quarta-feira, 30 de junho de 2010

Beta



Hoje descobri (ou sistematizei) uma coisa muito interessante:
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Se há uma coisa em que posso me definir seria a palavra: beta. Sim, o segundo lugar, abaixo do Alfa, e logo acima de todos. Por que a mídia sempre prega que você deve ser o alfa? Ou se for o Omega, e ser aquele que se rebelou contra todos? Em fim, nem contra e nem a favor da mídia, mas além... Além... Um beta. O que não precisa por a cara para bater mas sabe exatamente como aconselhar o líder para fazer isso. Se o líder é aceito, ele ganha, se o líder é r
ejeitado, o líder perde. E não signifique que queira ser eu o alfa... Não... Longe de mim. Sei bem o meu lugar... É o segundo, servindo o chefão e comendo na mesma mesa que ele. É tendo uma profissão que não é concorrida e nem desgraçada, mas essencial... “E ouse ficar sem meus valiosos serviços para ver o que acontece...”
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O lugar do beta é nos bastidores, mastigando a honra e gloria pessoal quando a idéia dá certo e todos aplaudem o líder e não ele. Não a reivindica, somente sabe o que é exatamente seu, não se importando a quem ou como aplaudem... ------ O beta é um ser transitório, Oblíquo que hora possui nenhuma face ao ponto de tornar-se despercebido (e isso é interessantemente delicioso para ele), ou hora tomar todas as faces para si. Sim! Ele pode aproximar-se do Omega tomando as típicas feições do bobo da corte, pois não é o alfa e nem satisfações precisa dar para a matilha, ao mesmo tempo pode tomar o lado obtuso do líder, afinal, era quem o líder mais por próximo o tinha.
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Com o tempo, os ômegas são executados ou banidos. Com o tempo, os alfas são se corrompem e como em um motim rugem atrás das grades (mas agora são um nada...) e mesmo com o tempo... Os betas são os mesmos... E a propósito: esta é a minha melhor aliada... O tempo. A velhinha que nem mesmo Thor (mensão às cronicas nódicas) conseguiu vencer...

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Naturezas a parte, acho que começo a dar a volta por trás da cortina e descobrir as verdadeiras engrenagens do meu eu...
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e isso me da medo...

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

O alvo

Eu sei que a taverna anda consideravelmente abandonada, mas não esquecida. por isso eu to aki de novo pra limpar uns copos e servir um pouco mais do meu tutano diluido em consideraveis doses de café! rs...

então vamos lá!

hoje (precisamente agorinha a noite 00:20 eu acho) um antigo amigo meu puxou um papo no msn...



::meu amigo:: -> fala teteia
eu digo: uepa!
::meu amigo:: -> bão?
eu digo: bão todo! e tu mermão?
como andam as cosias por aí?
mui corrido?
(vou parar a transcrição por aqui...)

É logico que eu fiz essa pergunta já com muita dó do tipo de criatura que esse (outrora) ser humano se tornou. porque não dispõe mais de tempo. seus trabalhos na agencia, são exaustivos e extressantes cujos produtos lhe esgotam horas e mais horas de sono.
(não sei porque, mas assim que eu comecei a conversar com ele me veio esta postagem na cabeça, mas vamos seguir em frente).




Outro grande e significativo amigo meu (depois de muito tempo sumido - diga-se amnésicos meses) apareceu em minha casa hoje a tarde e me pediu que eu lhe mostrasse um caminho a uma montanha de minha cidade, na moto. O passeio foi muito bom. conversamos sobre os ultimos acontecimentos de nossas vidas. eu obviamente disse sobre o trabalho, o cursinho, o namoro e o motoclube...
ele (infelizmente), não disse nada, pois não fazia mais nada a não ser projetos de gigantes construçoes civís para a faculdade. desenhos estes que tecnicamente nunca sairão do papel...
por fim, me agradeceu pelo bom momento passado. eu retruquei, oferecendo-me sempre a disposição para uma boa conversa sempre que ele quizer. pelo que ele me tb me retrucou da seguinte forma: eu gostaria muito, mas não posso... não tenho tempo. apenas pestanejei e disse: meu caro, aprenda com o erro dos outros. não espere o seu... não perca o alvo.




e por falar em alvo, vai aí o ultimo exemplo: um terceiro grande amigo meu, constantemente reclama sobre seu relacionamento amoroso. diz que trabalha a semana toda para no fim estar folgado e dedicar tempo ao "seu mimo". entretanto sua namorada trabalha a mesma desgastante jornada e ainda está na faculdade... bem não é necessário dizer que o fim de semana que era para ser descanço é apenas mais um acumulo de desgaste, e eu sempre preencho meu conselho para ele da seguinte forma! lembre-a (e lembre-se) sempre do alvo!







bem... o que esses tres veridicos casos tem a ver um com o outro? eu sou amigo dos tres! ;) ...
besteiras a parte, esses tres casos, o resto do mundo e eu temos algo muito em comum: nossos alvos! antes de mais nada permita-se buscar agora na sua mente os alvos básicos (ou primários, se preferir). é claro que não são os mais fáceis de se encontrar... mas eles estão sempre no radical dos sonhos. por exemplo (mais um...rs..): um (outro) amigo meu da epoca da faculdade disse: eu ainda vou ter a minha harley davidson (A MOTO!), preço: R$40.000 (salario da profissão que ele estava se formando: R$1.500) resultado: vai ter que ralar muuuuuuuuuuiiito. não é impossivel, mas é sem sombra de dúvida uma perda de alvo primário. tipo: "pra que uma harley? po cara! pra pegar a estrada!" "tá! mas vc só vai fazer isso quando tiver uma harley? lógico mané!"... certo.... "e... vc vai ter essa mesma disposição quando compra-la?" "eh...er... como assim rene?" simples: "vc vai pega-la só com uns 40 ou 50 anos se economizar bem e viver só pra ela... já pensou em IPVA? rs.... resultado do cara... frustração. pq? PERDEU O ALVO!!! O alvo era a viagem, a liberdade e não a marca!

muitos problemas e situações inconvenientes poderiam ser evitadas se não perdessemos nossos alvos tão faceis! casais que brigam e não aproveitam o sabado a noite porque o dvd romantico estava arranhado... pessoas que brigam com parentes ou pessoas queridas porque o onibus atrazou (como se o sabão acelerasse o motorista), pais que perguntam porque o filho tirou 9,5 e não 10... tsk tsk tsk! ALVO é a minuscula palavra que move gigantes pessoas!!!

