quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A sala cinza e vazia ao lado.


hoje foi um dos últimos dias de aula.
e para variar apliquei as provas finais.
todas as salas estavam prontas para a a plicação de provas, exceto aquela.

nessa sala não havia provas pois todos já haviam ido embora,
e da sala onde eu aplicava as provas, só poderia ver a velha sala cinza e vazia ao lado.

não há muitas afirmações sobre tudo, mas hoje eu possuo uma valiosa hipótese:
São vocês que transmitem cores ao ambiente,
são as risadas, as conversas, o senta e levanta, as pequenas e idiotas distrações que transformam as monótonas paredes cinzas nas cores mais vivas de cada manhã.

mas hoje é tarde para comprovar isso, afinal tudo é cinza e não há mais ninguém por lá.
a não ser as cadeiras vazias aos montes. todas em laranja, mas que refletem o mais solitário e profundo cinza.
Se ainda os verei? não sei. alguns não mais, outros sim, mas a verdade é que sempre estarão aqui, trazendo cores e vida à Sala cinza e vazia ao lado!


Bom fim de ano a todos meus alunos

Nos vemos no ano que vem (para os que começam)
não nos vemos no ano que vem (para os que terminam) rs....

obrigado a todos!

sábado, 5 de novembro de 2011

[Crônicas da taverna]/[Receitas da Taverna]: Servir e ser servido! (café Irlandês)


Noite fria aqui no cais, não há um homem dentro desta taverna que não esteja fungando. é como se os ventos que vem do mar fossem armados de espadas e não existe casaco ou escudo que possa nos defender.

É assim que eu posso definir minha taverna nos dias de hoje. Meu Vinho que sempre em boa temperatura é servido machuca os dentes de uns e mata de gastura outros, a lareira ali no canto do balcão é invejada por todos, mas não serve de muito pra alguém como eu que tem que descer todas as horas à área das garrafas. Como estão geladas! Mas mesmo assim a taverna continua com o seu bom movimento.

De certa forma tudo poderia continuar como um dia simples e comum, se não tivesse entrado por aquela porta um sujeito muito estranho para se dizer.

Entrou a passos largos, magros e longos. Rodeou uma mesa vazia como um cão que se prepara para deitar e sentou-se. Tirou da bolsa verde que tinha entre as pernas um livro grosso, porém pequeno e pôs-se a ler.
De fato não era "a garota que pára o baile", mas como o taverneiro eu preciso ficar de olhos em todos, não pude deixar de notar sua excêntrica presença. Pois bem continuei servindo os outros, afinal de contas, como regra da casa o cliente pede a bebida, senta-se e espera que eu o sirva. Mas não é de meu costume ir perguntar o que o mesmo quer.

Passaram uma, duas, três, quinze páginas e o mesmo não se pronunciou. Retirou um longo cachimbo de madeira envernizada, acendeu-o deu duas boas baforadas e continuou a leitura. Aquilo me intrigou! Cachimbo estranho... Mas com os muitos afazeres continuei a servir e ele a ler.

Tarde da noite o frio não atacava somente com espadas e lanças, mas com blocos grandes (senão Gigantes) de neve e a taverna já estava apenas com os seus clientes mais antigos (diga-se de passagem, mais chega
dos). Neste tempo o estranho se levantou. Marcou com os dedos a página que parou, estiou o cachimbo numa das fendas da mesa e caminhou até o balcão onde eu me encontrava próximo às lenhas da minúscula lareira.

- Por favor, sirva-me um pouco de café.
- Uhum... - baixei-me e peguei a velha moringa feita de barro com o café frio e despejei uma boa dose dentro do caldeirão que sempre ficava em cima da lareira só para re-esquentar um pouco. Minutos depois... - aqui está.

Sem desconserto nenhum ele apontou para as garrafas atrás de mim e disse:
- Você tem Whiskey aí?
- Claro - achei estranha a pronúncia, mas peguei a velha garrafa um pouco acima de seus dedos e coloquei no balcão.

Ele ficou um pouco despontado quando olhou para a garrafa, mas logo o sorriso re-abriu quando disse:

- pega aquela lá de cima pra mim?
- qual? Essa?
- não! Aquela mais acima...
- essa aqui? - já me irritando..
- essa com o trevo aí desenhado na rolha... Isso! Essa mesma.

Trouxe a garrafa até o balcão e me virava para subir na pequena escadinha para guardar a outra quando ouvi o barulho do levantar da rolha. Subitamente me virei para chamar-lhe a atenção (afina quem serve as bebidas aqui sou eu), mas parei em choque quando o vi colocar uma rápida dose de Whiskey no café, e com uma sobrancelha levantada, a longa barba negra e o esparso bigode loiro, me disse sorrindo:

- Você não teria por aí um leite mais batido ou cremoso não. né?


Confesso que em outros tempos eu já teria juntado qualquer folgado que SE servisse em minha taverna e ainda me perguntasse se eu tenho leite. Mas como o dia era frio eu resolvi fazer uma exceção, sorrir da mesma forma (com a sobrancelha levantada também) e dizer:

- tem um leite aqui sim, mas de tão velho parece estar até mais grosso.
- é exatamente dis
so que eu preciso.

Sem delongas o estranho pegou a botija de leite grosso e deu uma boa sacudida nele.
Pensei: pronto! Agora só falta me jogar toda essa mistura maluca. Demorou um pouco mais e depois de misturar o Whiskey no café quente despejou um pouco deste leite cremoso em cima. Enquanto me dizia: Whisky é só o escocês; WhiskEy é Irlandês!

Confesso que ficou bonito o negócio, mas não era pra mim. Tomou a liberdade de pegar na minha frente um copo limpo que estava no fim do balcão, dividiu aquela estranha mistura em dois copos e me serviu.
Retornou para sua mesa, limpou o cachimbo, recolocou mais fumo, voltou a ler.concluiu a leitura e voltou para me agradecer. Repousou no balcão duas moedas grandes com escritas de países que eu não conhecia. Mas insisti em ficar com apenas uma e devolver a outra para ele em forma de pagamento. Afinal de contas. Há dias que se serve e há dias que se é servido!


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SALVE TAVERNANDOS!!!!!

