dessas palavras as minhas.

Pois bem senhoras e senhores.


Certa vez decidi morrer e não consegui. acredito que com convicção tentei... mas não deu certo.
periodicamente eu tento, sabe? só pra manter o costume. Mas, enquanto eu não consigo uma coisa, eu tento outra. neste caso é simples. enquanto eu não consigo morrer... eu tento viver!

E foram fatores extremamente fortissimos que deram a ignição neste motor chamado VIDA! que não pára de pulsar e garante o folego a cada bonbardear de idéias.

De fato não vou fazer menção nenhuma a 2009 embora seja o fim deste ano que veio servir de alicerce para tanta coisa que aconteceu, mas prefiro concluir com a narrativa de um momento acontecido no fim do ano de 2009.

Passara eu mal a semana toda e não havia como mentir para mim mesmo ou para outra pessoa qualquer que eu estava bem. Estava desgastado, com olheiras, frio, apatico, periodicamente surtos de falta de ar me vinham, que erupicionava em uma explosão de lagrimas ao soluço... era o inicio de uma nova era. Meus pais já estavam desgastados frente a uma situação tão complexa quanto decidir assassinar alguem. quando sem mais delongas, minha mãe bateu na porta do quarto e abriu apenas uma greta. o suficiente para que eu visse os tristes olhos dela. Ela me viu com os olhos vermelhos tambem, assentado em frente ao computador. Então, abriu a porta sentou-se na cama e eu me virei de frente para ela. Ela me olhou bem perto, pegou no meu joelho e disse. Rene, você pode não estar certo nesta sua decisão. mas com certeza, eu tenho que reconhecer. Você é uma pessoa muito corajosa! (o resto do assunto não é necessário).

a partir disso, resolvi pensar e ponderar sobre o que seria coragem.
e compreendi que a coragem repele o medo, e que o medo paralisa, e subtamente me veio a máxima do filme V de VINGANÇA: "se você não tem medo, você é livre!"

então o estalo havia acontecido.

definitivamente não era um botão "foda-se" ligado. mas sim, era a ausência *(ou presença mínima o suficiente para só dizer que existe e tá ali) do medo.

então começa o ano de 2010

e a narrativa começa aqui.
mas não se sinta abandonado por mim. porque é agora que o carrinho da montanha russa desce ladeira a baixo!

Passar o Revellion na torre da cidade.


Mudar para uma Cidade e morar sozinho. em busca de emprego...


Cortar o cabelo que cresceu 2 anos só pra procurar emprego.


Tomar o primeiro porre de cerveja de 11 heinekens.


Viajar mais de 800 km de moto só num fim de semana.


Conhecer uma garota pessoalmente que a dois anos eu só conhecia pela internet e começar a namorar com ela.
Traduzir um capitulo inteiro de um livro. da lingua original para o portugues.
Compor musica só com históricos de mensagens.

Visitar mais de oito lugares diferentes (centro históricos e museus) dentre eles:

Santa tereza-ES,

Prado-BA,

São Mateus-ES,

Guriri-ES,

Ouro Preto-MG,

João Pessoa-PB

(o que inclui a primeira viagem de avião),

Eunápolis- BA

e Domingos Martins-ES.
(lembrando que há lugares que foram visitados mais de uma vez!!)

Tomar o primeiro porre de RUM e apagar as 19:00 e acordar só as 4:50 a 1872km de casa.