Não quero aqui afirmar as teorias do caos para alcançar o resultadoperfeito, ou negligenciar o meio holocáustico para um fim feliz para poucos. mas propor uma maneira alternativa de pensar, expressar e tornar um hábito! não... não é moda, é apenas o desejo de abrir os olhos para o gigante circulo vermelho e branco na sua cara! (alvo!)

Entenda claramente que economia é necesário, trabalho tras o dinheiro, e dinheiro não gasto é dinheiro economizado. mas o dinheiro NUNCA gasto... é pobreza. conheço uma senhora que é dona do próprio negócio e a 27 anos não tirou férias de um mes... perdeu o alvo! para que ela trabalha? para que você faz as coisas? qual é o seu alvo?

digo isso porque quando pensamos no alvo antes das açoes, aproveitamos o momento, valorizamos o pouco de tempo que temos para alimentar nosso ser. alguns alunos sabem que em geral eu corrijo provas dentro do meu carro no meio da mata porque... eu preciso trabalhar, mas meu alvo é sentir-se bem. então eu penso e trabalho me sentindo bem! em contato com a natureza.

shakespeare dá um interessante sentido ao ALVO quando fala do jardim e as borboletas. ele se refere ao jardim como alvo e as borboletas como consequencia e diz que leva-se muito tempo para se tornar quem deseja ser e que o tempo é curto.

Hoje eu tenho alguns alvos! e Um muito especial! e estão (está) afrente de todas as outras coisinhas normais da vida e logo atrás das minhas responsabilidades! me sinto bem... por hora tudo voa na mais tranquila leveza...

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se você mira no alvo e faz as coisas bem, continue. Se não... fique a vontade, ou ouse mudar sua mente!


concluo com uma frase, que faz parte do pensamento "reneídico" rs...

"VOCÊS RIEM DE MIM PORQUE EU SOU DIFERNETE. EU RIO DE VOCÊS, PORQUE VOCÊS SÃO TODOS IGUAIS".




terça-feira, 6 de abril de 2010

[Cronicas da taverna] : Velho mundo Novo

Este é um capítulo confuso de minha vida.

Poderia estar tudo desajustadamente ajustado, mas não. está o inverso. bem contrário mesmo. está tudo ajustadamente desajustado e ponto.
Todas e quaisquer dúvidas minhas sobre o que era, o que não era e o que não é (e possivelmente nunca vai ser) foram sanadas durante esses quase tres meses no mar. Sim, foi lá que eu fiquei só, fiquei junto, abatido, enjoado, esperançoso. foi lá (em alto mar) que eu naveguei... e foi lá tambem, que eu naufraguei...



se eu fosse resumir tudo, passo a passo com a "tal raposa" não seria um diário, seria uma biblioteca, mas não me resumirei a isso, pois este não é o alvo nesta noite em que te escrevo, tão pouco tenho moral para voltar a escrever em vós tão abertamente. Em fim, fica embaixo d'agua o que no naufrágio se foi...

Após embarcamos na cidade do porto, e ter aprendido aquela lição, me coloquei a pensar sobre as lacunas em que não vivi eu na companhia de minha raposa. sobre o muito pensar, acredito eu que isso "atraia" de certa forma "a resposta". Foi quando depois de um dia cansativo de capitania do navio amurruá tomei direção aos meus aposentos (próximo a possivel sala do capitão, que era pra ser minha) e fiquei a pensar em tudo. não tardou muito e minha raposa apareceu lá, diante de mim. com os cabelos ruivos, pele branca e olhos... o que havia com seus olhos? - perguntei eu a ela. pelo que um pouco tonta ou soluçando (não sei) me respondeu. tome isso devolta. deves tornar ao seu mundo. naquele momento não compreendi, estaria sendo dispensando de meus deveres de capitão? estaria eu perdendo a chance de te-la de novo em meus braços? ou apenas... não... isso não. mas seus olhos não eram os mesmos. havia uma coisa nova, forte e muito diferente neles. eu peguei o tal caderno vermelho e todo amassado e fiquei a olhar nos seus olhos...




ao que ela estourou em lágrimas e contra mim grigou: NÃO VAI LER NÃO? É O SEU DIÁRIO!
confesso que não compreendi até segurar o antigo barbante que prendia a capa e as folhas. quando toquei-o, era como se tudo que eu já estivesse escrito nele fosse novo para mim, mas que num passar de segundos eu já hávia recobrado todo o conhecimento. acredito que poucos seres humanos já tenham experimentado tamanha viagem dentro de si.



mas haviam outras coisas a mais que eu não havia escrito. coisas tristes demais para serem verdade. então fiquei a observar as páginas, tentar enxergar as letras, comprender as anotações na verticais...