Depois de longos tempos parados aqui na taverna, comemoro a alegre volta com este frio inspirador que tenho passado por essas bandas!
e não posso deixar de fazer menção de três pessoas: Ingrid (de quem a muito eu não falo, mas tenho muitas saudades!) de Epaminondas (meu aluno do 1º ano aqui em Eunápolis, que de uma forma filosófica e muito sábia me lembrou que eu tenho uma taverna e uma raposa em forma de blog pra cuidar), e de Pheddie Cadarn - Um irlandês exilado no rio de janeiro e conhecido meu pelas internets da vida! hehehe brincadeiras a parte, pedi para Phreddie que me mandasse uma receita de café irlandês pela net e prontamente ele o
fez. Como agradecimento, resolvi inseri-lo dentro do conto nesta noite.

Pois bem, a receita vai logo aqui abaixo então, sem mais delongas com vocês:

O CAFÉ IRLANDÊS!

O Irish Coffee é como um café de luxo. Sua concentração, beleza e complexidade explicam a fama de uma bebida quente feita para realmente aquecer os corações. E não basta emoção, é preciso estar preparado para tomar um bom café forte com um tradicional uísque irlandês.

o uísque irlandês é um uísque normal, só que feito fora da Escócia e, portanto, recebe o nome de “Whiskey”, com um “e” a mais. É assim porque “whisky” é apenas na Escócia. Nos outros lugares do mundo é “Whiskey”. Tem o mesmo efeito de “champagne” e “espumante”.









INGREDIENTES
27 ml de whiskey irlandês (pode ser o Jameson)
45 ml de café forte quente (expresso, de preferência)
18 ml de creme de leite fresco batido
1 colher de bar de açúcar (bailarina)

Utilize a taça para Irish Coffee. Aqueça a taça com água fervendo. Dispense. Misture o uísque, o café e o açúcar. Coloque o creme de leite batido por cima despejando sobre as "costas" de uma colher aquecida. Não misture novamente.

BEBA MUITO! E DANCE AO SOM DE MÚSICAS IRLANDESAS É CLARO!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Corpo e a arma


Definição de arma:arma
ar.ma
sf (lat arma) 1 Instrumento de ataque ou de defesa. 2Qualquer recurso ofensivo ou defensivo. 3 Corpo do exército:Arma de artilharia. 4 Processo de combate.

Das muitas armas que conhecemos sobre o mundo, posso afirmar que o corpo é o conjunto mais complexo que conheci até hoje! Não é necessário uma análise empírica para comprovação de que pontos principais referente ao nosso ser físico corresponde a um arsenal capaz de desarmar toda e qualquer arma existente até os nossos dias.
Temos por base os pés cujo objetivo é levar todo o "arsenal" para ser mostrado onde quer que seja necessário. sua constituição permite galgar todo e qualquer degrau independente de terreno demonstrando assim a força de vontade de quem os possui.
De fato não há muito sobre TODAS as armas existentes, mas com certeza há do que se falar sempre um pouco. em exemplo não podemos esquecer da armas: Olhos! este singelo e sensível par de esferas é propenso a incapacitar um alvo cuja medida se torna cabível. esta mesma arma também pode desarmar fisicamente e psicologicamente uma ação. Em geral a mesma arma é bem utilizada com a arma mais próxima geograficamente falando: os dentes. os mesmos são um mecanismo de defesa quando cerrados (pois exprimem um estado de descanso, paz ou alegria de quem o sorriso exprime), ou se fortemente cerrado deixa claro que há força física a ser usada em pouco tempo.
Falando em força física, reveja o conceito de utilização de foça física: a força física é um emprego de massa multiplicado pela velocidade tomada, cujo objetivo encontra-se em movimentar um segundo plano através do primeiro agente (tangível ou não). nosso raciocino segue quando exprimimos o exemplo claro da força que os braços (e punhos) possuem. as mãos são como martelos. e elas pregam as verdades que as palavras não conseguiram fixar. daí a justificativa da violência.
Ainda sobre o âmbito das palavras, não posso deixar de comentar sobre o pequeno mas flexível e perfurante armamento conhecido como a língua. pessoalmente esta é uma das armas mais poderosas existente, pois não se valida de silencio, nem de força, Mas de Habilidade. Falar é uma habilidade. convencer é outra. a língua quando tomando o poder de uma rapieira desfere golpes de finos cortes e profundas estocadas que a olho nu não denota dano, mas sabe o oponente qual veia vital fora acertada e o quanto tempo lhe resta. a língua convence, intimida, tira o foco dos olhos que amedrontam e das mãos que o esmurará sendo tu o oponente.
O resto do corpo é um conjunto em trabalho impar. sobre ele as pernas também desferem golpes juntamente com o tronco o que completa uma simetria sem igual.
Em parte e de fato, devemos Afirmar por fim: que sempre esteve em nós um antropocentrismo bélico jamais desconhecido e que agora por trás da cortina de nosso teatro chamado vida, tudo começa a fazer sentido!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Se eu pudesse opinar


Salve tavernandos! aki vai uma postagem novíssima sobre uma coisa que eu acho que nunca fiz oficialmente aki no blog: DAR PITACO. e não tem nada melhor para começar do que falar dessa série aí em cima: os Sons Of Anarchy. sem mais delongas, não espere algo de qualidade ou de profundidade espantosa sobre o seriado. o que eu gostaria de ponderar aqui é o que eu consegui acompanhar nessas 3 temporadas completas em menos de duas semanas assistido, e o que eu conheço e vivo de moto clube aqui no meu país. então é isso:

(para facilitar não vou mencionar o nome dos atores, apenas das personagens!).

Antes de mais nada, eu gostaria de parabenizar Kurt Sutter pela brilhante idéia de "publicar" uma minoria (motociclistas) e relembrar os bons tempos dos velhos de guerra que hoje já não podem pilotar nem motos nem tricíclicos...

