segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

[Cronicas da taverna] : O primeiro porto

31/12 - 20:00

A pedido da Rainha sou buscado em casa e levado de carruagem as pressas para o palácio. Sabia que havia uma explicação da parte dela depois de tanto tempo.

A carruagem parou e eu saltei. Na porta já estava um criado-mor (daqueles que ficam por perto. possivelmente um "capado" rs...). Ele me disse que a Rainha havia me chamado, mas, por motivos pessoais pediu que adiasse qualquer pronunciamento. De certo isso apenas aguçou ainda mais minhas dúvidas e as interrogações passavam completamente em minha cabeça.
Como todo meu carregamento já estava pronto e aos pés do palácio, os lacaios o levaram para dentro do navio. O horário se aproximava e eu ainda na porta do palácio. Aflito que só, pois era o capitão do barco em que minha Raposa (agora mais viva do que nunca) estaria nele. E eu aqui em terra firme, já devia estar lá esperando ela.



Depois de um tempo, precisamente as 23:30 sai uma carruagem de trás do grande palácio aos galopes. Pára em minha frente um cocheiro completamente desajeitado desce e abre a porta para mim. Pelas gotas de suor no rosto dele pude perceber que a carruagem nada mais era do que um gigante porta-jóias e não havia nada mais precioso no mundo do que o que havia lá dentro...
Lá estava, a raposa, lindamente vestida de negro para dois grandes eventos: a virada do ano, e a partida do navio.
Entrei na carruagem e sentei-me de frente a ela. Seus olhos estavam turvos e eu não os conseguia definir. Tentei me iludir sobre a desculpa que os muitos anos que não a via, por isso a perda do "tato", mas acima disso eu sabia que havia um problema.

Chegamos no porto e o semblante dela mudou. Um largo sorriso tomou conta de sua face e com um firme passo de longas botas desceu da carruagem em direção ao público que a aguardava. Até aí tudo bem. Uma rainha e seus súditos, quando de repente, ela estendeu a mão para dentro da carruagem (gesticulando para que eu saísse)... Estranho... Os papéis estavam invertidos... Rs... Parecia eu uma dama ao sair da carruagem “aparada” por ela. Mas sem segurar-lhe a mão, sai da cabine com o semblante fechado. Não era raiva, nem rabugice, apenas não estava acostumado com tal pompa.
No pequeno cais, todos jogavam confetes e flores para onde passávamos e aguardavam ansiosamente a virada do ano. A raposa pediu que eu me dirigisse até a proa do barco onde havia uma garrafa de vinho amarrada a uma corda e a corda num dos mastros.
O gigante relógio da praça matriz marcava 23:57, todos estavam apostos nos barcos e alguns já haviam partido por ordem dela.
Quando o relógio marcou 0:00 ouviu-se o primeiro badalar do sino, então a raposa gritou: "Capitão! batize o barco agora!" não me veio outra frase na cabeça a não ser um trecho de uma bela canção que meu pai cantava para minha madre. Peguei a garrafa amarrada na corda e choquei-a de encontro ao mastro! A garrafa se espatifou e o vinho desceu manchando com um belo rubro o convés. Ao que abri os braços e gritei: Serás chamada "amourroi" (pronuncia-se amurruá), e então todo o povo aplaudia e gritava em meio aos fogos chineses e votos de ano-novo.

No barco também tudo era festa! Um primeiro "empurrão" e o barco começou a esticar seus primeiros nós de distância. Estávamos muito perto, e no primeiro chacoalhão ela tropeçou numa das cordas e veio para cima de mim. Obviamente a segurei. Sinceramente melhor fosse deixá-la cair no chão. Pois com tamanha rispidez que fui "agradecido" pensei mesmo no fato. Mas, não podia, nem se eu quisesse... Afinal, era ela. Segundos depois ela se recolheu para o quarto "que devia ser do capitão" e me disse: "quanto aos seus aposentos, deve haver algum lugar para você. o barco é grande! Não é? (ironicamente)" até aí tudo certo. Só não esperava que fosse exatamente ao convés.
Tomei outra direção de comportamento e deixei a moleza de lado!
"AO TRABALHO HOMENS! QUERO VER ESSE BARCO COM TODA A VELOCIDADE! você! pega aquela corda, você! abaixe mais a vela, vocês aí, preparem os remos, hey garoto! mais atenção nos nós! timoneiro se você vomitar vai andar na prancha! eu juro! (...)