quando por fim em lágrimas olhei para a raposa e disse: Raposa, minha raposa, o que foi que você fez? - pelo que "aquela mulher" olhou para mim e disse com uma voz envergonhada: - senhor Ladreau, queira nos perdoar, infelizmente NADA disso existiu. o tesouro, o barco a familia, a sua senhora... não estão mais aqui. todos neste barco são atores e atrizes que estão em um local como num espetáculo seu. cujo apenas há um propósito... - subtamente o barco sofreu uma batida de encontro com uma rocha pontiaguda em meio ao oceano (como? sinceramente eu não sei) , mas foi o suficiente para aquela moça bater acabeça no chão e desmaiar. de inicio é claro que eu pensei que fosse mais um dos truques dela (já que se tratava de uma artista), mas logo o sangue não deixou o "blefe" se realizar. desesperado e com a moça no colo, corri para a proa do navio chamando todos. mas já era tarde. o navio já havia assinado o seu fim naquela pedra e muitos homens já boiavam em alto-mar desesperados por causa da bravura das ondas. tentei segura-la o máximo que pude mas apenas vi uma onda muito maior que o mastro do centro estilhaçar o barco como quem desfacela uma palha... me jogando para longe e separando-a de mim, lentamente. aquela ao qual nos últimos dias sonhei ser a minha raposa.

definitivamente o ódio do engano naquela hora não era maior do que a dor da perda de "mais uma raposa". então perdi a consciência e naufraguei....



Quando acordei, estava devolta a praia em que eu partira. tentei listar uma possivel lógica que me traria devolta, mas nada "lógico" me veio a mente. em fim... lá estava eu... novamente. na areia da práia, na estaca Zero. sem o aventureiro alto-mar, na cidade velha, sem a raposa... minha raposa...
A unica coisa que sobrou foi um barril de vinho do porto. que ao ser levantado rompeu-se deixando todo a "sortuda" areia banhada do magestoso líquido. então "tudo era um nada" mesmo!

tentei me levantar mas não consegui. apenas o suficiente para me arrastar até a parte debaixo do cais e descansar na sombra. exausto... e com frio. muito frio...
a noite chegou como num piscar de olhos... (ou teria eu dormido?), quando derrepente consegui cambalear até a parte superior do cais encontrar com um marujo que de lá vinha.
estranhamente o marujo me saudou: olá amável senhor. aceita? ... irc... - ele estava bêbado, é claro... bem... claro que aceitei o rum, o casaco o chapeu e as duas pistolas espanholas que ele levava. não podia deixar passar tão barato assim! confuso entre a furia selvagem de ser enganado e a loucura de pensar que todo aquele lugar em que se vivia não se passava de um cenário, resolvi começar a acabar com todos os "figurantes", um a um. nisto, saquei a pistola e apontei para a cabeça do marujo que no susto recuperou a sobriedade, mas a voz presa continuava a mesma. "pelamordedeusmoço... irc... faz isso não..." puxei o gatilho com o dedão e ele então se ajoelhou e com os dedos cruzados (e a garrafa entre eles) se puna a rezar enquanto chorava num estridente IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, (folego), IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII... sim, eu ia puxar o gatilho, se não tivesse lembrado da triste cena em que eu (novametne, aspirante a assassino) estava com a espada na garganta do velho fidalgo portugues por causa de uma pergunta que nem ele sabia a resposta...
antes que eu puxasse o gatilho, um grupo de cavaleiros passaram correndo a beira mar. então mais que de pressa eu guardei as armas, eles passaram e então eu vi uma segunda figura. era o marujo que em geral me ajudava no bar quando estava por estas bandas: Jimmy london.



ele se aproximou, abaixou minhas armas e jogou o bebado no chão.
seu olhar tambem era "outro", mas antes que alguma exclamação violenta de minha parte estourasse na cara dele, ele me interrompeu dizendo: por um acaso você tambem é um figurante, ou parte integrande dessa cidadezinha que pra mim mais parece um cenário de ciganos de rua? - Meu Deus! Jimmy tambem havia sido manipulado o tempo todo! é claro que minhas duvidas não mudaram em relação a TODOS, TODOS da vila. Mas o brilho nos olhos de Jimmy não era de mentira, mas de desapontamento por terem mentido para ele tambem. então eramos dois.

feliz como quem encontra o pai, abraçamo-nos fortemente e com os tapas nas costas e um sorriso de alívio perguntei: e ai? quantos ja matou? ele colocou a mão na barriga e disse: das suas garrafas de tequila lá da taverna? já foram 8.... - tá ele não entendeu o que eu perguntei, mas, tudo bem. pegamos a garrafa do marujo e nos sentamos a beira do cais. Jimmy ainda continuava atonito com as movientações mesmo no cais, que era o lugar mais calmo da vila.

- Poxa Jimmy relaxa! - era claro que eu já estava cheio de rum para soltar uma dessas exclamaçoes.
- não Sr. Rapouso, é que devemos tomar cuidado com esses homens. foram eles que tomara todas as coisas da sua falecida esposa, incluindo castelo, terras, criados, animais... até sua taverna foi interditada.
- O que? interditada?
- exatamente. é isso que eles disseram que iriam fazer hoje a noite.

bem, é claro que o assunto não ficou só nisso. Jimmy me passou um breve relato de tudo que a conteceu nos ultimos tres meses por aqui. contou-me tambem que esses novos nobres haviam sido arregimentados por um rei cujo objetivo era enfraquecer a vila e governa-la, me fastando uma vez que havia outras partes de heranças para mim. Me disse tambem que essa armação parecia ter muito mais coisa do que imaginava... bem enquanto ele falava essas coisas eu é que imaginava esse grupo de artistas que morreram no barco comigo.

bom. dotado de pouco a mais de rum... dei um tapa em minha própria coxa e disse: bem... agora é hora de retomar o que é....MEU!