Falar de Sons of Anarchy é algo complicado pra mim. pois há um gigantesco compilado de Prós altamente admiráveis e contras totalmente desprezíveis. Como motociclista que sou tenho o pleno conhecimento dos impasses ocorridos dentro de um motoclube, incluindo: grana, ausências, tarefas, viagens e etc. ao mesmo tempo tenho por ideia que motoclubes com no mínimo 15 anos já possuem uma postura muito mais inflexível do que o comum (como as brigas nos episódios ou as punições). é altamente aceitável que veteranos de guerra tenham acesso a armas de fogo num pais onde não restrições para tal comércio. o contrabando é apenas um "a mais". então quanto ao andamento do episódio não há muitas situações contraditórias, mas o foco aqui, hoje são as personagens. então sem mais delongas vamos nós:


Jax Teller: não me levem a mal, mas loiro de barba mal feita, olhar perdido e camisa xadrez é um mero cover de Kurt Cobbain. Não seria muita sacanagem também ressaltar que como motociclista, utilizar tênis branco de skatista não cai bem...
eu não quero cagar o cara todo, mas óculos New Wave é coisa de restart, sem contar que quando o lemão aí enfeza anda igual aqueles marginais na rua. sabe? aqueles que vivem sem camisa com boné de aba reta e bermuda de techtell? pois bem, esse camarada aí precisa de passar por um novo figurino, com mais preto e mais couro.

Mas o filho de john Teller não é só bosta né!? Jax tem uma voz muito bem postulada. na minha opinião é a terceira melhor voz em Sons of Anarchy, expressa violências muito bem. só fico intrigado com uma coisa: com motociclista tem anel de ouro né?!
sobre jack é isso!





Clay Morrow: taí um camarada que passaria muito fácil para um motoclube. Fala pouco, tá velho, briga bem, não colore a roupa, trampa, cuida da esposa como uma joia, não tá tão em forma mas mesmo com as cãs mantem um bom físico. tem tattoo e manda bem como presidente.

a problemática sobre este personagem é que mirando todo o seriado em Jax Teller, Clay não fica com o segundo lugar, mas sim com o concorrente, o inimigo. e de fato não é esse tipo de coisa que Clay devia pegar.

Uma nota pessoal: quando vi Ron Perlman no filme outlander, pensei Puta que pariu que desgraça de ator feio. mas tenho certeza que agora ele está num lugar bom. nada de mocinhos, nada de carinha lisa, só do cover do kurt... bah!







Tig: A primeira coisa que eu pensei quando vi esse camarada foi: Quem colocou o Ticão nessa série? (um tio por parte de pai, meu!)
sério, parece muito. mas em fim, Tig tá dentro dos padrões mötorizer: bebe, fuma, briga, atira, veste couro preto, correntes e tem umas taras muito loucas.
tá que o nariz não mente, mas juro que tomei um baita susto quando uma das personagens fez uma alusão ao passado judeu dele. daí pensar em judeu motociclista é tão estranho quanto pensar no motoclube todo MAYANS... uma piada em duas rodas...
mas é só isso!










Bobby: Any question? Cabelos desgrenhados e soltos, barba largada, barriga, couro preto, moto sem carenagens sports na frente e talz.

bobby manda bem enquanto personagem, só acredito que o mesmo expressa um pouco de medo ao invés de causar medo. na minha opinião a jogada legal seria se ele começasse a tocar o foda-se em algumas jogadas... aí sim!









Opie: esse camarada me lembra um antigo amigo meu, que era de uma igreja e a mulher nunca gostou de ninguem de lá. assim foi a vida de Opie e Donna. tá beleza. morreu, enterra toca pra frente e talz. mas ser marido de uma pornstar? será que o créu não é encenado desde o inicio? a guria é uma secura só.. coitada. e por falar em secura taí o outro problema de opie: cade a barriga meu filho? Opie é forte. fato, mas magrasso, cintura fina e talz... pow álcool não faz isso não viu.

mas fica a dica! e só pra lembrar, Jesus Cristo Bike Show é uma coisa bizarra!










Chibs: tá no esquema. o personagem anda muito bem, obrigado. o passado do cara é legal, o presente tb. sua devoção ao teller tb é bem carismática alem das cicatrizes no rosto. afinal se não fossem elas ele não teria esse apelido.













Juice: o que é que um porto riquenho está fazendo entre motociclistas americanos que odeiam hispânicos? 2º pra quê um motociclista haker? pra chamar publico nerd? 3º como um haker de fundo de garagem vai entrar no sistema penitenciário americano? só se for preso né. então chega de falar bem dele. juice vai pra 4ª temporada e agora se eu não me engano com cabelo cheio (sem as tattos da cabeça) e de bigodinho amante-latino.... é muita gracinha prum cara só.












Piney : esse velho me lembra um antigo camarada de motoclube. definitivamente tenho que ser prudente o suficiente ao julga-lo pois se eu continuar andando bem nessa vida talvez eu não fique igual ele... talvez...















Otto, Big Otto: o que falar desse cara? bem, otto é o personagem do kurt sutter né?! então ele é quem manda na bagaça toda. mas como bom diretor não tem pecado em nada principalmente em megalomania. que é um erro fatal dos diretores como atores. parabens cara! aquela cabeçada da oficial stahl na mesa foi foda, e o cara continua rindo mesmo sabendo que iria apanhar muito la dentro. valeu apena!













é isso aí meninas! obrigado pela leitura e agora vejam a série!




sábado, 20 de agosto de 2011

Poeira No Vento




Eu fecho meus olhos
apenas por um momento
E o momento se foi
Todos os meus sonhos
passa diante dos olhos uma curiosidade
Poeira no vento
Tudo que eles são é poeira no vento

A mesma velha música
Apenas uma gota de água
Em um mar interminável (infinito)
Tudo o que fazemos
destroçando(esmigalhando) ao solo [cai em pedaços]
Embora nós nos recusamos a ver
Poeira no vento
Todos nós somos é poeira ao vento, ohh

Agora, não "espere ai!" / não desperdice o minuto
Nada dura para sempre
Apenas o céu e a terra..
Isso vai embora
E todo o seu dinheiro
Não comprará outro minuto
Poeira no vento
Tudo que somos é poeira no vento
Poeira no vento
Tudo é poeira no vento
o vento.

definitivamente essa música fará parte da minha vida eternamente. sabem por que? porque na terça feira (16/08/11) foi o dia da Ultrassom da Bárbara, e a doutora nos confirmou que o bebê era uma menina. a alegria das meninas (bárbs e sarah) foi instantânea. de fato eu fiquei assustado e surpreso. (não que eu não queira uma garotinha), mas porque inconscientemente nos preparamos para o mais fácil de se cuidar né...

sobre tudo, a música ambiente que tocava enquanto era feita a ultrassom era essa, e me passa uma lição valiosíssima. APROVEITE O TEMPO porque tudo passa como POERIA NO VENTO...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A educação é um crime


A EDUCAÇÃO É UM CIRME

Eu preciso montar minhas provas contra o crime da educação
eu preciso montar minhas provas contra o crime da educação

nas provas devem conter um álibi de que o criminoso não sou eu
nas provas devem conter todas as ferramentas utilizadas
por todos os suspeitos da educação

a educação é um ato de injustiça em que o criminoso sou eu
sou culpado com provas por um governo muito maior

a educação é um crime em que não há provas
a educação é um crime que não tem volta

a educação sou eu
a prisão é onde estou
e dela saem os criminosos que não foram educados
e nela fico eu que batalho por justiça a cada dia.

a educação é um crime.