Degustar o primeiro charuto num motofest em Santa tereza no inverno

Fazer a primeira (de muitas) tattoo(s)


dentre muitas outras coisas....

em fim, cansado de respirar eu poderia reecostar num canto e entregar o espirito. mas...
quem disse que eu estou cansado de respirar? rsrsrs! é nois!

esse ano foi muito, mas muito muito muito muito maluco. confesso que coisas que eu fiz que poderia não ter feito, mas já fiz então está feito. e tem coisas que não fiz e me arrependo de não ter feito. mas é a vida que segue né?!

hoje estou ainda num certo impasse com algumas pendências,
mas que fecham exatamente no fim do ano. bem... eu acho né...
tb, se não fechar... não fechou né....

eu continuo a viver e só existe um ponto final (aqui nesse plano pelo menos) quando eu parar de respirar. e tenho dito!

p.s.: ano passado, eu fiz uma postagem desejando um monte de coisas. e acabei por deleta-la. de certo... havia eu gostado tanto dela, que gravei-a em audio. pois bem, aqui está o link se você se interessar. pode baixar e comparar o que eu queria, e o que eu fiz. espero que sirva de exemplo (bom ou ruim) um dia. http://www.4shared.com/audio/7my18Pxy/esse_ano_eu_quero_mixado.html

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Receita da Taverna: Pão Medieval


Salves Leitores, Cozinheiros, Taverneiros amigos e famintos que visitam a Taverna da Raposa!
Sejam muito bem vindos!

Hoje especialmente vou lhes fornecer uma receita que me foi encomendada por uma donzela de terras muito, mas muito frias que instintivamente marcou minha história!

ofereço-lhes hoje o PÃO MEDIEVAL!


¾ xícara (chá) de açúcar
100 gramas de manteiga amolecida
60 gramas de fermento para pão
1 quilo de farinha de trigo
½ litro de leite
3 ovos

Recheio I:
2 xícaras (chá) de açúcar
2 pacotes de coco seco ralado
200 gramas de manteiga

Recheio II:
1 vidro de leite de coco
1 vidro (mesma medida) de leite comum
1 lata de leite condensado

Modo de preparar:
Derreter o fermento com a açúcar bater o restante dos ingredientes, descendo a farinha aos poucos até obter uma massa que desgrude das mãos. Deixar dobrar de volume. Ferva todos os do recheio II. Após a massa ter dobrado de volume, abrir a massa com um rolo e passar manteiga, agregar o açúcar e o coco seco ralado. Enrolar como rocambole e cortar na espessura de 2cm. Dispor as fatias deitadas em uma forma e levar para assar por 10 minutos antes de retirar do forno acrescentar em cima das fatias o recheio II ainda quente.

é claro que todo pão que se preze pode ser servido com um cabernet sauvignon aberto 20 minutos antes e deixado se acostumar com a temperatura ambiente (ambiente de um lugar frio!)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sobre deixar e ir



Tentei, Juro que tentei.

Essa é a frase que descansa o cadáver da minha alma, agora quando olho para um quadro fúnebre da minha vida com tantas fotos, cervejas e sorrisos.

Por certa vez tive um compromisso e fui tentado a quebrá-lo.
Racionalmente (e moralmente) resisti. "Não" é uma palavra que mulheres como Ela (na altura D'ela) não estão acostumadas a ouvir. Talvez isso me somou um certo apreço aos olhos D'ela. mas não vem ao caso. estava eu muito firme em minhas decisões.

Acreditava eu que tudo o que passamos em todos os âmbitos da vida não são eternos. (e de fato não devem ser, mas são profundos o suficiente para marcar mesmo! né?). Então "um fato" ocorreu que chacoalhou essa "minha teoria".
Naquele momento passara-se meses desde minhas decisões e o silêncio e um frigido comportamento tão distante, já não me colocava tão firme assim no que eu queria.
Bem, sobre tudo, Hombridade, Cavalheirismo, Respeito e Coragem nunca me faltou Graças a Deus!

"Entenda que isso é uma praça pública e não vou gritar tão alto assim para todos ouvirem, mas joguei limpo com quem eu tinha que jogar limpo (e até com quem eu não tinha), e resolvi mudar o curso do barco avisando a todos ao invés de apenas girar o timão".