Jimmy foi comigo, mas a meu pedido não o fez nada. chegamos lá na hora certa. estavam terminando as ultimas tábuas.



dois tiros e uma espada suja de sangue foi o saldo real desta noite. arranquei as tábuas no chute e abri a antiga e pesada porta... nada mais havia lá em baixo. desci, e jimmy me seguiu. antes que ele disse qualquer coisa eu olhei pra ele e disse: SSSSSSSHHHHHHHIIIII... silencio. dei um "toc toc" na pedra, e saquei o alçapão falso onde escondia meus diários.



Jimmy até entendeu a questão de esconder uma coisa pessoal, mas uma coisa que toda uma tripulação leu, se eles quizessem, eles poderiam voltar você e fazer o que quizerem. é claro que Jimmy Não sabia da natureza do diário e nem que o mesmo desponta um conjunto de documentos, provas e assinaturas do que me dão acesso único e exclusivo ao banco como um todo. daí o perigo de eu ser caçado até pelos Pais dos outros nobres.

da noite que passei ali naquilo que outrora fora uma taverna, pedi a ajuda de Jimmy para que organizasse e limpasse a taverna. os assoalhos foram arrancados, fazendo da taverna uma entrada muito mais parecida com uma masmorra, dependendo assim de descer as escadas para uma espécie de porão, mas lá já era a taverna.

neste antigo "porão" ficavam os livros que a raposa (a verdadeira) me deixou de presente, com os cadernos vemelhos que seriam meus diários e a coruja qeu lá vivia entre umas folhas rasgadas. como tudo já hávia "visto a luz do sol" não havia problema levar a taverna para baixo.
Tudo estava pronto, enquanto isso eu avaliava os nomes, contatos e porçoes à receber escritos nos diários.



passado algumas semanas... numa certa noite, me encontrei com Jimmy e lhe pedi que me seguisse pois precisava de proteção e a juda. é claro que Jimmy disconfiou que eu estivesse paranóico, mas tambem não é pra menos. bem... algumas quadras vila a dentro, e batemos numa pequena porta de madeira de onde saiu um velho com um pouco menos de um metro e meio:

-posso ajudá-los?
-sim, eu sou D. Rapous.....
-Ah sim, "o viuvo" não é? achei que não viria mais buscar sua quantia!

definitivamente eu estranhei a ação do velho, mas como se tratava do mesmo assunto que o motivo da minha visita, não liguei para asperosidade em que fui tratado. ao que o velho disse:

-entre e pegue! esse moço tá com o senhor?
-sim... entrei a passos largos na casa em direção as sacos no fundo da sala.
-então fale para não pegar os sacos com serragem, só os com as pedras...

Ri um pouco da "desgraça" de jimmy, mas o mesmo não compreendeu novamente a piada e levou 4 sacas com as "pedras" para mim, eu apenas duas e já estava exausto.

Não é necessário notar a obviedade que as tais heranças da raposa eram pedras brutas, mas puramente preciosas. os verdes olhos de jimmy olhavam para aquele rubi como um lobo olha o cordeiro... então eu disse:

-não é belo o qeu vês?
-si..sim!
-então meu marujo! levai! é vosso!
-não Sr. Ladreau... eu não poderia... - nessa hora tive que apelar...
-Se o Senhor não leva-las, vou estilhaça-las na rua...
-pode faze-lo! não são minhas!... - desanimado pensei na ultima tática.
-tive uma idéia Sr. london! tome conta delas para mim! "faça mais delas" aparecerem e ai estaremos ambos bem! - um sorriso despontou-se debaixo daqueles bigodes ruivos e o gigante marinheiro deu um tapa na mesa!
- Perfeito D. Ladreau! perfeito




tambem não passou muito tempo e jimmy multiplicou todo o investmento que eu havia "doado" para ele e ele mesmo não o sabia.
numa tarde, andavamos a cavalo e ele me perguntou quando eu viria para governar aquela terra. eu disse que não era mais minha, ele triste pensou que teria que deixar um local que a muito cultivou com tanto carinho. mas um sorriso lhe saltou os olhos quando eu lhe entregara a escritura de todas as minhas posses adquiridas através da herança de minha estimada raposa.

"não é isso que eu quero Jimmy, é apenas uma vida simples, na taverna, servindo, ouvindo, bebendo, limpando..." é exatamente isso... talvez nem com a raposa eu daria certo hoje em dia. (subtametne me deu um estalo na cabeça....) não me senti muito bem, e disse que retornaria ao haras. deixaria o cavalo mais cedo... mas que era para ele aparecer na taverna qualquer hora para degustarmos um pouco dos novos barris que chegaram lá.



a noite se aproximou e então eu me dirigi para "A TAVERNA DA RAPOSA". As ruas fétidas como sempre ambientavam aindan mais o sombrio clima em que rondava aquele bar com seu possivel aspécto de masmorra. me aproximei da porta para abrila, mas logo na portinhola vi luzes acesas. pensei no pior; abri a porta e a taverna lá em baixo já estava cheia. homens, mulheres em busca da mais pura farra! quando me viram lá de cima, com o sobretudo e o chapeu triangular se colocaram de pé, limparam os bigodes com as mangas e se poram a aplaudir como se tivessem visto um Rei.



Confesso que nao entendi, na verdade acho que comecei a entender, quando olhei para o balcão e vi a gigante figura ruiva lustrando o fundo de uma caneca com um pano.