-Rene William

Boa noite tavernandos, após muitos e muitos tempos, volto a postar por estas áreas.
confesso que estava com saudades e de fato ainda estou.

deixo aki um poema (de que tipo de estilo eu nem sei), mas inspirado na voz sertaneja do vocalista de cordel do fogo encantado fui inspirado. estava indo eu em minha moto para as aulas do cursinho quando me lembrei que tinha que fazer minhas provas trimestrais e falei em tom nordestino. e aí meu velho, a poesia fluía em minha voz... quase não consigo grava-la em meu celular. mas consegui.

esta aí. minha obra, minha vida, meu lamento.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

um coração compartilhado e em lugar nenhum

Certo eu partiu o coração em duas partes iguais e as compartilhou em dois lugares difentes e ali ficou... bem no meio entre eles...

A primeira parte de seu coração foi jogada na estrada, no asfalto escaldante e foi esmagado pelos pneus das motos dos motoclubes dos quatro cantos de sua terra. Esses pneus levaram parte deste pedaço de coração para todos os encontros e festejos, para todos os pores do sol e sua majestade. E por fim lavado pelas águas da chuva escoou pelas canaletas das Br's e ali ficou a ver todos passar.

A segunda parte de seu coração foi jogada para os lobos, onde os mesmos o exaltaram de maneira singular na presença dos outros lobos. A esta parte do coração coube-lhe ser honrado e banhado com o mais fino álcool e coube-lhe também a honra de poder ouvir perto o uivo de alegria de cada um deles ali reunido e quando lançaram-no fogueira, sentiu a chama o envolver e a todos que ali se aqueciam, como se os tocasse.

Hoje este corpo que apenas se movia porque estava consciente de que seu coração se fazia presente em dois lugares caiu duro pela manhã no chão frio e cinza. Longe da grama verde ou do escaldante asfalto preto. Sufocado e agoniado este meu eu arrastou-se pelo quintal até a poça de gasolina entre os jardins da varanda e sem mais força ali ficou morto... frio... desligado...

o desejo do meu eu neste momento era poder contemplar a face de cada lobo que outrora vira e poder novamente sentir o vento no rosto pelas fendas do espinhoso capacete...

sem mais, me dispeço.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Fazer algo ou não fazer nada...












pá! eu sei que agente se fala semanalmente pelo celular
ou se retwitta algumas besteiras!

mas tenho saudade da época que vc chegava tarde da casa da sua muié
e tocava a campainha lá em casa. e tava um friiiio de rachá!
daí já era de madruga, agente papeava, vc encostado lá na cama que era do nicolas, mas ele tava dormindo na sala e eu sentado em frente o pc...
com muito papo e animo agente resolvia ir buscar (no friozão mesmo) umas heinekens (e o nicolas semrpe pedia pra trazer uma pra ele tb) no sindô e quando não tinha agente passava pela damasco, e se tb não tinha agente passava no galpão e aí tinha. daí agente comprava mais que o comum.

em fim na nossa rua denovo, sentava-mos na calçada da dona deja e daí vc pedia um minuto pra ir buscar azeitonas no pratinho e sazon! e o lixo da dona deja virava sexta de basquete pras sementes das azeitonas.
o papo sempre era muito bom, mesmo nas horas das goladas de cerveja e o silencio do frio. e só era interrompido por tres coisas:

o cara que morava do lado da casa da dona deja que chegava tarde do trampo que trabalhava de garçon na churrascaria do zezeinho,

pela polícia que volta e meia passava pela ronda de la´

e pela sua muié que te ligava pra ver se vc estava em casa mesmo e dar o boa noite!

(e é claro que vc a atendia no banheiro, pra ela desligar logo, pq ela odiava que vc atendia o celular no banheiro!)kkkkkkkk.....


diante disso tudo eu só posso dizer meu irmão:

Mas Que Saudade!!!!









quarta-feira, 13 de julho de 2011

Eu e um Formulário idiota


APARÊNCIA
[ ] Sou mais baixo do que 1,54.
[X] Eu acho que eu sou feio às vezes.
[ ] Tenho muitas cicatrizes.
[ ] Eu me bronzeio facilmente.
[X] Eu queria que meu cabelo fosse de uma cor diferente.
[ ] Eu tenho amigos que nunca viram a minha cor natural de cabelo.
[X] Eu tenho uma tatuagem
[X] Eu sou auto-consciente sobre a minha aparência.
[ ] Eu uso óculos.
[ ] Gostaria de fazer uma cirurgia plástica se fosse 100% segura, livre de custos, e scar-livre.
[X] Já me disseram que eu sou atraente e quem disse foi um estranho.
[ ] Eu tenho mais de 2 piercings.
[ ] Tenho piercings em locais além de meus ouvidos
[ ] Eu tenho sardas.

FAMÍLIA

[X] Eu fugi de casa.
[X] Eu fui expulso da casa.
[X] Meus pais biológicos estão juntos.
[X] Eu tenho um irmão mais novo
[X] Eu quero ter filhos um dia.
[X] Eu quero adotar um dia.



ESCOLA/TRABALHO
[ ] Eu ainda estou na escola.
[X] Eu tenho um emprego.
[X] Eu caí no sono no trabalho / escola.
[ ] Eu quase sempre faço meu dever de casa.
[X] Eu perdi uma semana ou mais de aula.
[ ] Eu estive no quadro de honra nos últimos 2 anos
[X] Eu roubei algo do meu trabalho
[X] Eu fui demitido.

VERGONHA
[X] Eu já saiu um “lol” em uma conversa falada.
[ ] Filmes da Disney ainda me faz chorar.
[X] Eu bufei enquanto ria.
[X] Eu ri tanto que chorei.
[X] Eu ri até algum tipo de bebida saiu do meu nariz.
[ X Eu já rasguei minha calça em público.