Navegamos bem segundo as cartas marítimas e as ordens que recebi. tudo estava muito bem, com exceção da raposa, que a carne e os ossos diziam ser ela, mas havia um brilho diferente nos olhos que eu não sabia como comportar, como fazer, como dizer...

Hora olhávamos e eu a via me inspecionando, hora olhávamos e eu a via me observando (como alguém que põe outro a prova dos ditos). Hora olhávamos e ela desviava o olhar. hora olhava-a e ela estava a fazer charme. Mas de alguma forma não havia como chegar. Ou até havia, mas não para o que eu queria, apenas para compartilhar coordenadas de mapas e só ouvia o tradicional: "faça o que achar melhor, capitão". Isso não era justo. À noite, me colocava a escrever no diário sobre os balanços da embarcação (talvez note o horror da letra, mas são apenas os vai-e-vem do alto mar). tudo até bem. estava melhorando com a letra quando no meio da noite ela apareceu por de trás de mim...

Eu parei de escrever e fiquei a observar... ela estava descalça e com um camisão que cobria todo o corpo. todos os marujos já estavam deitados no porão. não havia mais ninguém por lá.
ela caminhou até o mastro onde estourei a garrafa e pegou um caco do casco do vinho. e olhou o rótulo... olhou para mim... olhou para o rótulo... aproximou-se do mastro e cheirou o aroma do vinho ma madeira... caminhou lentamente até mim, e colocou o rótulo (já sem o caco de vidro) no meio das páginas do meu diário.
eu continuava boquiaberto com a situação sem entender nada... fechei lentamente o diário e me virei para ela enquanto adentrava seus aposentos... me levantei para perguntar e antes que eu dissesse algo, ela parou, olhou para trás e disse: será nossa primeira parada.
Seguimos uma semana.
Foi uma ordem tão clara que eu não tinha mais o que dizer. Ficava sem graça ao me referir a ela, com receio de levar um "já não lhe dei a ordem?" muito embora, sabia vez em quando que ela mesma queria dizer algo a mim, mas de alguma forma não se aproximava. Vez em quando eu a via com a ponta dos dedos tampando os lábios (como quem diz: quero dizer algo...). Mas nada falava.
Seguimos mais uma semana.




Os mapas portulanos nos guiavam por um estreito porto ainda na costa do velho mundo onde ela estava destinada a aportar. Avistamos um velho cais aos trapos com luzes fracas e uma pequena vila com uma só rua e beira-mar. aportei o barco a um nó de distância do cais e guiei o pequeno barco até a terra firme. Lá estava-mos: eu , Jimmy (o marujo que as vezes me ajudava no bar) e ela, a Raposa. Era estranho e engraçado. Ela passeava naquela pequeníssima vila como alguém que caminhava no grande mercado marroquino. Olhando todas as placas e formas das casas.
nada lhe chamava mais a atenção do que uma pequena casa cuja calçada já era feita de madeira e já emendava com o cais. A casa já era parte do porto... A casa era o porto.

paramos em frente à porta e ela ficou a esperar. Bem... Eu e Jimmy também... Pensávamos que algo "diferente" iria acontecer. Como nada aconteceu (e nem iria mesmo) ela respirou fundo e abriu a porta com as próprias mãos. Notei que "um ponto de cavalheirismo havia sido descontado em minha conta". Ela adentrou e nós atrás com o lampião até os fundos onde um senhor de idade avançada e de longos bigodes fazia as contas junto a uma longa mesa.

- boa noite senhor - me adiantei...
- já estamos fechados!
- mas, eu não perguntei isso! a rainha deseja adquirir uma significativa porç...
- bla, bla, bla já diss que estamos a estár fechados! não viste?
Empunhei a rapieira ainda na bainha, mas subitamente fui impedido por ela com a mão no fim do cabo.
-com licença senhor Antonio, não se lembras de mim?
-oh! Sim... Senhora! a quanto tempo?! - o senhor deu a volta por de trás da mesa e lhe desferiu um abraço como um parente muito mais velho...
Eu e Jimmy nos olhamos estranhamente (como quem pensa: quem é ele para se atrever abraçar uma rainha?). Maior susto foi quando eu a vi retribuir o abraço. Abraçava-o como um avô ou tio que a muito não via...
- mas então? o que a trás a est utilmd estabelecimento? Vieres tomar nota se tudo está correcto?
mais uma vez me assustei: outra taverna dela? Meu Deus... Nessa hora eu me senti mais um no mundo... Apenas mais um... Reles e fraco taverneiro de uma rainha... Que sentimento triste...
-não! - respondeu ela... - não seja bobo Antonio, sabes que esta taverna é sua! Que é um presente da família! Afinal se não fosse o seu vinho... Minhas tavernas jamais existiriam...