Tudo prosseguiu normalmente durante mais uma "noite na taverna". mas uma figura me chamava a atenção. era uma mulher linda de cabelos escuros cacheados e de pele morena.
Enquanto eu servia as mesas, cortejava-me com os olhos, e eu por um sentimento cavalheresco, a retribuia reclinando a cabeça. não tardou muito e ela se dirigu a porta...
lá em cima eu fui apenas dar as boas vindas da taverna e deixa-a a vontade, quando subtamente fui surpreendido por um beijo que me retirou os pés do chão.
e ela (em seguida) saindo correndo disse algo que eu não pude entender.



bem... algo estranho acontecera comigo, sentia-me bem, mesmo entrando na taverna "DA" raposa. pois hoje em dia não há mais nada dela, o que há aqui são as memórias. jamais apagadas, mas são memórias, passadas, que tambem ficaram para trás assim como as que estão no fundo do mar.



respirando mais leve fui até a balcão para contar para Jimmy do acontecido, que por sinal tambem me recebeu muito bem. tudo estava bem e a taverna bem cheia, quando de relance pensei ter visto minha raposa sentada no fundo entre as mesas mais reservadas com o chapeu e triangular e evitando me olhar... tive a sensação : "de alguma forma eu sei que ela ainda está lá. me olhando..." mas, uma caneca de cerveja holandesa passou na minha frente e persebi que era apenas uma visão minha mesmo... esfreguei os olhos e levei a caneca a mais um cliente!



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UMA NOTA DO AUTOR: Aos que me conhecem, sabem o quanto tenho minha vida ligada a arte de uma forma geral. Não que eu seja profundo conhecedor dos traços de davinci ou perseguidor das esculturas de miguelangelo, ou tão pouco dos mais belos textos de shakespeare. Mas, de um jeito singular estou ligado ao "expressar". privilégio este que já me conferiu a honra de ser volcal de uma banda, ou participar de teatros ou oficinas de criação. Atualmente me realizo profundamente com o dom de narrar histórias sobre os sistema de RPG para um grupo de amigos que tenho a honra de considera-los "matilha". mas ainda havia algo que eu mesmo me privei... O escrever. no erro de considerar todo exemplo o mesmo e inexplicavelmente igual em todos os casos, deletei este blog, mas depois de um tempo descobri que não hávia excluido-o definifivamente (uffa). com todo carinho a criação dos contos e desbafos desta vida, retomei a escrita na qual coloco o coitado D. Rapouso Ladreau em certas "frias" ou devaneios depressivos mesmo.
De fato não poderia negar nunca que há um pouco de Rene William na figura de D. Rapouso... certo... há MUITO de Rene na figura de D. Rapouso. mas apenas fique com a minha dica: não tente encaixar os fatos, não tente encontrar os personagens andando por ai na vida real ou se relacionando com o autor.
É de "quase" conhecmento geral que a Raposa é a musa inspiradora do Sr. Ladreau, e nem por isso hoje (eu, Rene) estou com a mesma pessoa de quando comecei a escrever os contos.

para ser mais claro, prefiro Plagiar meu amigo Folha-de-outono quando se refere a "par-perfeito" no orkut:

par perfeito:A quimera que vive em meus sonhos, com retalhos das várias mulheres que conheci em minha vida. Uma criatura ideal e perfeita, que só existe dentro de minha mente e no plano ideal, onde de lá não pode sair sem arriscar sua vida ou meu apreço. Ela vive só para mim, eu vivo só para ela; feita com costuras e remendos, e de traços únicos, é minha equação perfeita que completa.

Não espero que comprendas o que eu disse, apenas queria deixar o meu recado!


Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

[Cronicas da taverna] : O primeiro porto

31/12 - 20:00

A pedido da Rainha sou buscado em casa e levado de carruagem as pressas para o palácio. Sabia que havia uma explicação da parte dela depois de tanto tempo.

A carruagem parou e eu saltei. Na porta já estava um criado-mor (daqueles que ficam por perto. possivelmente um "capado" rs...). Ele me disse que a Rainha havia me chamado, mas, por motivos pessoais pediu que adiasse qualquer pronunciamento. De certo isso apenas aguçou ainda mais minhas dúvidas e as interrogações passavam completamente em minha cabeça.
Como todo meu carregamento já estava pronto e aos pés do palácio, os lacaios o levaram para dentro do navio. O horário se aproximava e eu ainda na porta do palácio. Aflito que só, pois era o capitão do barco em que minha Raposa (agora mais viva do que nunca) estaria nele. E eu aqui em terra firme, já devia estar lá esperando ela.



Depois de um tempo, precisamente as 23:30 sai uma carruagem de trás do grande palácio aos galopes. Pára em minha frente um cocheiro completamente desajeitado desce e abre a porta para mim. Pelas gotas de suor no rosto dele pude perceber que a carruagem nada mais era do que um gigante porta-jóias e não havia nada mais precioso no mundo do que o que havia lá dentro...
Lá estava, a raposa, lindamente vestida de negro para dois grandes eventos: a virada do ano, e a partida do navio.
Entrei na carruagem e sentei-me de frente a ela. Seus olhos estavam turvos e eu não os conseguia definir. Tentei me iludir sobre a desculpa que os muitos anos que não a via, por isso a perda do "tato", mas acima disso eu sabia que havia um problema.

Chegamos no porto e o semblante dela mudou. Um largo sorriso tomou conta de sua face e com um firme passo de longas botas desceu da carruagem em direção ao público que a aguardava. Até aí tudo bem. Uma rainha e seus súditos, quando de repente, ela estendeu a mão para dentro da carruagem (gesticulando para que eu saísse)... Estranho... Os papéis estavam invertidos... Rs... Parecia eu uma dama ao sair da carruagem “aparada” por ela. Mas sem segurar-lhe a mão, sai da cabine com o semblante fechado. Não era raiva, nem rabugice, apenas não estava acostumado com tal pompa.
No pequeno cais, todos jogavam confetes e flores para onde passávamos e aguardavam ansiosamente a virada do ano. A raposa pediu que eu me dirigisse até a proa do barco onde havia uma garrafa de vinho amarrada a uma corda e a corda num dos mastros.
O gigante relógio da praça matriz marcava 23:57, todos estavam apostos nos barcos e alguns já haviam partido por ordem dela.
Quando o relógio marcou 0:00 ouviu-se o primeiro badalar do sino, então a raposa gritou: "Capitão! batize o barco agora!" não me veio outra frase na cabeça a não ser um trecho de uma bela canção que meu pai cantava para minha madre. Peguei a garrafa amarrada na corda e choquei-a de encontro ao mastro! A garrafa se espatifou e o vinho desceu manchando com um belo rubro o convés. Ao que abri os braços e gritei: Serás chamada "amourroi" (pronuncia-se amurruá), e então todo o povo aplaudia e gritava em meio aos fogos chineses e votos de ano-novo.