Apoiado numa afirmativa que me garantiria que a mesma coragem que eu havia depositado, receberia de volta , segui cegamente como o suricati anda na direção da naja. e de fato eu fazia o mesmo.
Sobre tudo, observo a História não é de hoje (motivo ao qual possuo minha profissão, observar a história e ensinar...). pois bem.
há tempo para tudo. tempo para acontecer, e tempo que prova que algo não irá acontecer.
é parecidamente com o vinho. passando o tempo da uva, deixa de ser mosto e se torna vinagre... amargo e sem gosto aprazível.

Não é uma questão de se dizer: o que era doce, se acabou. porque continua a mesma porção do mesmo liquido base que sempre esteve no barril, só está azedo.... infelizmente azedo.

Atualmente esse vinho foi colocado de lado. E toda vez que eu visitava a adega para ver como isso estava andando, podia contemplar tristemente que fagulhas de fel estavam se acumulando com o tempo. "eu me aproximo, e me repreendes" "eu avanço e tu avanças para o outro lado" "perguntei-lhe se desejavas ter um doce novembro" e hoje já é mais que dezembro e nunca me respondestes...

Só um tolo como eu não percebera qual era a resposta escrita entre as linhas. e que qual era o meu devido lugar
(tão tão abaixo...).

vida garantida, festas, trabalho, sorrisos, fotos, e um lindo casamento.
isso é o que tens pela frente. o que eu posso prometer? nada! apenas não me subestime.

Quatro vezes rompeste algo comigo, hoje é minha vez.

hoje, desgastado e depressivo não vejo nenhuma das pessoas que compartilharam de momentos íntimos comigo, salvo uma personagem do teatro de veneza que orgulhosamente está "muito bem obrigada" rs...
mas orgulhoso tb sou...
"so carry on".

é claro que da mesma forma que estou a destrinchar isso aqui, falar-te-ei pessoalmente. porque algo que começa com vida não pode terminar com morte, nem
algo que começa com festa não pode terminar em tragédia, tão pouco
algo que se começa com os olhos, não se pode concluir com letras.

das prerrogativas finais, as mais comuns são aquelas "mas de uma coisa fique certa, a porta vai estar sempre aberta" não. hoje isso não. a sagacidade com que agi não merece ser nunca mais repetida.

Hoje, meus votos é que tenhas coragem para seguir em frente com as escolhas que fizeste deixando o tempo ao "God will give us" e que mantenhas o sorriso firme, sem mover um músculo do queixo. porque cada escolha é exatamente uma renuncia e que há escolhas que podem ser melhoradas e mudadas com o tempo, mas há oportunidades que talvez jamais voltarão.

A postagem de hoje muito triste para mim, mas como diz aquela frase:
"Não pense que Deixei por não ter forças para lutar, mas por não ter mais condiçoes de sofrer"
Espero que sejas feliz.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FÚRIA




Há certa hora em que isso não dá pra controlar.

E essa merda não tá ligada com a lua ou com o maldito sol que vai castigar isso aqui pelos próximos 4 ou 5 meses.

A tal raiva dos atrasos do dia a dia não chega nem perto da explosão do ataque de fúria que subitamente aumenta a pulsação de sangue nos meus olhos e todos os músculos e nervos doem desde o trapézio até a ponta do osso dos dedos das mãos. Sinto-me como se algo começasse a estralar desde o topo da coluna, colado ao crânio, e descesse até o meio do tórax e pára.

A dor e insuportável!

Inclino-me para frente, na tentativa de desestralar a coluna e o peito dói com o pouco de ar que ainda há lá dentro. A traqueia dobra de tamanho forçando a saída desse ar, mas a garganta tá fechada e os dentes (que já doem a mais de meses) estão cerrados... Ar e saliva escorrem por entre os dentes...

Os braços cruzados sobre o peito lembram um abraço, que traria amor, mas na verdade são apenas as próprias unhas nas costas para mudar o foco da dor.

e tudo acontece quando eu paro um instante para pensar...

"Nunca vi um ser tentar racionalizar e só a besta encontrar"

Não há muito o que dizer....