Nessa hora eu pensei: Ai meu Deus... Um grilo vai pisar em mim... (quão pequeno sou). Ela olhou para mim e compreendeu meu sentimento. Não sei se para amenizar ou não, mas ela disse algo que me deixou ainda mais de orelhas em pé: “fique em paz senhor Antonio, estive um bom tempo fora, mas foi por uma boa causa, tudo ruiu tudo levantou. nada é em vão. das tavernas que sobraram, as únicas que posso ver que estão ainda de pé são a do meu condado (que eventualmente é a que eu tomo conta) e essa preciosidade aqui, que eu tenho a honra de beber o bom vinho!
o velhinho soltou um belo sorriso debaixo daquelas bochechas rosadas e daquele bigode, pegou as mãos dela e disse: vamos lá em baixo. preparei uma reserva especialmente para você. ela sorriu, respirou fundo e aspirou com um tom de cansada. Disse que precisava ir para o barco pois não se sentia bem. O velho concordou também como alguém que já conhecia seus atos.
A raposa pediu ao Jimmy que fosse até o barco com ela (pelo baquinho) e voltasse para buscar o capitão e o carregamento.
Sinceramente é muito estranho quando a mantenedora da embarcação evita diálogos com o capitão da mesma... tudo muito, mas muito estranho... mas agora não é hora para isso, pois o português já havia aberto o alçapão e me chamado duas vezes lá para baixo.

Em fim... Desci...




Que imagem! é de encher os olhos... se eu pudesse eu levava tudo! rs...

- é bonito não é? - perguntou o senhor lusitano.
- bonit... (eu de boca aberta...) imaginem o cheiro da uva fermentando naqueles gigantes barris de carvalho... meu Deus .. que viagem... era outro mundo... no velho mundo... Imaginem o novo mundo...
Subitamente algo diferente pairou em meus olhos...
Bom... agora que estávamos só eu e Sr. Antonio, poderia fazer qualquer pergunta que eu quisesse a respeito da Raposa, assim conseguiria mais histórias sobre "as muitas tavernas" dessa mulher. (já estava a tratá-la assim...).
Então senhor Antonio... (enquanto destravava o barril e o rolava em direção dos trilhos da saída...)
-essa generosa senhora possui mais tavernas por aqui?
-olha... eu acho que sim... por que não?
(pensei eu: eu sabia... em cada um ela tem...) - subitamente continua o Sr. Antonio...
por que ela já ajuda tanta gente... Nossa família estava deprimida e falida, a duas praias daqui havia um povoado que dependia apenas de tecelagem... Sem contar num tal chá que ela encomendava para um tal índio.... Mas taverna, taverna... Eu não lembro...
“puff... Eu sabia que aquele velho já estava brincando com coisa séria demais... estava escondendo informações...”