No barco também tudo era festa! Um primeiro "empurrão" e o barco começou a esticar seus primeiros nós de distância. Estávamos muito perto, e no primeiro chacoalhão ela tropeçou numa das cordas e veio para cima de mim. Obviamente a segurei. Sinceramente melhor fosse deixá-la cair no chão. Pois com tamanha rispidez que fui "agradecido" pensei mesmo no fato. Mas, não podia, nem se eu quisesse... Afinal, era ela. Segundos depois ela se recolheu para o quarto "que devia ser do capitão" e me disse: "quanto aos seus aposentos, deve haver algum lugar para você. o barco é grande! Não é? (ironicamente)" até aí tudo certo. Só não esperava que fosse exatamente ao convés.
Tomei outra direção de comportamento e deixei a moleza de lado!
"AO TRABALHO HOMENS! QUERO VER ESSE BARCO COM TODA A VELOCIDADE! você! pega aquela corda, você! abaixe mais a vela, vocês aí, preparem os remos, hey garoto! mais atenção nos nós! timoneiro se você vomitar vai andar na prancha! eu juro! (...)

Navegamos bem segundo as cartas marítimas e as ordens que recebi. tudo estava muito bem, com exceção da raposa, que a carne e os ossos diziam ser ela, mas havia um brilho diferente nos olhos que eu não sabia como comportar, como fazer, como dizer...

Hora olhávamos e eu a via me inspecionando, hora olhávamos e eu a via me observando (como alguém que põe outro a prova dos ditos). Hora olhávamos e ela desviava o olhar. hora olhava-a e ela estava a fazer charme. Mas de alguma forma não havia como chegar. Ou até havia, mas não para o que eu queria, apenas para compartilhar coordenadas de mapas e só ouvia o tradicional: "faça o que achar melhor, capitão". Isso não era justo. À noite, me colocava a escrever no diário sobre os balanços da embarcação (talvez note o horror da letra, mas são apenas os vai-e-vem do alto mar). tudo até bem. estava melhorando com a letra quando no meio da noite ela apareceu por de trás de mim...

Eu parei de escrever e fiquei a observar... ela estava descalça e com um camisão que cobria todo o corpo. todos os marujos já estavam deitados no porão. não havia mais ninguém por lá.
ela caminhou até o mastro onde estourei a garrafa e pegou um caco do casco do vinho. e olhou o rótulo... olhou para mim... olhou para o rótulo... aproximou-se do mastro e cheirou o aroma do vinho ma madeira... caminhou lentamente até mim, e colocou o rótulo (já sem o caco de vidro) no meio das páginas do meu diário.
eu continuava boquiaberto com a situação sem entender nada... fechei lentamente o diário e me virei para ela enquanto adentrava seus aposentos... me levantei para perguntar e antes que eu dissesse algo, ela parou, olhou para trás e disse: será nossa primeira parada.
Seguimos uma semana.
Foi uma ordem tão clara que eu não tinha mais o que dizer. Ficava sem graça ao me referir a ela, com receio de levar um "já não lhe dei a ordem?" muito embora, sabia vez em quando que ela mesma queria dizer algo a mim, mas de alguma forma não se aproximava. Vez em quando eu a via com a ponta dos dedos tampando os lábios (como quem diz: quero dizer algo...). Mas nada falava.
Seguimos mais uma semana.




Os mapas portulanos nos guiavam por um estreito porto ainda na costa do velho mundo onde ela estava destinada a aportar. Avistamos um velho cais aos trapos com luzes fracas e uma pequena vila com uma só rua e beira-mar. aportei o barco a um nó de distância do cais e guiei o pequeno barco até a terra firme. Lá estava-mos: eu , Jimmy (o marujo que as vezes me ajudava no bar) e ela, a Raposa. Era estranho e engraçado. Ela passeava naquela pequeníssima vila como alguém que caminhava no grande mercado marroquino. Olhando todas as placas e formas das casas.
nada lhe chamava mais a atenção do que uma pequena casa cuja calçada já era feita de madeira e já emendava com o cais. A casa já era parte do porto... A casa era o porto.

paramos em frente à porta e ela ficou a esperar. Bem... Eu e Jimmy também... Pensávamos que algo "diferente" iria acontecer. Como nada aconteceu (e nem iria mesmo) ela respirou fundo e abriu a porta com as próprias mãos. Notei que "um ponto de cavalheirismo havia sido descontado em minha conta". Ela adentrou e nós atrás com o lampião até os fundos onde um senhor de idade avançada e de longos bigodes fazia as contas junto a uma longa mesa.

- boa noite senhor - me adiantei...
- já estamos fechados!
- mas, eu não perguntei isso! a rainha deseja adquirir uma significativa porç...
- bla, bla, bla já diss que estamos a estár fechados! não viste?
Empunhei a rapieira ainda na bainha, mas subitamente fui impedido por ela com a mão no fim do cabo.
-com licença senhor Antonio, não se lembras de mim?
-oh! Sim... Senhora! a quanto tempo?! - o senhor deu a volta por de trás da mesa e lhe desferiu um abraço como um parente muito mais velho...
Eu e Jimmy nos olhamos estranhamente (como quem pensa: quem é ele para se atrever abraçar uma rainha?). Maior susto foi quando eu a vi retribuir o abraço. Abraçava-o como um avô ou tio que a muito não via...
- mas então? o que a trás a est utilmd estabelecimento? Vieres tomar nota se tudo está correcto?
mais uma vez me assustei: outra taverna dela? Meu Deus... Nessa hora eu me senti mais um no mundo... Apenas mais um... Reles e fraco taverneiro de uma rainha... Que sentimento triste...
-não! - respondeu ela... - não seja bobo Antonio, sabes que esta taverna é sua! Que é um presente da família! Afinal se não fosse o seu vinho... Minhas tavernas jamais existiriam...