SAÚDE
[ ] Eu nasci com uma doença ou deficiência.
[ ] Eu levei pontos em cortes.
[ ] Eu quebrei um osso.
[ ] Eu tive minha amígdalas removidas.
[ ] Eu fui em um consultório médico com uma amiga.
[ ] Eu tirei meus dentes de siso.
[X] Eu fiz uma cirurgia grave.
[X] Eu tive catapora.
[ ] Eu tenho / tinha asma.

VIAGEM
[X] Eu dirigi mais de 200 milhas em um dia.
[X] Eu já viajei de avião.
[ ] Eu fui para o Canadá.
[ ] Eu fui para o México.
[X] Eu viajei pelo meu estado
[ ] Eu fui para o Japão.
[ ] Eu já comemorei o Mardi Gras em Nova Orleans.
[ ] Eu fui para a Europa.
[ ] Eu fui para a África.
[X] Eu fui para o Brasil

EXPERIÊNCIAS
[X] Eu já me perdi na minha cidade.
[X] Eu vi uma estrela cadente.
[X] Eu já desejei a uma estrela cadente.
[X] Eu vi uma chuva de meteoros.
[X] Eu apertei todos os botões em um elevador
[X] Eu chutei um cara onde dói.
[ ] Eu fui a um cassino.
[ ] Eu fiz pára-quedismo.
[ ] Eu já fiz mergulho.
[X] Eu joguei girar a garrafa.
[ ] Eu bebia um galão de leite inteiro em uma hora.
[X] Eu já cai de um carro.
[ ] Eu fui esquiar.
[ ] Eu estive em um jogo.
[X] Eu conheci pessoalmente alguém da internet.
[ ] Eu peguei um floco de neve na minha língua.
[ ] Eu vi a aurora boreal.
[X] Eu me sentei num telhado à noite.
[X] Eu andei em um táxi.
[ ] Eu vi o Rocky Horror Picture Show.
[X] Eu comi sushi.
[ ] Eu fiz snowboard.

RELACIONAMENTOS
[ ] Eu sinto falta de alguém agora.
[X] Eu tenho medo de ser abandonada.
[ ] Eu me divorcei
[X] Eu já disse a alguém que eu amava quando eu não sabia.
[X] Eu já disse a alguém que eu não o amava.
[X] Eu já disse a alguém que eu o amava e não obtive uma resposta clara.
[X] Eu me senti rejeitada, mesmo quando eu não era.
[X] Eu amei / gostei de um amigo. Eu sabia que esse amigo me amou / gostou.


HONESTIDADE
[X] Eu fiz alguma coisa que eu prometi alguém que eu não faria.
[X] Eu fiz alguma coisa que eu prometi a mim mesma que não faria.
[X] Eu escapei de minha casa.
[X] Eu menti para meus pais sobre onde estou.
[X] Eu estou mantendo um segredo do mundo.
[X] Eu já enganei durante um jogo.
[ ] Eu tenho defraudado em um teste.
[X] Eu fui suspenso da escola.

BAD TIMES
[X] Eu já consumi álcool.
[X] Eu bebo regularmente.
[X] Eu não consigo engolir comprimidos.
[ ] Eu posso engolir cerca de 5 comprimidos de uma vez sem problemas.
[X] Eu fui diagnosticado com depressão clínica.
[X] Eu fechei os outros para fora quando eu estou deprimido. (???)
[ ] Eu tomo / tomei anti-depressivos.
[ ] Eu fui diagnosticada com anorexia ou bullimia.
[ ] Eu dormi um dia inteiro, quando eu não preciso dele.
[X] Eu acordei chorando.

MORTE
[ ] Eu tenho medo de morrer.
[ ] Eu odeio funerais.
[X] Eu já vi alguém morrendo.

MATERIALISMO
[ ] Eu tenho mais de 5 CDs de rap.
[x] Eu tenho um iPod ou MP3 player.
[ ] Eu tenho uma obsessão doentia com o anime / mangá.
[ ] Eu tenho algo próprio da Hot Topic.
[ ] Eu tenho algo próprio a partir de Pac dom.
[X] Eu coleciono revistas em quadrinhos.
[X] Eu faço coleções estranhas.
[X] Eu tenho algo autografado.

RANDOM
[ ] Eu roubei uma bandeja de um restaurante fast food.
[X] Eu vejo notícias.
[X] Eu não mato insetos.
[ ] Eu amaldiçôo regularmente.
[X] Eu canto no chuveiro.
[ ] Eu sou ativa mais de manhã.
[ ] Eu pago o meu toque de telefone celular.
[ ] Eu sou um fanático por esportes.
[ ] Eu giro meu cabelo.
[ ] Eu tenho “x” s em meu nome de tela.
[ ] Eu amo estar arrumado.
[ ] Eu já copiei mais de 30 CD’s em um dia
[X] Eu sei cozinhar.
[X] Minha cor preferida é branco, amarelo, rosa, vermelho, preto ou azul.
[X] Eu usaria pijama para ir a escola.
[ ] Eu gosto de Martha Stewart.
[X] Eu sei como disparar uma arma.
[X] Estou apaixonado.
[X] Eu não gosto deste testes.
[X] Eu rio das minhas próprias piadas.
[X] Eu amo comer fast food.
[X] Eu acredito em fantasmas.
[X] Eu ando sempre online, até mesmo como uma mensagem de ausência.
[ ] Eu não me formei em nada.
[X ] Eu não consigo dormir se houver uma aranha no quarto.
[X ] Eu não consigo dormir se houver uma barata no quarto.
[ ] Eu sou muito delicada.
[X] Eu amo chocolate branco.
[X ] Eu mordo minhas unhas.
[X] Eu amo jogos de vídeo-game.
[X] Eu sou bom em lembrar rostos.
[ ] Eu sou bom em lembrar nomes.
[X] Eu sou bom em lembrar datas.
[ ] Eu não tenho idéia do que eu quero fazer para o resto da minha vida


catei isso no maldito tumblr do ale$$io steves e coloquei MINHAS respostas.

de fato o safado pegou de uma garota por isso é que essa porra toda tá no feminino,

mas que dane-se se o leitor for homofóbico, pq eu posso usar rosa, errar genero e comer bananas

porque isso não corrompe minha sexualidade. ^^ grato!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Do Meu Sangue, Do Meu ser, Do Meu Eu