Saquei a espada e apontei na cara dele: escuta aqui seu velho! não me esconda nada, você não conhece quantos essa lamina já atravessou por causa de conversas pela metade...
- o velho começou a chorar e pos-se de joelhos... era uma visão deprimente que a muito eu não via...
- pelo amor de Deus, meu senhor, sou apenas um pobre homem que sustenta a família com essa vinícola para a jovem e generosa senhora que esteve aqui a pouco. não vejo justiça nenhuma em terminar com a vida de quem sustenta outras 6 bocas. Tudo o que faço é ceder vinho do porto para essa jovem para que ele chegue até certa taverna.
Apertei a ponta da espada no pescoço do velho e ele urinou...
DIGA! DE QUEM É ESSA TAVERNA?e o velho só gaguejava...
“lá estava eu, transtornado, ameaçando um velho vinícolo por causa de uma coisa que eu havia criado na minha cabeça por causa disso tudo.”
“o velho balbuciou as seguintes palavras: meu senhor perdoe-me, mas tudo o que sei é que ela sempre veio aqui e que ficou apenas dois meses sem aparecer. ela sempre vinha e levava alguns barris para uma taverna que ela dizia ser dela, mas que era o grande amor da vida dela que tomava conta com muito carinho e tinha que descarregar de noite no cais antes que um tal de D. Rapouso aparecesse. Novamente meu senhor, se o senhor tem algo contra este tal dom Rapouso , peço que busque-o em outro lugar pois aqui não temos nenhuma informação sobre esse senhor. só sabemos que ele é quem tem o coração desta jovem. Perdoe-me a franqueza, mas se desejas dar cabo dele deves procurá-lo em outro lugar.
Como eu poderia ter feito tudo isso? eu aqui desconfiando de um alguém que na verdade era eu mesmo! Como pude fazer tal atrocidade?
Não havia como me desculpar com tal crueldade na qual eu pratiquei. apenas recoloquei a espada na bainha e o ajudei a levantar. o velho não entendeu. eu numa postura seca e fria disse: não é preciso ir muito longe para encontrar o D, Rapouso que quero matar(-me).
Já estava na portaria, Jimmy que sem entender nada, entrou mudo e saiu calado com o barriu nos braços. Na minha cabeça, um milhão de coisas rondavam: como ela sumiu? sumiu por tantos anos pra mim, e para esse velho só 2 meses? MEU DEUS era ela que deixava vinho do porto todos os meses no cais para mim e eu duvidando dela... a vontade era que essa espada estivesse em meu pescoço agora... eu só daria um passo...
Voltei para o barco com os 4 barris e os marinheiro ajudaram a subi-los...
um foi para a tripulação e se misturou com os outros que estavam no porão, 3 foram para "a cabine".
Era sábado e todas as minhas coisas estavam no convés ainda... quase um mês no mar. Ela saiu e disse: "pegue sua melhor roupa, e a taça de cobre." (opa! como ela sabia da minha taça de cobre?)
Pois bem... Fui até lá e peguei. Ela me chamou para entrar nos seus aposentos.
e lá estava eu. Sentado numa cama e ela numa cadeira de frente para mim. Os marinheiros estavam nas janelas doidos para ouvir a conversa e todos com os copos de vinho na mão.
A raposa estava com uma taça e me olhava o tempo todo, eu, apenas bebia.
bebi apenas aquela taça durante um bom tempo e então me levantei e perguntei: por quê? Quando? Quanto tempo? Desde quando? O que existe? Você aind....



ela se levantou deixando a taça caindo no chão e me segurou pelos cabelos e me beijou...
fui beijado e beijei. Oh deus! A quanto não sentia aqueles lábios? A quanto não sentia os meus lábios. Beijei também. Mas antes que houvesse uma entrega conjunta. Ela me empurrou me fazendo deitar na cama e se afastou, pegou o copo, serviu de mais vinho do porto e disse:
O vinho do porto sempre lhe terá um preço muito caro, meu Rapouso. Duvidaste de mim. Eu sempre estive perto e você em mim. Agora comigo por perto, colocaste as piores coisas que destroem um ser: A dúvida a frente do amor. Por isso, aprenderá muito: por mim devias ter ficado na taverna para sempre sem me ver. Assim me amaria sem estiar. Aprenderá a linguagem da taverna: o vinho do porto é caro, é único e doce como o amor. Mas não deve se levar ao extremo, pois lhe tira a cabeça e depois o coração. Que o senhor Antonio tenha piedade de ti no dia do seu julgamento.



Ouvi tosses do lado de fora da cabine.
Muito triste fiquei, olhei abaixo, não conseguia levantar os olhos. Eu o capitão...
pedi desculpas. Ela sabia que isso não era eu. Por isso me atrevi a fazer mais uma ultima pergunta:
-sabendo que fiz tal atrocidade por que me beijou?
-porque te amo e não te esqueci nunca....
-então... (com um facho de esperança na alma)... quis perguntar “por quê?” mas...
- ela apenas me olhou junto ao vinho e disse: deve haver ritos....




Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.

domingo, 24 de janeiro de 2010

ponto de vista!

não... não é nada de mais, nem tão pouco um sabão disfarçado...
é apenas uma viagem minha que na qual tenho a honra de compartilhar com vcs!

segue-se abaixo:

"quando dava aulas para crianças me policiei em fazer anualmente durante um mes as atividades que rodeavam a figura do pequeno principe. claro minhas 'crianças' não são mais tão crianças e hoje dou aulas para o 2º grau. mesmo assim, não deixo de ministrar o famoso mês do príncipe!
mas voltando às minhas antigas crianças...
quando dava aulas para elas, me propus a fazer a seguinte tarefa:
analizar o ponto de vista de cada uma pautando do conhecimento geral delas.
e então dei prosseguimento:

ao inves de ilustrar a história do pequeno principe, apenas contei.
e pedi para que eles a ilustrassem
olha o que deu no tema 'o principe e a raposa':




claro... não pude corrigi-lo , nem dar zero, tão pouco ridiculariza-lo... afinal era o ponto de vista dele. era a vivencia. isso mostra que infinito é relativo. pq eu conheco possivelemnte um numero muito mais próximo do infinito do que outra pessoa. duvida? quantos zeros tem um octrilhão? (falei dificil né?!) hehehe... são 27 zeros.... uffa.... é muito...
daí a minha visão de infinito talvez seja menor do que a de alguem que conhece um numero maior do que o tal do octrilhão.... hehehehe

mas é isso!

obs.: só a titulo de informação.. .hehehe o carinha do desenho é o PRINCE of persia, e a logo do lado é a do fireFOX!

;)

sábado, 16 de janeiro de 2010

UM VENDEDOR DE FLORES ENSINA AOS SEUS FILHOS....


Filho meu,
Quando fores escolher um amor para a tua vida
Não a avalie pelo ardor da tua ferida
Nem tão pouco pela amargura e tristeza do teu coração
Pois o Amor é como uma rosa, e cabe na palma da mão

Cuide para que ela seja delicada.
Arranque uns espinhos, mas suporte outros. A final
O espinho é uma forma de nos transmitir beleza
Não a deixa murchar como o tempo. Leve-a ao sol
Mas aprecie também seu valor à luz da lua.

Não olhe toda vez toda vez para ela. Pra ser sincero, fique
Um dia sem vê-la. Isto vai lhe dar uma saudade!
Que por mais que você veja todas, ela será Única.

Utilize todos os seus sentidos com ela, toque-a, sem
Quebrar. Olhe-a sem secar. Cheire-a sem erradicar seu perfume.
Morda-a um pouquinho , mas não arranque um pedaço.
E não se esqueça! Ouça-a! sua natureza é inestimável e
seu silêncio é ensurdecedor

Por fim, meu filho,
Coloque todo dia a redoma de vidro sobre ela, pois “nunca
se sabe né?” é preciso um dia
para o carneiro.

...fique apenas com esse conselho sobre rosas meu
Filho. E não se esqueça o que lhe ensinei sobre amores.


-Rene
Inspirado na musica é isso aí – Ana e Seu Jorge

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

pensava eu um dia.... a muito tempo


vou salvar essa foto. quando eu souber o que é um blog e tiver um eu posto...
pois bem.. essa "foto maluca" é de 2/2/2006 há um bom tempo que ela me esperou.. e tá aki!

curta que loucura! ela é cumprida mesmo! hehehehe

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

[Cronicas da taverna] : Um novo mundo

Do tempo em que a taverna ficou fechada, nada aconteceu.

Os devedores não pagaram.
Os que se diziam amigos não voltaram.
Os violeiros não tocaram.


Nada, nada mudou. Foi quando Ladreau sentiu uma tristeza profunda e pensou no quanto preparou tudo para todos e ninguém apareceu. A taverna era para eles.

Taverna sem músico não é taverna.
Taverna sem fiado não é taverna.
Taverna sem os camaradas que vivem do bom vinho e rum... Não é taverna...

Não é taverna...
Não por hora...

Já se passavam meses e tudo o que se falava na vila era sobre uma notícia que viria com a virada do ano. Obviamente viria muito mais fácil e rápido para D. Rapouso. Afinal uma taverna é sempre um lugar de conversa... Mas não lá... Não naquele lugar... Vazio, e sozinho.

A taverna o havia esgotado, e transtornado, e mudado, todo e completamente quem era a figura de D. Rapouso Ladreau!