Nessa hora eu pensei: Ai meu Deus... Um grilo vai pisar em mim... (quão pequeno sou). Ela olhou para mim e compreendeu meu sentimento. Não sei se para amenizar ou não, mas ela disse algo que me deixou ainda mais de orelhas em pé: “fique em paz senhor Antonio, estive um bom tempo fora, mas foi por uma boa causa, tudo ruiu tudo levantou. nada é em vão. das tavernas que sobraram, as únicas que posso ver que estão ainda de pé são a do meu condado (que eventualmente é a que eu tomo conta) e essa preciosidade aqui, que eu tenho a honra de beber o bom vinho!
o velhinho soltou um belo sorriso debaixo daquelas bochechas rosadas e daquele bigode, pegou as mãos dela e disse: vamos lá em baixo. preparei uma reserva especialmente para você. ela sorriu, respirou fundo e aspirou com um tom de cansada. Disse que precisava ir para o barco pois não se sentia bem. O velho concordou também como alguém que já conhecia seus atos.
A raposa pediu ao Jimmy que fosse até o barco com ela (pelo baquinho) e voltasse para buscar o capitão e o carregamento.
Sinceramente é muito estranho quando a mantenedora da embarcação evita diálogos com o capitão da mesma... tudo muito, mas muito estranho... mas agora não é hora para isso, pois o português já havia aberto o alçapão e me chamado duas vezes lá para baixo.

Em fim... Desci...




Que imagem! é de encher os olhos... se eu pudesse eu levava tudo! rs...

- é bonito não é? - perguntou o senhor lusitano.
- bonit... (eu de boca aberta...) imaginem o cheiro da uva fermentando naqueles gigantes barris de carvalho... meu Deus .. que viagem... era outro mundo... no velho mundo... Imaginem o novo mundo...
Subitamente algo diferente pairou em meus olhos...
Bom... agora que estávamos só eu e Sr. Antonio, poderia fazer qualquer pergunta que eu quisesse a respeito da Raposa, assim conseguiria mais histórias sobre "as muitas tavernas" dessa mulher. (já estava a tratá-la assim...).
Então senhor Antonio... (enquanto destravava o barril e o rolava em direção dos trilhos da saída...)
-essa generosa senhora possui mais tavernas por aqui?
-olha... eu acho que sim... por que não?
(pensei eu: eu sabia... em cada um ela tem...) - subitamente continua o Sr. Antonio...
por que ela já ajuda tanta gente... Nossa família estava deprimida e falida, a duas praias daqui havia um povoado que dependia apenas de tecelagem... Sem contar num tal chá que ela encomendava para um tal índio.... Mas taverna, taverna... Eu não lembro...
“puff... Eu sabia que aquele velho já estava brincando com coisa séria demais... estava escondendo informações...”



Saquei a espada e apontei na cara dele: escuta aqui seu velho! não me esconda nada, você não conhece quantos essa lamina já atravessou por causa de conversas pela metade...
- o velho começou a chorar e pos-se de joelhos... era uma visão deprimente que a muito eu não via...
- pelo amor de Deus, meu senhor, sou apenas um pobre homem que sustenta a família com essa vinícola para a jovem e generosa senhora que esteve aqui a pouco. não vejo justiça nenhuma em terminar com a vida de quem sustenta outras 6 bocas. Tudo o que faço é ceder vinho do porto para essa jovem para que ele chegue até certa taverna.
Apertei a ponta da espada no pescoço do velho e ele urinou...
DIGA! DE QUEM É ESSA TAVERNA?e o velho só gaguejava...
“lá estava eu, transtornado, ameaçando um velho vinícolo por causa de uma coisa que eu havia criado na minha cabeça por causa disso tudo.”
“o velho balbuciou as seguintes palavras: meu senhor perdoe-me, mas tudo o que sei é que ela sempre veio aqui e que ficou apenas dois meses sem aparecer. ela sempre vinha e levava alguns barris para uma taverna que ela dizia ser dela, mas que era o grande amor da vida dela que tomava conta com muito carinho e tinha que descarregar de noite no cais antes que um tal de D. Rapouso aparecesse. Novamente meu senhor, se o senhor tem algo contra este tal dom Rapouso , peço que busque-o em outro lugar pois aqui não temos nenhuma informação sobre esse senhor. só sabemos que ele é quem tem o coração desta jovem. Perdoe-me a franqueza, mas se desejas dar cabo dele deves procurá-lo em outro lugar.
Como eu poderia ter feito tudo isso? eu aqui desconfiando de um alguém que na verdade era eu mesmo! Como pude fazer tal atrocidade?
Não havia como me desculpar com tal crueldade na qual eu pratiquei. apenas recoloquei a espada na bainha e o ajudei a levantar. o velho não entendeu. eu numa postura seca e fria disse: não é preciso ir muito longe para encontrar o D, Rapouso que quero matar(-me).
Já estava na portaria, Jimmy que sem entender nada, entrou mudo e saiu calado com o barriu nos braços. Na minha cabeça, um milhão de coisas rondavam: como ela sumiu? sumiu por tantos anos pra mim, e para esse velho só 2 meses? MEU DEUS era ela que deixava vinho do porto todos os meses no cais para mim e eu duvidando dela... a vontade era que essa espada estivesse em meu pescoço agora... eu só daria um passo...
Voltei para o barco com os 4 barris e os marinheiro ajudaram a subi-los...
um foi para a tripulação e se misturou com os outros que estavam no porão, 3 foram para "a cabine".
Era sábado e todas as minhas coisas estavam no convés ainda... quase um mês no mar. Ela saiu e disse: "pegue sua melhor roupa, e a taça de cobre." (opa! como ela sabia da minha taça de cobre?)
Pois bem... Fui até lá e peguei. Ela me chamou para entrar nos seus aposentos.
e lá estava eu. Sentado numa cama e ela numa cadeira de frente para mim. Os marinheiros estavam nas janelas doidos para ouvir a conversa e todos com os copos de vinho na mão.
A raposa estava com uma taça e me olhava o tempo todo, eu, apenas bebia.
bebi apenas aquela taça durante um bom tempo e então me levantei e perguntei: por quê? Quando? Quanto tempo? Desde quando? O que existe? Você aind....