Filhos!

está aí uma palavra chave que segundo meus cálculos econômicos pessoais poderiam surgir daqui tres verões (quando eu terminasse de pagar minhas principais dívidas e me alojasse muito bem na nova cidade). entretanto...

não é isso o que o destino preservava para mim.
Hoje a mais ou menos 5 ou 6 semanas, minha esposa e eu partilhamos de uma alegria única e muito particular: vamos ter um filho!

e mentalizando sobre o que é ter um filho, chego a diversas conclusões.

recordo-me dos filhos sem referencial paterno ao qual consolei,
daqueles alunos... digo, filhos cuja data do dia dos pais, faziam questão de ficar grudados em mim, daqueles que sentiam-se felizes em dizer: deixa mãe, não precisa de vir me buscar não (já que o pai não vem), eu vou com o meu professor.
e dos tão novos que quando caiam no meio do recreio tão conturbado gritavam o meu nome para que eu assoprasse as feridas.. (de fato eu sei que isso não faz bem para a escoriação, entretanto...) para eles, esta era a única forma de alento e preocupação paterna.
tantas crianças com tantos presentes e os largavam todos no chão apenas pela corrida e um forte abraço rodado no pátio.
são daqueles momentos que você por trabalhar TB na cantina da escola, já sabia o que cada um gostava (*e tb não gostava de comer), e os marmanjos cujo pai, só dava as caras no fim de semana, mes, ano ou década não se irritavam ao ver o paifessor (como chamavam) fazer aviazinho com a colher...
e dos queridos que marcavam a pizza no fim do ano, e o dinheiro não dava e eles olhavam sem graça por terem ganhado tão pouco dos ... (biológicos) e se alegravam e sentiam-se seguros ao saber que mesmo passando aperto, comigo não passariam a vergonha de "assinar a notinha".
e daqueles, daqueles, daqueles e daqueles...

são tantos.
tantos que irritaram, tantos que me fizeram rir, tantos que me fizeram gritar, os que me fizeram chorar, os que me fizeram orar... os que me fizeram Crer! sobre estes, não faltou o bate papo amigo, o abraço forte e até as horas em silencio assentados no terraço da escola.

ainda sim continuo a mentalizar o que é ser pai.

de fato ainda por uns 7 meses isso vai pertencer platonicamente ao mundo das idéias.
mas acredito que cada ser, ao qual fui agraciado por tomar conta... viagens excursoes e talz...
são um presente deste futuro que de forma tão saudável e agradável me pegou.

daquele (ou daquela) que vem por aí, não esperar nada! porque não sou eu o que controlo o TUDO, logo nunca haverá acidentes! o que eu vou fazer é colocar este serzinho no prumo, no meu prumo. segurar pelas mãozinhas, e Crer!

a esta Cria Minha dedico estas palavras, e depositando em mim mesmo a responsabilidade de fazer dele verdadeiro FILHO, e ele de mim verdadeiro PAI.

assim eu espero

.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

em fim, caso


Casa nova,
familia nova,
trampo novo,
em fim, caso!

juro que eu não pensaria nisso há no mínimo um ano atrás.
tenho certeza também de que poderes econômicos e administrativos justificam claramente esta não possibilidade. mas em fim caso!

Leitores! eis aí uma nova em TODOS os aspectos etapa de minha vida! momentos únicos da vida comum, ao qual fui agraciado de compartilhar na presença de Bárbara Menegatti (agora) Penteado e nossa filha (minha aFILHAda) Sarah!

pensava eu que "agora sim, retornemos como nossa programação oficial", mas enganado eu estava. o que na verdade ocorre é que nunca mais nossas vidas serão as mesmas e temos em nossas mãos um futuro promissor, com falhas, e acertos, com poupanças e "ganstanças", com "seriedades e burrícias"!

o que espero veementemente é o que escreví para ela assim que casamos:

Na sexta feira 13 de maio de 2011 em que casamos nada te prometi.
e de fato ainda afirmo: Nada prometo.
O que tens de mim é a confiança depositada de um coração devoto.
É a esperança de olhar a cada dia como um novo dia e cheio de dificuldades, mas com um coração a mais para pulsar mais sangue para viver.
É o prazer de jogar limpo e ver com transparência cada semblante e ter o sentimento conectado o suficiente para saber decifrá-lo
É a maturidade para saber que temos que pensar não somente em dois, mas em Três e ao mesmo tempo a infantilidade de transformar toda tarefa árdua e estressante em uma brincadeira sem fim.
em fim, é o sentimento que tentaram nos passar em todos os conselhos que recebemos enquanto noivos.
sobre pedir e ceder.
sobre falar e calar.
sobre COOperar.

Em fim, é isso!
não o que prometo,
mas que a partir de hoje e (anseio muito mesmo que) para Todo Sempre
eu possa compartilhar com você!

Seu Marido,
Rene William Póvoa Penteado.

p.s.: Amo você!

é isso!



;)



[Cronicas da Taverna] : Letras que fazem história





Não era de hoje que eu estava indignado com rodeio de ratos entre as estantes da biblioteca da Taverna desde que baixei o piso para o porão. Mas como sempre tive tantos afazeres para resolver (principalmente nos fins de semana), nunca me sobrava tempo para concluir minha caça aos ratos que não só se alimentavam das páginas dos célebres escritores de minha época como se empanturravam de farpas de madeiras dos barris que consegui trazer do porto com tanta dificuldade.

Em fim, certa quarta-feira em que tudo estava calmo, resolvi passar um pano velho, porém limpo entre as prateleiras dos livros da Taverna. Sem muito zelo peguei o balde pequeno de carvalho e enchi daquela água escura que corre da bica ao lado da taverna. Instantes depois me assentei no não e comecei a passar o pano úmido nas lombadas quadradas dos livros que estavam a pouco centímetros do chão. o cheiro do mofo e a espessura dos livros mostravam que a umidade ali no chão não era pouca.

Em seguida avancei para a segunda prateleira no canto direito havia uma lacuna de livros que dava visão para o outro lado da prateleira por causa de minha organização. Mas foi começar a limpeza daquela prateleira, que subitamente eu ouvi passos do outro lado da estante. exclamei um "já vai" de forma calma, e me levantei dobrando o pano assimetricamente numa das mãos.

fui até o outro lado da prateleira e nada encontrei. intrigado, pensava comigo mesmo: poxa! eu ouvi passos! Tenho certeza! Mas, sem pestanejar muito voltei a me abaixar e continuar as limpezas.