Seu passado, sua essência, sua visão de futuro seriam as mesmas, mas algo o transtornara.
(imagem enfadada).

O fim do ano se aproximou e alguns carregamentos de pólvora da china foram deixados no cais para as festividades. Outros barcos também atracaram trazendo por um curto período de tempo seu velho amigo e marinheiro Jimmy.

O gigante ruivo lhe contou, que as especulações do "segredo da virada do ano", estavam com a rainha da castelania próxima a vila e que a mesma estava a recrutar marujos para a tal descoberta.



Subitamente Ladreau se lembrou do gosto da brisa e do tempo em que passou em alto mar. do tempo em que ingressou como amarrador de cordas, que depois se tornou timoneiro, e depois nomeado corsário e em fim pôde deixar o mar sobre o nome de CAPITÃO!




"Capitão Rapouso! o que faremos agora?"
Essa era a pergunta que ele sempre se recordava quando a noite o embalava dentre uma tempestade de sonhos... Acordava suado, passava a mão na testa, voltava a dormir e conseguia se livrar da tempestade. Isso era tudo o que conseguia guardar do mar. (e esse segredo ficou com ele...)


Então pensou Ladreau: que mal fará se a “Raposa for fechada” por causa do Rapouso?

Passou-se a noite.

Rapouso de manhã. As 5:00 pôr-se de pé encaixotou os livros e o diário, pegou a taça, colocou a rapieira no cinto. Amarrou os cabelos e se dirigiu até o palácio.

Ao chegar pensou consigo: como sou tolo! Qual rainha estaria de pé tão cedo? E de fato nenhuma faria tal proeza... rs...

Rapouso esperou até as 7:00 quando as atividades oficiais começariam... Estranhamente estava tudo bem escuro...



“Um” almofadinha com um colam muito engraçado (imagem rspouso e o papa) apareceu na sacada e disse que os marujos que quisessem se ingressar deveriam comparecer a sala do trono.



Obviamente Rapouso estranhou... Mas tudo bem... Cada realeza tem um tique diferente.

Cansado, e fedendo rum... (como era o seu comum) Rapouso se dirigiu até a sala do trono numa gigante fila. Olhando para baixo e aguardando à hora de apenas anunciar seu nome, esperava que a rainha lhe concedesse a benesse de ajudar com os preparativos marítimos para "o segredo da virada do ano"... Quando de repente:

Ouviu um soluço da parte da rainha. Não ousou olhar Para frente com medo de uma repreensão. Continuou cabisbaixo.

A rainha soluçou novamente. (não era um soluço comum)

Rapouso não olhou.

Quando um dos serviçais disse: deves olhar para a rainha!Ela quer conhecer todas as faces que executarão seus desígnios...

Rapouso levantou a cabeça...

O QUE! (Rapouso não pode deixar de soltar tal exclamação) quando viu a jovem majestade com vestes azuis e uma venda sobre os olhos (imagem a raposa com venda nos olhos) nada deixando parecer... Mas uma coisa lhe chamou a atenção... Eram os cabelos ruivos... Não seria? seria? Meu Deus, como se parec... É ELA! Mas não pode... ela já se... Mas, não a vi partir.... Se fosse ela.. Por que isso? Por que passei por isso? Por que esse tempo todo? CRISTO POR FAVOR ME DIGA QUE NÃO É ELA! DIGA-ME QUE É ELA!

Confuso Rapouso, encheu seus olhos d'água, pois por um momento a esperança o havia tomado nos braços novamente.

A rainha se inclinou para e esquerda e se dirigiu a um dos seus guardas falando baixo. E o guarda repetia em voz alta:

-É O SENHOR, DOM RAPOUSO LADREAU?
-sim, majestade...
-SABES POR QUE ESTÁS AQUI?
-de certo, majestade. Pretendo-me ingressar na expedição ao qual vossa majestade arrenda marujos.
-SABES QUE POR ESTAS VILAS NÃO SE SECONHECE VOSSAS HABILIDADES COM O MAR, EXCETO COM A BEBIDA DOS MARUJOS.

(Rapouso corou-se de vergonha, mas disse) - sim
-majestade. Entretanto...

-SILÊNCIO! (gritou o guarda em mandato da rainha). A RAINHA CONHECE TODA E QUALQUER ARGUMENTAÇÃO. POR ISSO...