ela se levantou deixando a taça caindo no chão e me segurou pelos cabelos e me beijou...
fui beijado e beijei. Oh deus! A quanto não sentia aqueles lábios? A quanto não sentia os meus lábios. Beijei também. Mas antes que houvesse uma entrega conjunta. Ela me empurrou me fazendo deitar na cama e se afastou, pegou o copo, serviu de mais vinho do porto e disse:
O vinho do porto sempre lhe terá um preço muito caro, meu Rapouso. Duvidaste de mim. Eu sempre estive perto e você em mim. Agora comigo por perto, colocaste as piores coisas que destroem um ser: A dúvida a frente do amor. Por isso, aprenderá muito: por mim devias ter ficado na taverna para sempre sem me ver. Assim me amaria sem estiar. Aprenderá a linguagem da taverna: o vinho do porto é caro, é único e doce como o amor. Mas não deve se levar ao extremo, pois lhe tira a cabeça e depois o coração. Que o senhor Antonio tenha piedade de ti no dia do seu julgamento.



Ouvi tosses do lado de fora da cabine.
Muito triste fiquei, olhei abaixo, não conseguia levantar os olhos. Eu o capitão...
pedi desculpas. Ela sabia que isso não era eu. Por isso me atrevi a fazer mais uma ultima pergunta:
-sabendo que fiz tal atrocidade por que me beijou?
-porque te amo e não te esqueci nunca....
-então... (com um facho de esperança na alma)... quis perguntar “por quê?” mas...
- ela apenas me olhou junto ao vinho e disse: deve haver ritos....




Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

domingo, 24 de janeiro de 2010

ponto de vista!

não... não é nada de mais, nem tão pouco um sabão disfarçado...
é apenas uma viagem minha que na qual tenho a honra de compartilhar com vcs!

segue-se abaixo:

"quando dava aulas para crianças me policiei em fazer anualmente durante um mes as atividades que rodeavam a figura do pequeno principe. claro minhas 'crianças' não são mais tão crianças e hoje dou aulas para o 2º grau. mesmo assim, não deixo de ministrar o famoso mês do príncipe!
mas voltando às minhas antigas crianças...
quando dava aulas para elas, me propus a fazer a seguinte tarefa:
analizar o ponto de vista de cada uma pautando do conhecimento geral delas.
e então dei prosseguimento:

ao inves de ilustrar a história do pequeno principe, apenas contei.
e pedi para que eles a ilustrassem
olha o que deu no tema 'o principe e a raposa':




claro... não pude corrigi-lo , nem dar zero, tão pouco ridiculariza-lo... afinal era o ponto de vista dele. era a vivencia. isso mostra que infinito é relativo. pq eu conheco possivelemnte um numero muito mais próximo do infinito do que outra pessoa. duvida? quantos zeros tem um octrilhão? (falei dificil né?!) hehehe... são 27 zeros.... uffa.... é muito...
daí a minha visão de infinito talvez seja menor do que a de alguem que conhece um numero maior do que o tal do octrilhão.... hehehehe

mas é isso!

obs.: só a titulo de informação.. .hehehe o carinha do desenho é o PRINCE of persia, e a logo do lado é a do fireFOX!

;)

sábado, 16 de janeiro de 2010

UM VENDEDOR DE FLORES ENSINA AOS SEUS FILHOS....


Filho meu,
Quando fores escolher um amor para a tua vida
Não a avalie pelo ardor da tua ferida
Nem tão pouco pela amargura e tristeza do teu coração
Pois o Amor é como uma rosa, e cabe na palma da mão

Cuide para que ela seja delicada.
Arranque uns espinhos, mas suporte outros. A final
O espinho é uma forma de nos transmitir beleza
Não a deixa murchar como o tempo. Leve-a ao sol
Mas aprecie também seu valor à luz da lua.

Não olhe toda vez toda vez para ela. Pra ser sincero, fique
Um dia sem vê-la. Isto vai lhe dar uma saudade!
Que por mais que você veja todas, ela será Única.

Utilize todos os seus sentidos com ela, toque-a, sem
Quebrar. Olhe-a sem secar. Cheire-a sem erradicar seu perfume.
Morda-a um pouquinho , mas não arranque um pedaço.
E não se esqueça! Ouça-a! sua natureza é inestimável e
seu silêncio é ensurdecedor

Por fim, meu filho,
Coloque todo dia a redoma de vidro sobre ela, pois “nunca
se sabe né?” é preciso um dia
para o carneiro.

...fique apenas com esse conselho sobre rosas meu
Filho. E não se esqueça o que lhe ensinei sobre amores.


-Rene
Inspirado na musica é isso aí – Ana e Seu Jorge