Nas quartas e quintas fileiras havia lacunas de mais ou menos 3 palmos de distancia, isso resolveria o problema claramente dos livros que estava estragando lá em baixo.
Enquanto tirava a medida do espaço em que com certeza o livro ficaria bem, tive seguinte nítida visão:




Ah! é claro que eu conhecia aquele fraque azul Royal, aqueles dedos finos e o decot... em fim, passei o pano (agora bem sujo) na cara, para ver se a (suja) água fria trar-me-ia a tona novamente. Mas somente me irritaram os olhos. Após alguns esfregues, agora com a vista recobrada, pude me inclinar e olhar novamente para "o que" estava lá do outro lado.
Obviamente "nada" estava lá do outro lado. e mais uma vez eu passei a mão suja na testa dizendo comigo mesmo: ah rapouso... Acorde homem! coloquei a ponta do dedão e do dedo médio na ponta dos olhos e fechei-os bem forte.

Segundo depois lá estava eu de pé limpando a sexta e sétima fileira logo na altura dos meus olhos. não obstante, encontrei algumas anotações amarradas que ha muito só via de longe e agora que tenho tempo, resolvi manuseá-la.


Desenrolei a linha e pude perceber que não se tratava de um livro, mas de algo guardando um pergaminho que enrolado e amassado se encontrava dentro das anotações.

desenrolei com muito cuidado e pude ver que se tratava das primeiras lições que a raposa havia aprendido sobre escrever. e haviam correções feitas de uma outra pena, e assinadas com um sinete real. "obviamente faz parte de seu ensino".

Logo adiante haviam quatro colunas como um texto contínuo escrito por mãos de criança mesmo, com todas as rasuras, borrões e erros.

"quando madura estar, desejo um amor para recordar.
Não que tenha que ser eterno, mas que seja eterno enquanto dure.
Talvez um dia, isso só perdure em meus sonhos, e se isso acontecer
Significa que não deve existir, porque o sonho que não se torna realidade,
Por alguma obra não devia prosseguir.

Mas quando madura eu estiver, e novamente com estes letras me encontrar,
Saberei o que é amor ou já estarei aprendendo a amar.
Por isso, como os adultos que vão para o mar dizem:
(... e o resto não pode ser traduzido ou transcrevido).

Compreendi naquele momento que de sofrimento apenas estou eu, pois
a raposa já ansiava desde primórdios o que vivemos,
a raposa já esperava desde primórdios como morremos,
e a raposa já contentava desde primórdios que os amores vêem e vão,
Mas o que fica é a história.


Mais uma vez, eximiamente emocionado, retornei as anotações para a estante,
Peguei os livros que estavam em baixo e os trouxe para cima na esperança de poder novamente
Ver aquele corpo alvo que tocava as páginas de minha prateleira.
e em fim, a vi.
Pelas costas, vi os longos cabelos ruivos com as pontas brancas caminhando em direção da escada e subindo degrau por degrau. Pude contemplá-la como se contempla uma santa e antes que eu a visse partir, um aperto no peito me tomou conta, e não pude manter a visão erguida.

Rangi os dentes e pendi a cabeça enquanto as lágrimas desciam no meu rosto.

Quando de repente ouvi o batido da porta!
Sim! Esta era a conclusão de que não só um fantasma havia me visitado, mas de que minha raposa ainda estava aqui.

Apertei o peito com o pano e ergui a vista ainda com o rosto suado pela dor para a porta escada acima. e lá estava uma jovem. Completamente diferente do que tudo que eu havia visto.
Não era ruiva, não era rica, mas usava um azul Royal que me manteve a atenção presa por longos tempos.

Em um lapso mental pude compreender que vendo minha raposa subir as escadas, deixei-a ir. Experimentei a sensação correta de que nunca a tive, e que uma hora era necessário deixá-la seguir seus passos.
Experimentei também a dor no peito, que agora sei que representa a perda mas que é necessária sua existência, senão não haveria tamanho alívio depois.
E por fim, pude compreender que a nova visão que tina naquela porta era sim! Em vias de fato uma nova chance de sonhar.




Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O poder dos detalhes




Não lembro direito qual era a regra, mas havia algo na época do colégio que dizia que o importante era o todo pela parte, ou algo assim.
Nunca tinha parado pra pensar e refletir o quanto que eu realmente concordo com isso.
O todo é feito de vários pedacinhos.
Não que sejam quebrados. Ou pequenos. Ou sem importância.
Mas são pequeninos, cada um com uma pontinha de importância face a maravilha que juntos podem nos mostrar.
O rei da MPB já tinha falado deles.
Mulheres reparam sempre.
E eu, vou tomar a liberdade de supracitá-los.
Sim, os detalhes.
Tão importantes.
Tão cheios de tudo.
Tão cheios de todos.
Penso que no dia de um casamento, são eles que vão aumentando a capacidade de brilhar do casal. Mesmo.
É o pé que não pára de tremer.
O pulso que segura o relógio que controla o tempo do nervosismo.
A mão que se contorce para esticar as sensações todas que logo estarão sobre ela.
Pois é, taí. Quer detalhezinho mais importante que as alianças?
Não são as ‘donas’ do amor, mas são os elos culturais que remontam em cada um que os vê, a sensação de que há uma outra alma para aquela ali, e que entregou-se por uma vida toda de amor.
Pois é.
A antítese é real: O maior poder é das pequenas coisas.





Olá queridos!

Eu tinha prometido que não postaria nada antes do casamento, mas encontrei algo muito interessante num blog, sendo assim continuo minha promessa de não postar nada (porque na verdade só estou transcrevendo os fragmentos do blog de Rodrigo Zapico, olhe só:
o título original era: O poder dos detalhes, São Paulo. SP

quarta-feira, 6 de abril de 2011

updates


só a titulo de informação como nos
comunicados anteriores, não morri mesmo!
rs


brincadeiras a parte segue abaixo meu real convite de casamento!

(nota, as "informações" foram ocultadas, por motivos de privacidade né!?) rs.

terça-feira, 1 de março de 2011

Para minha amiga Ingrid, num momento confuso!