(Rapouso já estava a respirar fundo por perder a últitima e única chance de re-ver o mar... e triste já se contentava com a infeliz e solitária vida na taverna...)

A RAINHA LHE CONCEDE O POSTO DE CAPITÃO PARA A ÚLTIMA NAU QEU SAIRÁ NO DIA 31/12 AS 23:59 DE ACORDO COM O RELÓGIO DA IGREJA DA PRAÇA DA VILA PRÓXIMA.

(Rapouso não sabia mais o que fazer ou pensar, era tanta alegria que em seu peito que novamente batia, que nem sabia o que fazer com toda aquela velharia da taverna ficaria para trás!... na verdade sabia... ficaria pra trás!)

Ele nem sabia mais como se portar... Quando...
O guarda continuou.

- A RAINHA ORDENA QUE ESTEJAS TRAJADO SOBRE NEGRO POIS, DESEJAS PASSAR O ANO DESTA FORMA.

- perfeitamente!

Com um coração cheio de graça, ia saindo Rapouso de frente para a rainha, quando a rainha lhe fez um "tsk"... E pôs-se de pé e disse: desejas acrescentar algo Monsenhor Ladreau?

[a voz... era ELA!]

Dom Rapouso Ladreau apenas sacou sua rapieira em sinal de Devoção e disse:






Esta nota é uma forma de creditar os diretos autorais.
As imagens contidas nesta postagem referem se a obra denominada "le scorpion" pertencentes aos autores Enrico Marini (arte) e Stephen Desberg (roteiro). não possuem o fim lucrativo, degradação da imagem do personagem e nem o intuito de roubo de direitos autorais.











Caros leitores,

De certo, os que acompanham esta taverna sabem que muito da mesma há em mim ( e que mudanças são necessárias). por isso D. Rapouso Ladreau parte novamente para o mar. um mar de aventuras e descobertas que não sabes onde seu barco dará. Apenas sabes que tudo é uma questão dos laços que dará em suas cordas e que é seu dever mante-los presos sempre!!!

seu destino? UM NOVO MUNDO! um bravo e NOVO MUNDO!


que todos tenham um feliz ano novo assim como eu!
-Rene William

sábado, 5 de dezembro de 2009

Por favor defina MORAL...

você é cristão? não? tudo bem...
Então é ateu? também não? certo...
então é comunista? ah! isso sim né?
mas porque tanta autoridade assim então?
você e esse seu deus (com d minusculo mesmo) interior...
qual é o seu padrão? qual é a sua MORAL?
se não é um ou outro... deve ser bem moderno né? ERRADO!


e para brindar a vossa autoridade,
tenho um poeminha que fiz com lágrimas e sangue!
MUITO SANGUE!!! AHAHAHAHA


Eficiente que só,
Chega sempre nos horários.

Não dá bom dia para ninguém.
"são todos uns otários"

Logo pela manhã,
Possui um triste hálito etílico .
como seu peso é incalculável,
mais parece um hemofílico

a nicotina exala onde andas
Acredita nas coisas que um coelho diz.
de todas as coisas que criticas
mal sabes que estão no seu nariz

e das as crias, que não rastejam para longe do ninho
todas não são fáceis de lidar.
apenas o gene diferente,
se pode ressaltar.

e bla e bla e bla...


eu poderia continuar essa "rima-suja" por toda a noite,
ou melhor! poderia nem oferecer tal rima (poderia ser um açoite!)
(pois não seria tu, digno do meu pensar/rimar ... e rimar mal...)
mas enfim, mereces!

sabes por quê?

por que de todos que se assentam no dia de thor no por do sol,
sou eu o único que não amotina contra vós!
por que de todos os vícios que tens,
sou o único que por de trás, avantajo vossas virtudes.
politicagem a parte, quando os que servem ao Estado te martirizou,
fui o único que se calou.

botar bixo pra fora, pra uns desumano,
para nós, agir com o tutano!
mas onde está a graça da sua moral?
o que faz diferente nesse trabalho afinal?
chamar o freguês, agir com falsa polidez?
ou atrair o cliente deixando que na infancia o chamem de parente?


até agora o que me fez, foi um favor.
não transforme o meu descanço e pavor.
não dependo da sua graça,
mas largue o meu cabelo e isso basta!


p.s.: fica a dica

http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=52632264