Mas se eu pudesse escrever o que eu sinto...

... Não caberia aqui ...

E até o seu teclado estaria molhado...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Receita da Taverna: Javali Medieval



Boa noite caros clientes,
A taverna da raposa orgulhosamente apresenta a 2ª receita da taverna

javali medieval

é claro que achar javali vai ser um "poRco" difícil,
mas é só colocar uma dentadura "um poRco maior no poUco".
que fica tudo igual! hehehe

bem, sem mais delongas... "le pratit"

Ingredientes
1250g de carne de javali
3 copos de vinho tinto
2 dentes de alho picados
½ colher ( café ) de gengibre fresco ralado
1 colher ( sopa ) de vinagre
4 colheres ( sopa ) de gordura de Javali ou manteiga
30g de toucinho picado
Pimenta-do-reino em grãos a gosto
Sal, Pimenta-do-reino moída a gosto



Modo de Preparo
Riscar a pele do Javali e raspá-la Deixar
marinar por 12 horas em dois copos de
vinho , alho , vinagre e pimenta em grãos. Numa panela,
dourar na gordura do Javali o toucinho a
pimenta-do-reino e o gengibre. Acrescentar a carne
coada e cortada em pedaços. Adicionar sal a gosto ,
dourar e colocar o restante do vinho. Deixar no fogo
aproximadamente 3 horas , colocando de vez quando,
porções de água quente para evitar secar. Verificar o
sal servir bem quente.

ACOMPANHAMENTO
Purê de maça e padaços de pão.

Até o pumba apóia esta idéia!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Eduardo e Mônica




Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
lembrara que havia ficado até tarde da noite na internet
num bate papo de msn...

Enquanto Mônica tomava uma cerveja
No outro canto da cidade, como ela mesma havia twittado...

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...

Um Professor do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'to' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, muito tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ir para um bar

Se encontraram então na praça da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo

O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina da mesa ao lado tinha maionese no cabelo

Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela não era de Leão e ele tinha vinte e tres

"Ela já tinha dois cursos e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês"

Ela gostava do Morrisson e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, GG, Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de quadrinhos
E jogava RPG de lobisomem com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
micaretas e the sex and the city
E o Eduardo ainda tava no esquema "ponte preta,
Motoclube e blog".

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, pós, e foram viajar

A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo de novo crescer
E decidiu trabalhar

Porque ela se formou no mesmo semestre
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando Arthur e Morgana vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Contando tempo...




Há uma semana não a vejo respirar.
não vejo as sardas, nem a pinta na íris verde do olho esquerdo.
não bebo no copo D'ela e nem ela no meu.
mas isso está longe de significar que há algo morto.
Pra falar a verdade, quando o físico e tangível de algo tão real se ausenta por instantes,
os sonhos são ativados, e o filme D'ela passa toda noite na minha cabeça.
roupas diferentes, lugares diferentes, coisas diferentes, só a mesma maquiagem...
aquele lápis nos olhos que me atraem instintivamente em olhar (mesmo no meio de todos)
"eu não sei parar de te olhar, não vou parar de te olhar".
e me coloca a noite acordado por longas horas.
deito, penso, penso, penso, durmo, sonho.
Acordo, sento aos pés da cama, passo a mão no cabelo e as desço para o rosto.
Elas tampam meus olhos e a imagem D'ela me vem na mente na hora.

Se eu me sinto mexido? rs... porque não? se eu mexo com a cabeça D'ela? rs... é ela que responde né? Sobre tudo, ela sabe (não o que eu queria...). mas o que EU QUERO!
e senhoras e senhores, o aurélio não conseguiria definir melhor do que eu as palavras: Obstinação e perseverança.

Sim, é claro que os lindos olhos D'ela vão ler isso,
e vão ver que há coisas Intensas demais entre as letras...
entre os olhos...
entre os dedos...
...entre um beijo.


Aquele beijo!