"Uma pessoa como eu, acostumada a ter controle de todas as situações, sempre sabendo o que quer e o que sente, não pode com essa lacuna emocional".




Numa noite estrelada, em que o Mestre estava bem próximo de partir deste mundo para o outro, aproximou-se seu principal aluno e lhe apresentou um problema.

De fato, era um problema. mas não aos olhos do Mestre, pois sabia que tudo se encaixaria perfeitamente no fim. Sendo assim propôs que um dos pupilos do seu principal aluno resolvesse o problema.

O principal aluno do Mestre, disse a ele que seu pupilo não se encaixava no perfil de alguém que poderia resolver algum problema. E que decididamente era um perfeito acidente.

Ao que o Mestre respondeu: O acidente não existe. O que existe é o cumprimento de destinos, e você só compreenderá isso quando deixar a ilusão de que tem o controle das coisas.
por exemplo: Olhe este pessegueiro (ambos olharam para cima). Sim! Este pessegueiro! Não posso faze-lo florir quando me agrada, tão pouco faze-lo frutificar quando tenho fome, mas tudo ao seu tempo.

Ao que seu aluno principal retrucou: Mas eu posso controlá-lo... - desferindo um golpe no tronco do pessegueiro. Este por sua vez desprendeu inúmeros pêssegos maduros e o aluno principal pegou um , partiu-o com as mãos, fez um buraco com os pés no chão jogou a semente no buraco .

O Mestre, sabiamente sorriu e caminhou até mais próximo dele. e então disse: ...e mesmo assim ele apenas cumprirá o seu destino. esta semente crescerá e lhe dará um pessegueiro! talvez você deseje um melão ou uma laranja, mas ele apenas te dará um pêssego.

Contentado com o ensinamento do pêssego o aluno estiou. Mas o problema ainda era vivo e então havia mais uma forma de contra-atacar o que o Mestre disse. Nisto, desferiu: Mas o pêssego pode cumprir o destino de nascer pêssego, e mesmo assim pode ser um pêssego fraco (ao que se referia também ao seu pupilo).

Obviamente o mestre também tinha uma resposta, e então disse enquanto tampava o buraco feito pelo pé do aluno também tampando a semente agora plantada: Mas, poderá não ser, se estiveres disposto a cuidar dele, nutri-lo e a crer nele.

Ao que desarmado revidou de forma desesperadora: Mas como? como?

E o Mestre Serenamente respondeu: Tu deves apenas Crer! promete-me aluno meu, que crerás?

E olhando para baixo, seu melhor aluno disse: eu prometo...

Então balbuciando pela velhice, disse o mestre: bem, então é chegada a minha hora! e deves continuar teu caminho sem mim.

Mais que desesperado, disse o aluno: Mestre! não me deixe! o senhor não pode ir agora!

E juntamente com o forte vento que ajuntou todas as folhas do pessegueiro no ar como um espírito deixando a terra, o Mestre virou-se para o aluno, saudou-o e apenas disse: Tu deves Crer!

e assim se foi...




As vezes nos deparamos com situações complicadas, e a mais sábia dica de hoje é esta!
que você seja o melhor aluno, o pupilo "acidente" ou mesmo, o pêssego! mas cumpra o destino sem acreditar que tens o controle. assim, anulará os acidentes. apenas Creia! creia no seu trabalho, nas suas bases, Creia! afinal tudo já está guardado pelos olhos do Verdadeiro Mestre!




Um abraço de quem você constantemente
insiste em chamar de "mestre"!





P.s.: Eu procurei muito este vídeo em português
(ou em inglês, com boa qualidade)
mas vai ter que ser o italiano mesmo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

...Entre uma garrafa e outra...

Bom jovens tavernandos,

Como assim o sabem, a mais de uma semana (duas talvez) eu não atualizo as postagens da taverna.

O fato é que nao quero encher isso aqui só com receitas (como os cadernos da minha avó) e nem de contos pra não ter nada meu (MEU de verdade). afinal de contas, meu blog também é uma espécie de diário virtual.

Então, para não abandonar o blog (QUE É UM FATO QUE EU NÃO VOU FAZER MESMO), eu vou fazer uma pausa.
Na verdade, o Dom Rapouso, vai ter que esperar um pouco o Rene William fazer o que ele já fez uma vez: fazer os preparativos do casamento.

Por isso, sem mais delongas, eu vos informo que tão cedo preparo-me para Meu casamento, e deixo abaixo a vossas disposições o croqui do convite de um momento tão importante para mim!

Acredito que os senhores compreenderão, e em breve (assim que o meu pc chegar na minha casa nova) terei mais calma para produzir os contos, fechar o projeto do livro e outras cousitas más!

sem mais: ei-lo

grato a todos pela atenção dispensada até o momento. pretendo não demorar.

atenciosamente








Autor do blog da Taverna da Raposa.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Receita da Taverna: Cerveja Amanteigada

Salve tavernandos!

Enquanto não chega o meu pc aqui na bahia! somo o meu caderno de receitas e delicias com umas especiaria muito peculiar!
esta bebida foi citada em alguma coisa que eu li hoje, pela manhã e fiquei curioso para descobrir como se faz.
de fato não é uma receita muito antiga e nem utiliza elementos da culinária medieval, mas o nome traz a memória das lúgubres tavernas alemãs. E então eis aí a receita que vos trago.

Cerveja Amanteigada!

Ingredientes:

470ml de Sorvete de Baunilha derretido;
4 colheres/sopa de manteiga em temperatura ambiente;
200ml de açúcar mascavo;
2 colheres/chá rasas de canela;
½ colher/chá rasa de noz moscada;
¼ colher/chá rasa de cravo (moídos);
600ml de cidra de maçã.

Elaboração
Misture manteiga, açúcar e temperos em uma tigela grande. Adicione o sorvete e deixe congelar. Aqueça a cidra em uma panela por 3 min (use fogo alto para ferver e eliminar o alcool)depois espere esfriar um pouco . Encha cada copo com uma colherada generosa da 'poção' de sorvete e derrame sobre ela a cidra aquecida - vai espumar, como cerveja, o que explica seu nome.

há quem queira seguir uma receita "original", mas "elas por elas" vc fique livre para substituir os elementos que quiser sem perder o foco básico. por exemplo: eu substituiria a cidra por cerveja,
bom apetit!